Os desafios e oportunidades das insurtechs dentro e fora do Brasil - WHOW
Tecnologia

Os desafios e oportunidades das insurtechs dentro e fora do Brasil

Mercado de Insurtechs pode ter valuation de até US$300 milhões no Brasil, segundo Henrique Volpi, presidente da Associação Brasileira de Insurtechs

POR Carolina Cozer | 30/07/2020 16h35

Na última quarta-feira (29) a Live de Whow! no Instagram contou com a participação de Henrique Volpi, CEO da Kakau Seguros e presidente da Associação Brasileira de Insurtechs, em um bate-papo sobre o mercados das insurtechs, os desafios e investimentos do segmento, tendências e lições de empreendedorismo.

Confira abaixo as principais dicas fornecidas na Live, que teve mediação de Éric Visintainer, repórter e editor da plataforma Whow!.

Cenário global de insurtechs

O mercado de insurtechs está em amplo crescimento no Brasil e no mundo. Segundo Henrique Volpi, nos últimos anos houve um crescimento de 70 para 92 startups do ramo no território nacional, com empreendedores cada vez mais entusiasmados para entregar inovações ao ecossistema de seguros.

Globalmente, as insurtechs detém um mercado que vale trilhões, ainda com muitas coisas para serem descobertas e mineradas. Volpi citou o mercado francês como um grande case de sucesso, por apresentar o mesmo número de startups que a América do Sul, mas retém 10% dos investimentos. “É o maior peso nesse mercado, por ora. Além disso, ainda estamos vendo algumas inovações no México vindo com bastante força, e uma ou outra iniciativa surgindo na Argentina”, compartilha.

Desafios e oportunidades do segmento

O CEO esclarece que há dois tipos distintos de insurtechs: aquelas que servem ao mercado e aquelas que o agridem, concorrendo com ele efetivamente com ele ― como é o caso da Kakau Investimentos. 

Segundo Volpi, 17% das startups de seguro se encaixam no segundo perfil. Para elas, o grande desafio é o custo de aquisição, tradicionalmente muito alto. Logo, ir ao mercado em “mar aberto” e efetivamente conseguir converter vendas no funil é custoso. Isso, claro, se o empreendedor não usar da criatividade e buscar meios inovadores para isso. “Cabe a cada empreendedor ter estratégias diferentes para mitigar essas questões e trazer interessados para dentro de sua plataforma”, sugere.

Outro desafio citado por Volpi é a regulamentação, uma vez que empresas de seguros possuem monitoração de atividades constante. Esse excesso de controle, ele explica, gera overhead de custos, pois qualquer interação e modificação na base da startup depende de aprovação legal. 

Por fim, o fato das insurtechs serem um modelo de negócio novo no mercado faz com que ainda não haja medições dos níveis de investimentos. Enquanto as fintechs tiveram US$ 1.6 bilhões de investimentos no Brasil em 2019, não se sabe quais foram os valores oficiais das startups de seguros para se comparar. Contudo, Volpi comenta que os algoritmos da Kakau Seguro estimaram um valor de mercado de U$ 300 milhões em investimentos desde os últimos três anos no Brasil. “O mercado de insurtechs por aqui está só começando”, opina.

Insurtech da Austrália oferece seguro para Covid-19 

Uma tendência observada por Volpi é a de novas categorias seguros e melhor aproveitamento das demandas imediatas.

Dentro da área de seguros paramétricos há o exemplo da startup australiana Hustle Cover que, recentemente, lançou um produto que oferece proteção contra danos causados pela Covid-19. Volpi conta que esse produto chegou ao conhecimento da Associação Australiana de Enfermeiros, o que ocasionou em um aumento de 25 mil cotações em uma semana desse novo produto. “Isso é pegar algo que do ponto de vista de seguros não faz sentido naquele momento, e você provavelmente trabalhará ao menos um ano com loss, mas que está plantando um negócio diferente”.

Também estão surgindo no mundo seguros para pessoas com perda de faturamento devido à crise do novo coronavírus. Dentro desse contrato, os negócios afetados recebem indenização por toda a perda de faturamento ocasionado durante pandemia. “Essas são questões de sensibilidade humana com adaptação às questões e dores da população no momento.”

Sonhe grande desde o começo, praticando o Moonshot Thinking

Não celebrar rodadas de investimentos, e sim o lançamentos de novos produtos, novos clientes e novas linhas de receitas

Tenha um plano claro de rentabilidade

Trabalho formal não gera estabilidade. Se quer empreender, empreenda

“É preciso escutar e avaliar críticas, mas elas não devem delimitar suas decisões. Se você tem o sonho de empreender, vá atrás. Bata de frente, seja agressivo e busque algo que seja diferente para o mercado”

Henrique Volpi, CEO da Kakau Seguros e presidente da Associação Brasileira de Insurtechs

Assista à live completa com Henrique Volpi no Instagram de Whow!

https://www.instagram.com/p/CDM76T2ng-Z/


+NOTÍCIAS

Confira dicas de especialista sobre mindset e liderança ágil
Startup abraça causas sociais e envolvimento com comunidades
Recolocação profissional: Startup e ONG se juntam para ajudar jovens
Investimentos: O foco do venture capital no pós-pandemia