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Os eventos e a retomada do entretenimento

O mais afetado dos setores neste ano projeta retorno lento, mas vê disputa acirrada para o entretenimento no segundo semestre de 2021

POR Nayara de Deus | 02/12/2020 14h15 Imagem Mika Baumeister: Unsplash Imagem Mika Baumeister: Unsplash

O comércio físico passou por maus bocados nessa jornada pandêmica. Mas nada se compara aos desafios e problemas enfrentados pelo setor de eventos no Brasil. Ainda impossibilitado de retomar as atividades presenciais como no início de 2020. 

Quando falamos em eventos, as noções de segurança não dizem respeito apenas à aglomeração, mas envolvem outros itens, como o consumo de bebidas, sendo um fator que induz as pessoas a se tornarem mais propensas à quebra dos protocolos de segurança contra a Covid-19.

Mauricio Soares, sócio-fundador da ARCA, espaço de eventos para até 7.000 pessoas, conversou com a Consumidor Moderno e foi sincero: “Quando isso tudo começou a gente falava que iria até agosto. Chegamos em dezembro e, hoje, recomendamos que, especialmente produtores e artistas, busquem a plasticidade: a adaptação às situações conforme elas forem se apresentando, preservando público e fãs dentro dos formatos possíveis, mas, se necessário, buscando atividades paralelas para complementação de receita.” 

O executivo projeta uma retomada promissora para o cenário das artes no segundo semestre de 2021. “A demanda represada vai gerar, a partir de agosto, uma concorrência jamais vista na história do meio artístico, principalmente o musical”, antecipa Mauricio.

O sócio-fundador da ARCA reitera que agora a “solução não vai cair do céu” e é enfático: “Esse retorno precisa ser com segurança e tão logo quanto possível, mas para isso o setor precisa ser propositivo”.

Responsabilidade X “Cancelamento”

Mesmo com a flexibilização do isolamento, as empresas estão prudentes. Afinal, na Era do “Cancelamento” Online, ninguém quer correr o risco de ver a sua marca associada à propagação do vírus ou a comportamento de risco.

“Quanto maior a empresa, especialmente as multinacionais, maior o cuidado com a exposição ao risco. Uma crise de PR pode significar perda expressiva de clientes e de valor de mercado, então os tomadores de decisão estão muito mais cautelosos do que de costume”, explica.

No entanto, feiras de negócios e conteúdo terão retorno mais breve. “São ambientes em que se consegue disciplinar melhor o público. Quando acontece o consumo de álcool, ele é menor, por exemplo, que nos eventos em casas de shows”, descreve Mauricio.

Cultura híbrida no eventos

O executivo projeta que no “novo normal” a tendência que mescla o presencial com o on-line deverá se firmar. “Os eventos tendem a continuar por algum tempo com presença limitada de público, mas mesmo após a pandemia acredito em um cenário em que experiências presenciais e transmissões digitais caminhem em paralelo, o que é muito positivo para a democratização da cultura e do conhecimento, já que o acesso a estes conteúdos ganha em escala e amplitude”, observa.

Pelo bem generalizado

Mauricio também faz um balanço do momento global, e afirma que, “é hora de buscarmos reduzir os abismos sociais e ideológicos e tentar encontrar aquilo que nos une, mesmo que a gente não concorde em tudo. É hora de empatia, solidariedade, buscar e fazer o bem para todos. “Propósito” não pode ser apenas uma palavra encaixada em uma frase bonita na parede do escritório”, conclui o executivo. 


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