Pequenos empresários que reinventaram seus negócios na pandemia - WHOW

Consumo

Pequenos empresários que reinventaram seus negócios na pandemia

Os pequenos empreendedores se reinventaram na pandemia. Alguns deles ganharam reconhecimento nacional. Entenda mais sobre o assunto neste conteúdo

POR Redação Whow! | 04/06/2021 16h25

Os pequenos empreendedores sofreram bastante na pandemia. Mas, alguns não desistiram do seu negócio e hoje faturam muito mais do que antes.  De fato, os brasileiros gostam de ter o seu próprio negócio. Em uma pesquisa realizada pela Global Entrepreneurship Monitor (GEM), em 55 países, o país é o quarto povo mais empreendedor do mundo e está entre os primeiros do BRICS.

Um outro levantamento, agora do Sebrae, em novembro do ano passado, apontou que quatro em cada dez pequenas empresas brasileiras se reinventaram durante a pandemia. Hoje, o Brasil registra 11,3 milhões de microempreendedores, conforme dados do Mapa de Empresas do Portal do Empreendedor. Neste conteúdo, entenda como os pequenos negócios viraram o jogo diante dos impactos da crise causada pela pandemia. Veja também alguns cases para se inspirar

Pequenos empreendedores se reinventam para continuar no jogo 

Em síntese, para se abrir um negócio no Brasil, além de dinheiro, é preciso muita disposição para enfrentar os desafios que impõe às burocracias. Em média, gasta-se dois dias e treze horas para concluir a abertura de uma empresa.

E, além disso, durante a pandemia,vários donos de pequenas empresas se viram em uma situação delicada. Ou seja, sem dinheiro em caixa, com muitas contas e sem saber o que ia acontecer: era este o cenário.

Entretanto, o número de empresas abertas no país é maior que a quantidade de fechadas, em dados divulgados pelo Ministério da Economia. Segundo o órgão, é o maior número desde 2010.

O surgimento de novos negócios durante a pandemia

A pandemia trouxe consigo uma nova e incerta realidade.  Infelizmente, muitos negócios não sobreviveram aos impactos. Outros, foram exemplo de superação e utilizaram a tecnologia a seu favor. Assim, através das redes sociais, não foram poucos os que passaram a ofertar seus produtos e serviços a domicílio. Além disso, teve também quem usasse seu conhecimento para vender cursos online, por exemplo

Nesse sentido, a regra era: adaptação e atenção ao comportamento do consumidor e ao mercado. Dessa forma, foi preciso responder rápido à pergunta: como continuar ganhando dinheiro e suprindo as necessidades dos meus clientes. Muitos conseguiram fazer isso com sucesso.  

Cases de empreendedorismo, criatividade e superação

Veja agora cases de pequenos empreendedores que começaram na pandemia e que agora seguem ampliando o seu negócio.

História do Sr. Bacana

Com internet, ninguém fica para trás e o Sr. Bacana, de 87 anos, sabe muito bem disso. Afinal, o seu negócio de venda de caldo de cana decolou. Dessa forma, hoje, ele passou a faturar 1.200 % a mais com este recurso, que não existia no seu tempo. Na época, segundo ele, só tinha rádio mesmo e nem era todo mundo que possuía o aparelho. 

Acima de tudo, essa reviravolta na vida desse simpático senhor é devido a internet do seu neto Kelvyn. Ele, que é designer, durante a pandemia, decidiu ajudar o avô. Em março de 2020, fez um post em suas redes sociais, convidando seus amigos a conhecerem o produto do Sr. Bacana. Porém, o neto fez um pedido especial aos amigos: ao chegarem lá, eles deviam dizer que tinham foram através da internet de Kelvyn . Em troca, o Sr. Bacana daria um pouco mais de caldo de cana, o famoso choro.

Ou seja, deu super certo! Kelvyn providenciou a identidade visual do caldo de cana do avô e também um perfil no Instagram, que passou a gerenciar. Sr. Bacana já fez até venda internacional: um morador dos Estados Unidos comprou o produto para presentear um brasileiro.

Tudo começou quando ele foi demitido de uma cooperativa que trabalhava. Mas, segundo ele,nunca havia vendido tanto, em quase 30 anos de negócio. Seu primeiro estabelecimento foi na esquina da Rua Bandeirantes com a Rio Branco, ficando lá por 10 anos. 

Em resumo, o Sr. Bacana segue fazendo muito sucesso no Instagram, que tem mais de 20 mil seguidores. Assim, entre uma venda e outra, com a ajuda do seu neto, ele grava stories e vídeos no formato reels.

Barbeiro à domicilio

Salões e outros empreendimentos do segmento da beleza foram um dos mais prejudicados durante o período mais rígido do isolamento social. Mas e quem disse que as pessoas relaxaram quanto aos cuidados com a aparência? Pegando carona nessa onda, Matheus Ernica iniciou um negócio de sucesso.

Em síntese, unindo necessidade e oportunidade, decidiu enviar mensagem aos seus 150 clientes pelo WhatsApp, dizendo que estaria atendendo à domicílio. Ele não esperava tanto retorno, mas acabou chovendo pedidos de agendamento!

Logo, seguindo todas as recomendações para evitar o contágio com o coronavírus, Matheus começou a sair para atender os seus clientes. Sempre com máscara e álcool em gel, ele também faz a higienização de todo equipamento e ambiente após o atendimento. 

Ele conta que todos os seus consumidores não abrem mão de serem atendidos em casa hoje. Afinal, economizam tempo e são atendidos no conforto de seus lares.  Segundo Matheus, seus rendimentos hoje são muito maiores do que antes da pandemia. 

Família usa dinheiro do auxílio para vender quentinhas

Se tem uma dica que muitas pessoas seguiram nessa pandemia é: ganhe dinheiro com o que você faz de melhor, independente do que seja.  Maria Célia provou como isso pode ser verdade. Com suas três filhas e desempregada, sua vida ficava cada vez mais difícil em Araguaína, no estado de Tocantins. Todas elas precisam dar entrada no auxílio emergencial.

Entretanto, resolveram investir todo o valor em matéria-prima para fazer quentinhas. Maria, que já tinha trabalhado como cozinheira por cinco anos, utilizou todo seu conhecimento para fazer aquela comida caseira de qualidade e, assim, cativar os clientes.

O faturamento da pequena empresa gira em torno dos 6 mil reais mensais e Maria já tem planos de abrir um restaurante. 

Viu só quantos cases interessantes de pequenos empreendedores que se reinventaram na pandemia? Receba mais artigos como este assinando a nossa newsletter gratuitamente!