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Opinião: Investir é emocional

Tudo é maravilhoso quando realizamos projeções, mas colocá-las em prática e manter a estratégia em momentos de grande estresse exige anos de experiência.

POR Redação Whow! | 31/05/2021 13h35

 

*Por Lucas Taxweiler, especialista em investimentos da Magnetis

Quem nunca se arrependeu por vender um ativo e vê-lo subir logo em seguida? Ou comprou na máxima porque todos os relatórios, publicações, tweets e amigos do whatsapp só estavam comentando o quanto de dinheiro já tinham ganhado com aquela posição e, por fim, saiu no prejuízo?

No mercado de investimentos a máxima “tempo é dinheiro” é levada muito a sério. Além disso, há muitos outros fatores – emocionais, inclusive – que podem impactar na rentabilidade da carteira. Recentemente a Vanguard divulgou um estudo que tangibiliza os benefícios de se investir por meio do modelo de taxa fixa, delegando a gestão para profissionais e contando com um consultor especializado para acompanhar o investidor ao longo da jornada.

O estudo baseia-se em três pilares de avaliação: composição da carteira de investimentos, probabilidade de alcançar os objetivos almejados e segurança emocional. Para a composição da carteira de investimentos, constatou-se considerável ajuste no nível de risco de ⅔ da amostra, redução no valor mantido em conta corrente (ou ativos líquidos) em 30% e extinção do chamado “home bias” em mais de 90% dos investidores.

Estas foram descobertas extremamente valiosas, mas, na minha opinião, a mais importante refere-se ao ajuste no nível de risco. Quem está mais familiarizado com investimentos sabe que nem sempre mais risco é melhor.

Se não conseguimos nos comprometer com o planejamento da semana, imagina da aposentadoria? Comecemos pelo fato de que o investidor provavelmente vai querer resgatar esse dinheiro antes de se aposentar. Ainda que consideremos um mundo ideal onde realmente não se utilize esse dinheiro, o perfil de risco de cada investidor define apenas o risco máximo da sua carteira. A composição que ela terá em cada um dos meses dependerá diretamente de quais são seus objetivos. Avaliando a probabilidade de alcançar ou não os objetivos, constatou-se que 8 a cada 10 investidores que aderiram ao serviço de consultoria e definiram um objetivo de “aposentadoria” possuíam mais de 80% de chance de alcançá-lo de forma segura. Uma observação curiosa foi de que muitos destes investidores estavam “super preparados” para alcançar a aposentadoria e talvez vivendo em um padrão de vida abaixo do possível. Cenários como este são excelentes oportunidades para que o consultor discuta com o investidor novos desejos e objetivos possíveis de serem alcançados, como viagens adicionais, troca de automóvel ou um aumento no padrão de vida mesmo (roupas, restaurantes, clubes ou o que quer que seja importante para o investidor) – e tudo isso sem comprometer os objetivos prioritários.

Não podemos deixar de considerar o fator emocional que existe nos investimentos. Tudo é maravilhoso quando realizamos projeções, mas colocá-las em prática e manter a estratégia em momentos de grande estresse exige anos de experiência. A boa notícia para quem começou há pouco tempo é que é possível utilizar a experiência de outros profissionais ao invés de perder dinheiro da mesma forma que eles perderam no passado. O estudo em questão mostra que 45% de toda a percepção de valor do serviço pelo cliente é relacionado a fatores emocionais – sendo os outros 55% distribuídos em tarefas mais práticas como gestão da carteira e planejamento financeiro.

Nos últimos cinco anos passamos por “Joesley Day”, impeachment da Dilma Rousseff, greve dos caminhoneiros, guerra comercial entre China e EUA e crise do coronavírus. Todos esses eventos fizeram com que o Ibovespa – e provavelmente sua carteira – apresentasse quedas consideráveis. 

Quanto dinheiro você poderia ter ganho tendo ao seu lado um time que já passou por outros momentos de estresse como o “câmbio flutuante” em 1999, a eleição do Lula em 2003 ou o subprime em 2008? Alguém que entende o comportamento do mercado e, muito além de fazer previsões sobre o preço dos ativos, consegue te orientar sobre quais decisões tomar de forma a maximizar a chance de alcançar seus objetivos.

Investir é emocional. Trata-se de pessoas, não números. Ter uma equipe experiente para acompanhá-lo não só fará com que o investidor ganhe mais dinheiro e alcance seus objetivos de forma segura, mas principalmente que assuma o protagonismo de sua vida financeira e tenha a tranquilidade necessária para passar pelas mais diversas surpresas que o mercado nos reserva. Muitos assuntos no mercado financeiro continuam sem resposta. Felizmente, outros possuem amplos estudos comprovando o que funciona e o que não. Atente-se aos dados, evite errar o que já sabe-se como acertar,  e foque no que realmente é importante para você. 

Mais sobre o Lucas: *Lucas Taxweiler é formado pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) e fundador da liga de mercado da universidade. Certificado pela ANBIMA (CEA), é consultor de investimentos na Magnetis desde 2018 e acredita veementemente que ninguém precisa ser um especialista para alcançar seus objetivos financeiros de forma segura.