WHOW

Pagamentos inteligentes: mito ou realidade?

pay1

[vc_row][vc_column][vc_column_text]Quando se fala em fluidez na experiência de compra, é muito comum fazer uma associação com meios de pagamento digitais e velozes. Contudo, trazê-los para a realidade e para o dia a dia dos cidadãos ainda é um desafio a ser superado.

“Vivemos em um País em que é muito difícil se adaptar em relação as formas de pagamento – ainda pagamos muita coisa com dinheiro, ainda usamos cartão de crédito, e fora do Brasil é diferente”, disse Rafael Ribeiro, diretor-executivo da Abstartups, e mediador do painel “Pagamentos inteligentes: segurança, rapidez, escala e consistência. Mito ou realidade?”, durante o Whow! Festival de Inovação.

“Vivemos em um País em que é muito difícil se adaptar em relação as formas de pagamento – ainda pagamos muita coisa com dinheiro, ainda usamos cartão de crédito”

Rafael Ribeiro, diretor-executivo da Abstartups

Considerando esse contexto, o debate procurou esclarecer o quão distantes estamos de uma realidade em que o pagamento seria feito sem contato, ou objetos físicos – como cartões ou moedas.

Para Marcela Miranda, fundadora da Trigg, há uma tendência muito forte na criação de novos formatos. Porém, ela não acredita no fim do plástico e do dinheiro físico, apenas na criação de outras possibilidades. “Cada um de nós que começa a adotar essas novas ferramentas acaba mexendo com as pessoas que estão no entorno, então há uma mudança de comportamento”, disse.

Rudy Mendes Cordeiro, diretor de Tecnologia do Banco BS2, por sua vez, cita o impacto do WeChat: hoje, ele é o maior banco da China, sendo que começou sem essa funcionalidade. “O Brasil tem uma POC de open banking”, citou, enquanto argumentava sobre a evolução do País. Porém, destaca que há uma curva de adoção da tecnologia.

“No Brasil, a tecnologia de contactless já existe há anos, mas há uma questão cultural também”, afirmou. “Nossa proposta é que ninguém precisa de banco: todos precisam de serviços financeiros, por isso somos orientados a APIs e open banking – acreditamos muito no efeito de rede”.

pay2Jose de Carvalho Junior, diretor do Brasil Pré Pagos, comenta que existem nichos em que a tecnologia já domina a relação financeira, mas reforça como o Brasil é formado por muitas realidades. “Como toda inovação, essas também demoram para ser adotadas”, afirmou.

Como exemplo, citou que NFC existe há anos mas, na semana anterior,  havia tido dificuldades para pagar por esse meio, devido à problemas no POS. “Quando vemos tecnologias como WeChat, só enxergamos a parte boa, mas precisamos pensar também na quantidade de fraudes que acontecem”, defendeu.

Ribeiro questiona como é possível levar a tecnologia para fora da “bolha de São Paulo”. Cordeiro conta que no ano de 2018 a empresa lançou um processo de abertura de banco que acontece em poucos minutos. “Podemos tornar o processo mais veloz quando automatizamos”, argumentou. “A verdade é que com o celular as pessoas têm um instrumento de democratização: há acesso para saber tudo imediatamente, por exemplo”. Com isso, o banco chega a impactar o Banco Central, regulador do setor, a inovar.

Virou moda ter conta digital?

Marcela destacou que todos precisam de serviços financeiros, mas não necessariamente dos bancos em si. “Existe um movimento em torno disso, mas as pessoas não entendem a complexidade de ser um banco”, afirmou. A própria Trigg, inclusive, não é um banco, mas uma empresa de serviços financeiros.

Com esse contexto, os painelistas concordaram que a questão da conta digital está cada vez mais complexa e um dia a bolha pode estourar. É uma questão de estrutura e segurança. Ainda assim, eles reforçam o esforço e capacidade do Banco Central de regular e garantir a segurança.[/vc_column_text][vc_cta h2=”Complexidades” h4=”Desafiados a citar os maiores desafios do mercado, os painelistas elencaram os seguintes fatores:” txt_align=”center”]

1. Infraestrutura

2. Cultura

3. Segurança

4. Escalabilidade

5. Confiança

[/vc_cta][vc_single_image image=”1874″ img_size=”large” onclick=”custom_link” link=”https://www.whow.com.br/tags/whow-2019/”][/vc_column][/vc_row]


+NOTÍCIAS

Fórum Econômico Mundial: inovação e novas tecnologias marcaram a abertura da edição 2020
Os melhores locais de trabalho para os inovadores

Cobertura completa do Whow! da CES 2020
Como a nanotecnologia está revolucionando a Construção Civil

Sair da versão mobile