Os assistentes de voz já têm personalidade e até fazem piadas - WHOW
Tecnologia

Os assistentes de voz já têm personalidade e até fazem piadas

Esta nova tecnologia veio para facilitar a vida dos usuários, mas não se limita a isso: hoje em dia ela pode até servir como um amigo

POR Maíra Pilão | 11/11/2020 19h00 Os assistentes de voz já têm personalidade e até fazem piadas Imagem: Shutterstock

Se até 2010 estávamos na era da informação, com a disseminação de conhecimento e maravilhados pelo advento da Internet, hoje entramos na era do cliente. O foco na satisfação do usuário e na ênfase em uma satisfação quase que garantida tem impulsionado as empresas a inovarem cada vez mais não apenas em produtos ou serviços, mas na maneira como os oferecem, tendo como foco ma jornada de consumo do cliente final. 

Um exemplo claro dessa manifestação está no aumento considerável dos assistentes de voz nos últimos anos. Novas tecnologias são desenvolvidas todos os dias para melhorar serviços que facilitam a vida do usuário, como voicebots humanizados, comandos de voz dentro do celular e assistentes pessoais como a Alexa

As novas experiências com assistentes de voz

Será que os assistentes de voz nos trarão mais qualidade de vida ao interagirmos com a tecnologia? Eles podem servir como uma maneira de acessibilizar a informação para deficientes visuais? Como a nossa privacidade será tratada dentro desse novo formato de tecnologia, uma vez que a Lei Geral de Proteção de Dados já é uma realidade no Brasil? 

Esta foi uma das discussões ao longo do Whow! Festival de Inovação 2020, que contou com a participação de Ricardo Garrido, country manager da Alexa na Amazon Brasil, em um dos mais de 60 painéis.

O ser humano sempre teve uma vontade muito forte de se comunicar com a tecnologia, transformando-a em algo quase que humanizado. Isso fica muito claro em obras de ficção científica, como Star Trek, Doctor Who e Star Wars: a tecnologia sempre servia como uma aliada e, muitas vezes, tinha uma voz que se comunicava com os usuários. Essa vontade antiga se tornou realidade com a evolução das tecnologias de inteligência artificial e a possibilidade de armazenar informações em nuvem. Hoje, os assistentes virtuais já têm voz personalizável e até são capazes de contar piadas e ajustar as suas ações ao perfil do usuário. 

“A Alexa, por exemplo, não é aquela caixinha que você compra na Amazon. Ela é um grande computador na nuvem, com o qual você conversa através da caixinha. Isso é uma experiência compartilhada, que só tende a ganhar com a interação compartilhada de milhões de clientes, mas que também volta para cada usuário através de uma personalização única”, conta Ricardo. 

“Alexa, toca Raul!”

voz Imagem: Shutterstock

Os assistentes de voz vieram, também, para se adaptar à cultura do usuário. Para o público brasileiro, por exemplo, a Amazon desenvolveu uma tecnologia que faz com que a Alexa compreendesse o inglês pronunciado de uma forma “abrasileirada” ou reconheça elementos típicos do entretenimento nacional, como “tocar Raul” e até mesmo “cantar Evidências”. 

“Isso ajudou com que a Alexa caísse nas graças do consumidor brasileiro: se eu disser ‘Alexa, toca Raul ’ela vai entender que deve reproduzir uma canção do músico Raul Seixas. Além disso, ela possui diversos easter eggs, desde imitar o Galvão Bueno ou o Faustão, gírias brasileiras e completar a letra de músicas famosas”, comenta o country manager da Alexa na Amazon Brasil.

Mais autonomia no dia a dia

A Alexa funciona de uma forma democrática e traz mais autonomia para pessoas que vivem em todos os espectros da vida. Desde crianças ainda não alfabetizadas até idosos com dificuldades de locomoção, os assistentes de voz tornam possível a realização de uma série de tarefas que antes seriam extremamente difíceis. 

A inteligência artificial e a centralização de informações em nuvem tornam possível o que se chama hoje de casa inteligente”: diversos dispositivos podem se conectar aos assistentes de voz para que o usuário realize comandos físicos através da fala.

Hoje, já é possível controlar a intensidade de luzes, programar utensílios domésticos, ligar televisores e abrir portões com um simples comando de voz. A integração desses dispositivos com o assistente de voz e o aparelho celular do usuário mostra que vivemos uma tendência de digitalização mesmo no mundo offline: logo teremos as coisas feitas de maneira muito mais rápida e prática. 

“Isso nos emocionou muito, mas mais do que isso: nos inspirou. Começamos a procurar autoridades no assunto (como a AACD) e criamos o Prêmio Alexa de Acessibilidade, onde convidamos desenvolvedores a pensar em novas skills para a Alexa que possam ajudar ainda mais na independência de pessoas com algum tipo de deficiência”, conta Ricardo.


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