Os desafios e as práticas dos hubs de inovação no ecossistema brasileiro de startups - WHOW

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Os desafios e as práticas dos hubs de inovação no ecossistema brasileiro de startups

Confira o papel de um hub e como diferentes locais podem se unir por meios das observações de três representantes de regiões distintas

POR Redação Whow! | 12/03/2021 15h19

Com o foco de ajudar todo os interessados em novas tecnologias e modelos de negócio, os hubs de inovação vem ganhando mais forças e diferentes cidades ao redor do Brasil, como o portal Whow! mostrou na sua série especial sobre os Ecossistema de Inovação no país, em todos os estados. E as conexões promovidas por estes centros agregam, principalmente na inovação aberta.

E para discutir o papel de um hub, as oportunidades e desafios existentes e como diferentes locais podem se unir, a Distrito promover um encontro na última semana como representantes de três regiões distintas.

Papel de um hub 

Johnny Laranjeira, gestor de Inovação do Armazém no Porto Digital, na cidade de Recife, apontou que o local promove uma conexão com as empresas. “Um hub é pegar tudo que está sendo produzido e conectar com o mercado. E a inovação não é inventar a roda, mas sim fazer algo de uma forma diferente”, disse.

No caso de Brasília, onde o poder público movimenta toda a capital brasileira, também se faz importante na estrutura de um hub de inovação local, como descreveu Pedro Alvarenga, gerente de Comunidade do Yolo Coworking.

E para Daniel Goettenauer, business Development no Manaus Tech Hub, a conexão entre empresas e startups nem sempre é muito clara. “Aqui em Manaus existem muitas indústrias, então como fazer para conectá-las? E como conectar com a bioeconomia, por exemplo? É papel do hub propagar esta descoberta, como não deixar de inovar com a floresta e como não deixar a indústria parar e continuar com produtos inovadores. E também fazer a bioeconomia dar passos maiores, pois é algo que só a gente tem”, comentou ao longo da conversa.

Oportunidades e desafios

Entre as possibilidades de amadurecimento e novas oportunidades para os hubs de inovação, os participantes concordaram que houve uma evolução no ecossistema de inovaçõa e startups nos últimos anos.

No caso da capital do Amazon, antes as universidades não desenvolviam tantos profissionais em biotecnologia, como relatou Daniel. Além disso, ele disse que a mentalidade inicial dos empreendedores locais era com foco em novas tecnologias e no estilo do Vale do Silício. Mas, agora, a comunidade está olhando mais para os destaque a as possibilidade regionais.

Em Brasília, Pedro, apontou que o número de concursos públicos diminui recentemente e mais inovação tem sido buscada. “E isso tem acontecido nos últimos quatro anos, com mais empreendedores aparecendo. E um desafio é como fazer para desenvolver mais este ecossistema e ajudar as diferentes tribos. Mas o grande desafio é saber o que conectar e com quem para que faça sentido, tanto para as corporações quanto para as startups”, completou.

Já na capital do estado de Pernambuco, Johnny, descreveu que  a região deixou de apenas atrair empresas de inovação, para também produzi-la. “Começamos desenvolvendo negócios inovadores e, agora, estamos atendendo o mercado tradicional com estes negócios inovadores. E aqui temos a particularidade da atuaução com empresas regionais e com a inovação aberta. E nos adaptamos com a realidade do momento”, disse.

Formas para união entre diferentes hubs de inovação

O intercâmbio entre diferentes hubs e cidades para auxiliar na possível expansão de mercado para uma startup, pode ser um próximo passo dos ecossistemas locais, segundo comentou o business Development no Manaus Tech Hub. Ele também disse que por conta do tamanho territorial, as do mercado nacional podem ser atendida por aqui, sem uma preocupação de que uma startup migre para outro estado.

Pra o gestor de Inovação do Armazém no Porto Digital a troca entre comunidades é essencial para aumentar o nível de competência e conhecimento. Johnny Laranjeira: “E assim podemos ficar por dentro de que acontece em todo o Brasil. Isso precisa ser recorrente para mostrar o que acontece em cada região. E o ser humano perdeu um pouco este senso de comunidade. Precisamos mostrar como podemos trocar e a concorrência pode gerar qualidade. Há espaço para todo mundo”, concluiu.

Ao final, o gerente de Comunidade do Yolo Coworking destacou o papel de abertura para novos conhecimentos em um hub de inovação. “Todos os conteúdos e conexões que forem geradas devem ser abertas para todos e que haja uma disseminação”, disse.

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