Ozllo: o marketplace que voou na pandemia - WHOW
Vendas

Ozllo: o marketplace que voou na pandemia

Plataforma focada em “peças desejo” usou estratégia para cativar “first buyers” – pessoas que passaram a comprar online este ano

POR Adriana Fonseca | 28/08/2020 22h42

O consumo a um clique de distância se tornou uma opção prática e bastante acessível para muitos brasileiros durante a pandemia causada pelo novo coronavírus. Com isso, o faturamento do varejo digital cresceu 56,8% de janeiro a julho de 2020 em relação ao mesmo período do ano passado, segundo estudo do Movimento Compre&Confie em parceria com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Com esse crescimento, a projeção para o ano de 2020 saltou de 18% para 30% no acumulado anual.

O marketplace de moda Ozllo, criado em 2016 e que se define como uma plataforma com foco em “peças desejo”, não necessariamente luxo, viu seus números aumentarem significativamente no período de isolamento social. O faturamento da empresa subiu 348% entre março e julho, na comparação com o ano anterior. Somente em julho, a receita ficou 631% maior do que as vendas de fevereiro, último mês antes da pandemia se disseminar pelo Brasil. “Com o fechamento das lojas físicas, mesmo quem não tinha o hábito de comprar online sentiu essa necessidade e aderiu à modalidade”, comenta Zoe Povoa, sócia-fundadora da Ozllo. 

Ainda que no e-commerce brasileiro, de uma forma geral, o tíquete médio das compras tenha diminuído de R$ 420,78 para R$ 398,03 – embora o número de transações efetuadas tenha crescido 65,7% nos seis primeiros meses de 2020 –, o valor gasto pelos clientes da Ozllo subiu 115% na comparação entre julho e fevereiro. “As pessoas passaram a acrescentar itens em seus pedidos, o que faz com que o tíquete médio também aumente”, explica Zoe.

Empresa nativa digital como vantagem

A fundadora do Ozllo comenta que o mercado em que a empresa está inserida é majoriariamente offline. “Cerca de 90% do faturamento do varejo de moda vem do offline e poucas marcas estavam preparadas para o online. O fato de sermos nativos digitais e termos toda a estrutura digital fez com que estivéssemos preparados para esse momento”, afirma. 

Além disso, o fato de os produtos do marketplace serem itens em promoção deu destaque a eles no período da quarentena. Atenta a isso, a startup tomou algumas medidas para atrair os clientes. “Percebemos que muitas pessoas que estavam comprando agora eram ‘first buyers’ e decidimos ter um atendimento muito humanizado e próximo dos clientes. Isso envolve ligação para clientes, envio de mimos, cartas a mão, etc.”

Para oferecer uma variedade maior de itens ao consumidor, a Ozllo também aumentou em 200% o número de marcas parceiras que vendem em seu marketplace, chegando a 80. Já a quantidade de pessoas físicas vendendo pela plataforma subiu 20% no período da quarentena. 


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