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Os efeitos do ESG na inovação

Relatório lançado nesta semana destaca que 54% das empresas respondentes dizem não ter um programa sobre o tema

POR Eric Visintainer | 15/04/2021 16h46 Imagem: Shutterstock Imagem: Shutterstock

Originado em 1994, o conceito de Tripé da Sustentabilidade, também conhecido como Triple Bottom Lline, aborda a metrificação dos resultados de uma organização em termos sociais, ambientais e econômicos. Ou seja, o conceito do ESGteve a sua base criada há algumas décadas, mas de fato ganhou maior notoriedade desde o final de 2020, especialmente no setor de investimentos. Mas como ele pode orientar e até afetar a estratégia de inovação nas corporações e startups?

Para compreender este cenário, a consultoria ACE Cortex, focada em inovação corporativa, lançou nesta semana o relatório “Inovação e ESG” para o qual utilizou uma banco de dados de mais de 15 mil startups avaliadas, informações públicas de mercado e uma rede da empresa de 80 corporações. Ela também mapeou 343 startups com soluções relacionadas à ESG no Brasil, sendo 180 no meio ambiente, 130 de impacto social e 33 de governança.

O ESG dentro das empresas e startups

No relatório 60% das empresas respondentes disseram que não possuem uma estratégia clara de ESG e em 54% delas também não há um programa sobre o tema em andamento. Porém, 92% entendem que o conceito irá impactar a estratégia no futuro. E a governança foi apontada por 50,8% dos respondentes, como a área dentre as três sendo a mais deficitária.

Ranking de ESG da B3 em valor de mercado

1º Petrobras
2º BTG Pactual
3º ItaúUnibanco
4º Santander BR
5º Klabin S/A
6º Bradesco
7º WEG
8º Brasil
9º Itaú S.A.
10º Suzano Papel

fonte: B3

Como o portal Whow! já apurou com outros especialistas, e você verá na coluna deste site na edição de abril/maio da revista Consumidor Moderno , o ESG, — assim como já aconteceu com a inovação — , necessita de uma mudança na mentalidade de líderes empresarias e fundadores de startups.

Tendências de investimentos

A ACE Cortex também aponta que, segundo dados da Bloomberg, desde 2009, a bolsa norte-americana, NYSE, subiu 295%. Já índice que contém as empresas atuantes em ESG (FTSE4Good US Index) tiveram uma valorização 345% no mesmo período.

E desde em setembro do ano passado, a S&P Dow Jones Indices em conjunto com a B3, lançaram o Índice S&P/B3 Brasil ESG, que se baseia em critérios de seleção, com princípios do ESG. E no último ano, o retorno atualizado do índice teve um aumento de 34,38% até o dia de publicação desta matéria.

O relatório ainda aborda outras tendências de investimentos, por exemplo, transparência corporativa; saúde, educação e laços sustentáveis com a sociedade; novas formas de energia e fontes renováveis, e redução de emissão de carbono.

“A inovação é uma grande aliada na sustentabilidade dos negócios e mercados, e deve estar diretamente relacionada a metas e objetivos entendidos pela empresa como sua contribuição para o ambiente e para o social. Ela acontece em um ambiente diverso, em empresas que têm um forte relacionamento com seus stakeholders e abordam, em especial, iniciativas com foco no longo prazo”, destaca o estudo. “Ter planos de prevenção ou redução de impactos e riscos, com envolvimento direto da liderança, e deixar claro um posicionamento de responsabilidade tornam as empresas mais seguras e atraentes para investidores, para o mercado e até para clientes.”