Os atuais desafios da inovação na Tivit - WHOW
Tecnologia

Os atuais desafios da inovação na Tivit

A Tivit mudou a maneira como os médicos de um município trabalhavam através da inovação. Conheça os cases e desafios da empresa

POR Carolina Cozer | 20/10/2020 19h29

Dentre as empresas tradicionais que criaram seus próprios hubs de inovação ― como a Magalu e a Localweb, por exemplo ― está a Tivit, multinacional brasileira de tecnologia, que anunciou a criação do Tivit Labs ― um espaço próprio para fomentar a inovação e impulsionar todas as cadeias de seu ecossistema.

O Whow! conversou com George Bem, Chief Technology Officer da Tivit, que explicou como funcionam os processos de inovação dentro da empresa, citando metodologias, cases e a cultura organizacional.

A inovação na prática

Hoje, a Tivit trabalha a inovação através de duas vertentes: uma focada em receita e product life cycle (ou “ciclo de vida do produto”, em português), e outra com foco na eficiência operacional. 

O time operacional, segundo George Bem, se preocupa com as prestações de serviço, clientes internos e com a busca por produtos que melhorem o dia a dia dos clientes e da corporação como um todo.

A empresa e os POs de cada vertente vão para o mercado e fazem pesquisa de campo, olhando as dores dos clientes e levando para dentro de casa. “Cada unidade de negócio tem um time específico, para que desenvolvam independência e não gerem concorrências internas”, conta o CTO, ressaltando que o ponto principal é sempre a resolução de problemas.

A linha de disrupção da Tivit, conta George Bem, busca resolver problemas que ainda não se tornaram problemas, baseando-se em tendências de mercado. “Olhando para o mercado, nos perguntamos o que pode ser disruptivo para o mundo ou para a empresa. Assim, colocamos as ideias em uma esteira, definimos o backlog, a metodologia e criamos um MVP”, conta. “Dessa forma sempre temos produtos maduros, inclusive aqueles que ainda não estão em um momento de time to market”.

Metodologias ágeis na linha de frente

No início da pandemia, a Tivit teve a oportunidade de colocar a sua cultura de inovação à prova para desenvolver produtos úteis no combate à Covid-19.

George Bem comenta que, logo nas primeiras semanas da crise, a empresa desenvolveu uma IA para o Hospital Israelita Albert Einstein, que era capaz de acelerar a detecção do vírus e compartilhar informações entre médicos. “Mas queríamos mais. Queríamos colocar a mão na linha de combate”, diz o CTO. “Então apareceu uma oportunidade na prefeitura de Indaiatuba, município de São Paulo, onde eles queriam minimizar o impacto de contaminação das pessoas.”

Para resolver esse problema, a empresa aplicou metodologias ágeis e decidiu, juntamente com os médicos locais, o problema cuja eclosão eles gostariam de evitar. Assim, decidiram criar um sistema de telemedicina para que as pessoas não se aglomerassem nos hospitais.

“Com a ferramenta criada, a prefeitura direcionou todos os pacientes para fazerem a triagem da doença em casa. Se o paciente tinha chances de contaminação, o médico mandava uma ambulância com pessoal parametrizado para a pessoa não sair na rua e não contaminar ninguém”, conta Bem. “Conhecíamos zero do mundo médico, mas nos baseamos nas metodologias e aplicamos a tecnologia para antecipar um problema”

Desta forma, a Tivit transformou a maneira como os médicos da cidade trabalham. “A própria prefeitura percebeu que não era preciso ter médicos físicos, o que já era um problema, pois muitos não queriam entrar na linha de frente.” 

O produto, segundo Bem, ganhou uma proporção tão grande que todas as cidades ao redor de Indaiatuba adotaram a plataforma. “Virou uma febre, e eles mudaram a maneira de trabalhar.”

Mentalidade inovadora

Segundo George Bem, um dos paradigmas enfrentados pela Tivit foi o entendimento do próprio DNA. “Somos uma empresa de 20 anos, que sempre foi muito boa em resolver problemas, mas que não nasceu com a cabeça na inovação”.

Desta forma, a Tivit compreende que a cultura de inovação não é criada, e sim refletida através das atitudes internas. “Se você não tiver atitude direcionada para pensar diferente, fazer diferente e arriscar, você não mudará nunca a cultura”, opina.

“Em empresas tradicionais, o tempo médio de MVP é um ano. Em empresas inovadoras, em uma semana o produto já está em teste. Isso é inconcebível em modelos tradicionais”, explica. “Por isso surgiu o Tivit Labs, onde colocamos pessoas de várias áreas da Tivit para que essa cultura seja disseminada de modo holístico.”

“Inovar é pensar fora da caixa e fazer coisas que jamais imaginaríamos que fôssemos fazer, sempre com a mentalidade direcionada ao cliente”

George Bem, Chief Technology Officer da Tivit


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