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Edtechs: qual país está liderando esse movimento?

Mercado americano de startups ligadas à educação está avaliado em US$ 8,38 bilhões. América Latina é a quarta maior região nesse setor em termos de faturamento

POR Adriana Fonseca | 24/10/2019 14h02 Edtechs: qual país está liderando esse movimento?

Um levantamento recente do CIEB (Centro de Inovação para a Educação Brasileira) mostrou que o Brasil, comparado a outros países, ainda está em um cenário inicial quando o assunto são as startups de educação (edtechs). Isso porque há baixa diversidade nas soluções e, principalmente, porque é um mercado, em geral, bastante fragmentado.

“Além disso, os investimentos são baixos, devido aos próprios desafios desse setor, e também ao ciclo de desenvolvimento do mercado, que é mais longo – os ciclos de implantação e avaliação do mercado educacional geralmente estão associados ao ciclo educacional, que é anual”

Mairum Andrade, gerente de tecnologias educacionais do CIEB

Enquanto o Brasil caminha a passos lentos, outros países estão mais à frente no desenvolvimento de tecnologias com potencial de melhorar a educação global.

O site especializado em educação The Edvocate, criado em 2014 para discutir mudanças nas políticas educacionais com o objetivo de melhorar a qualidade do sistema de educação nos Estados Unidos, fez um levantamento mostrando quais países estão liderando o movimento das edtechs atualmente. Veja os principais insights.

edtechs Foto Unsplash

ESTADOS UNIDOS

Pode-se dizer que é líder do movimento das startups de educação. De acordo com a Software and Information Industry Association (SIIA), o mercado de edtechs nos Estados Unidos está avaliado em US$ 8,38 bilhões. Em 2015, 60% do dinheiro investido em edtechs em todo o mundo foi destinado a startups americanas.

O tamanho da população do país, a grande economia e os centros de tecnologia e inovação, como o Vale do Silício, contribuem para o sucesso das edtechs em território norte-americano.


Reino Unido

Um relatório da EdTech UK aponta que há cerca de mil startups de educação no Reino Unido, sendo 200 delas com sede em Londres. Além disso, também abriga um setor educacional forte e o maior cluster tecnológico da Europa, indicando que ainda há muito espaço para crescimento na indústria de edtechs. Para efeito de comparação, o mapeamento do CIEB e ABStartups identificou 364 edtechs no Brasil.


CHINA

Ainda que os Estados Unidos lidere o movimento das edtechs hoje no mundo, a Ásia se tornou o mercado de e-learning com o crescimento mais rápido. Em 2016, de acordo com um estudo do Goldman Sachs, os investimentos globais em edtechs chinesas aumentaram para US$ 1,2 bilhão. Espera-se que em um futuro próximo o mercado de startups educacionais cresça cerca de 20% ao ano na China.


ÍNDIA

O mercado de ensino online na Índia deve quadruplicar de tamanho nos próximos quatro anos, alcançando um valor de US$ 1,96 bilhão.


ÁSIA-PACÍFICO

Projeções apontam que toda a região da Ásia-Pacífico vai representar 54% do mercado global de edtechs em 2020. Veja o porquê:

1. Mais de 600 milhões de estudantes estão matriculados em escolas de ensino fundamental e médio na Ásia e o continente tem mais pessoas jovens que qualquer outro lugar do mundo;

2. A população da Ásia valoriza a educação e as famílias estão dispostas a investir quantias substanciais de dinheiro na educação das crianças. O setor de ensino na China deve crescer para US$ 90 bilhões, e os pais de Cingapura gastam US$ 3.70.939 por ano na educação de seus filhos, o dobro da média global;

4. Os principais investidores estrangeiros estão canalizando grandes quantidades de capital para apoiar as edtechs na região, juntamente com os gigantes chineses da tecnologia.

5. Ainda que o acesso à internet seja um obstáculo, cerca de 53% da população chinesa está online, e esse número vai continuar crescendo nos próximos anos.


AMÉRICA-LATINA

O mercado de e-learning na região cresceu mais de 14% por ano desde 2013, e esse desenvolvimento tende a continuar. Assim como acontece na Ásia, investidores também vêm colocando dinheiro em edtechs latinas. Hoje, a América Latina é o quarto maior mercado de edtechs do mundo, atrás da América do Norte, Europa Ocidental e Ásia, em termos de faturamento.


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