Pequenas indústrias e serviços: setores se destacam entre PMEs - WHOW

Eficiência

Pequenas indústrias e serviços: setores se destacam entre PMEs

No segundo trimestre de 2021, houve evolução nos indicadores de desempenho, situação financeira, confiança e perspectivas das pequenas indústrias.

POR Daniel Patrick Martins | 30/08/2021 08h00

Apesar da pandemia, os negócios gerados pelas pequenas e médias empresas estão crescendo. Seja no quesito empregabilidade ou mesmo em lucratividade, os empreendimentos que fazem parte deste contexto mostram números positivos para a economia.

De acordo com o levantamento realizado pelo Sebrae, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no período avaliado entre julho de 2020 a julho de 2021, as pequenas empresas corresponderam a 71,8% dos empregos gerados com carteira assinada no país. E as empresas consideradas de médio porte conseguiram um saldo positivo de 21,9% dos postos de trabalho no Brasil.

“São mais de 17 milhões de pequenos negócios (7 milhões de micro e pequenas empresas e 10,9 milhões de MEI), que, juntos, representam 99% de todas as empresas do país e são responsáveis por cerca de 30% do PIB”, afirma a diretoria do Sebrae à página Poder 360.

Indústria e serviços em alta

Segundo o relatório “Panorama da Pequena Indústria”, realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o segundo trimestre de 2021, para este segmento, registrou bons índices. O Índice de Desempenho das pequenas indústrias mostrou reação do setor, ao refletir atividade não só mais forte que a do trimestre anterior, como também mais forte do que a registrada no mesmo trimestre de anos anteriores. Já sob a ótica financeira, a evolução do setor industrial esteve associada à maior disponibilidade de crédito para as pequenas indústrias.

Os bons resultados do setor se refletiram, claro, na confiança dos empresários industriais: desde dezembro de 2020 não se via o mesmo nível de otimismo entre este grupo. Para os próximos meses, há uma expectativa de novo aumento desses indicadores, em decorrência: do avanço da vacinação no Brasil, que está atingindo faixas etárias que abarcam a população economicamente ativa; do aumento do volume de produção; e da manutenção da criação de empregos no setor industrial”, conforme consta no relatório técnico do Panorama.

O lado negativo fica por conta do aumento do custo de matéria-prima para a indústria, que é relatada pelos empresários como o maior desafio do momento atual.

De acordo com os dados do Sebrae, o segmento de serviços foi o que mais empregou, gerando 87,2 mil das novas vagas. Na sequência aparecem o comércio com 63,2 mil, a indústria de transformação e construção civil com 30,9 mil e 26,4 mil, respectivamente.

“O empreendedor é o agente dessa mudança, ele vai contribuir para o desenvolvimento econômico e social. O empreendedorismo compreende e aproveita oportunidades, pode ser algo novo, mas pode ser uma releitura. Ele vai propiciar e alavancar a retomada econômica”, destaca Thiago Nascimento, coordenador do Mestrado Profissional em Gestão Estratégica de Organizações, do Centro Universitário IESB, em entrevista ao Correio Braziliense.