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Eficiência

Os atributos para construir uma organização resiliente

Responsabilidade, confiança e colaboração estão entre as características das empresas verdadeiramente resilientes, de acordo com a Deloitte

POR Carolina Cozer | 05/03/2021 12h10 Arte Grupo Padrão (Cristina Fukai) Arte Grupo Padrão (Cristina Fukai)

A consultoria global Deloitte lançou o estudo “Global Resilience Report ― A construção de uma organização resiliente”, com os principais insights sobre o enfrentamento das empresas em meio à crise instalada a partir do início da pandemia.

O estudo avaliou as respostas de mais de dois mil executivos C-Level de empresas de 21 países. Destes, 133 eram brasileiros, encaixados em seis diferentes setores de negócios.

Líderes brasileiros têm confiança acima da média

Antes de 2020, apenas 24% dos executivos globais se sentiam seguros para enfrentar disrupções que pudessem afetar seus negócios. No meio da pandemia, no entanto, esse número saltou para 34%, indicando que a crise impulsionou a confiança dos líderes sobre a resiliência de suas organizações.

No Brasil, os executivos são mais autoconfiantes do que a média: 56% afirmaram à Deloitte que se sentem prontos para enfrentar qualquer tipo de contratempo que possa surgir e 49% acreditam que suas empresas são capazes de se adaptar com velocidade a qualquer intempérie.

A consultoria, contudo, esclarece que os líderes não são realmente capazes de ter total controle da resistência de suas empresas sem que elas sejam colocadas à prova.

“As empresas sempre enfrentaram disrupturas, mas os desafios dos últimos 12 meses foram excepcionais. A confluência de uma pandemia de saúde global, instabilidades nos campos social, e político e piora dos eventos climáticos, trouxe às organizações escolhas difíceis, novas formas de operar e mudanças estratégicas fundamentais”, disse Punit Renjen, CEO Global da Deloitte, no estudo.

Como construir uma organização resiliente

O estudo identificou cinco atributos essenciais para que organizações sejam mais resistentes e ágeis em frente às mudanças críticas:

Equilíbrio de prioridades: O equilíbrio de prioridades é uma característica presente em 85% das empresas que se saíram bem na pandemia. Estas empresas souberam organizar prevalências de curto e longo prazo e também pivotar ideias sem apego ao passado.

Adaptação: Dentre as empresas mais resilientes estão aquelas que sabem lidar com questões de flexibilidade ― times remotos, horários de trabalho alternativos e foco nos resultados e não nas entregas.

Colaboração: Organizações que mantinham uma cultura colaborativa antes de 2020 tiveram mais facilidade para se adaptar às mudanças. O estudo observou que a colaboração acelerou a tomada de decisões, mitigou riscos e permitiu maiores inovações às corporações.

Confiança: As relações de confiança entre líderes e funcionários são essenciais para que as empresas sejam resilientes. Comunicação, transparência e empatia são peças-chave nas companhias que querem estar prontas para enfrentar grandes transformações.

Responsabilidade: O relatório indica que 87% dos líderes reconhecem que o mundo dos negócios tem uma responsabilidade que vai muito além de fazer dinheiro, e que devem alinhar as próprias necessidades com toda a cadeia de fornecedores, clientes e colaboradores.

Demais características críticas para o futuro das organizações

Flexibilidade e adaptabilidade ― 54%

Conhecimento tecnológico ― 40%

Valores que se alinham com os da organização ― 30%

Expertise e proficiência dos funcionários ― 30%

Pensamento crítico ― 28%

Criatividade ― 28%

Coragem para quebrar o status quo ― 28%

Empatia ― 22%

Curiosidade e growth mindset ― 22%

Inclusão ― 18%

fonte: Deloitte


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