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Opinião: Covid-19 e a digitalização humanizada na mobilidade

Dados da Abecs reforçam essa tendência da digitalização, mostrando que os pagamentos por aproximação tiveram um salto de 565%, entre 2018 e 2019

POR Redação Whow! | 21/07/2020 19h00 Opinião: Covid-19 e a digitalização humanizada na mobilidade Foto ilustrativa Gerd Altmann (Pixabay)

*Por Felix Cardamone

Diante dos desafios da Covid-19, as transformações digitais que estavam encaminhadas nas organizações se tornaram mandatórias. O investimento em tecnologia segue essencial em qualquer setor, estimulando a reinvenção de negócios no mundo todo. E com o setor da mobilidade, não é diferente.

Estamos diante do desafio do isolamento social e, também, de grandes oportunidades que, com o uso da tecnologia, podem ser o passo inicial para grandes inovações. No entanto, qual será o papel humano diante das consequências dessa pandemia?

Navegar no incerto nos levou à uma necessidade de nos reinventar. A digitalização compulsória caminha lado a lado com as mudanças nos hábitos sociais, que já apresentam grandes transformações como, por exemplo, o uso do dinheiro.

As motivações para esse comportamento sempre envolveram ganhos ao consumidor que, aos poucos, diminuiu a resistência às inovações e passou a se beneficiar dessas novidades. Maior segurança por se evitar transporte de dinheiro em espécie, maior controle por manter um registro eletrônico das transações e maior facilidade para obter ganho de tempo são grandes atrativos para todos.

Digitalização na mobilidade para pagamentos

No entanto, outro fator vem ganhando prioridade: a saúde. Pensando em evitar o contato, as pessoas passaram a considerar ambientes digitais para fazer suas compras. De acordo com dados da Ebit Nielsen, que mede as transações virtuais no Brasil, as compras on-line realizadas no país aumentaram 42% entre março e abril, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Analisando as questões sanitárias que serão adotadas, ainda observamos o crescente número de pessoas migrando do uso de cédulas e cartões para o pagamento por aproximação. Dados da Associação Brasileira de Empresas de Cartão de Crédito e Serviços (Abecs) reforçam essa tendência, mostrando que os pagamentos por aproximação aumentaram de R$ 903 milhões para R$ 6 bilhões entre 2018 e 2019, o que representa um salto de 565%.

Fica evidente que, para as empresas se destacarem, a curto prazo, deverão disponibilizar seus serviços em plataformas e adotar estratégias como assinaturas digitais, pagamentos via contactless por meio de adesivos ou QR Codes em guichês e, claro, entregas em casa. Porém, o foco deve ser sempre a humanização, proporcionando acesso, conveniência e conforto ao consumidor.

Pensamento no coletivo

Novas realidades exigem adaptações e apresentam desafios, mas antes de qualquer coisa, devem ser vistas como incentivo ao uso da criatividade para desenhar novos modelos de negócio que envolvam a hipercolaboração. Para isso, é preciso definir um propósito que entregue benefícios para o cliente, tanto de forma tangível quanto intangível. Torna-se essencial às empresas o entendimento deste direcionamento de modo a valorizar aspectos humanos, como saúde e segurança.

Mudanças drásticas de prioridades já estão acontecendo em todos os setores e é possível comprovar tais transformações a partir de uma avaliação dos resultados das ações em curso com relação aos seus colaboradores e clientes: dentre os serviços que a sua empresa oferece, quais os mais buscados nos últimos meses? A relação de colaboradores e clientes com sua empresa vai além da troca comercial? Como os seus consumidores estão interagindo e como o seu serviço se adapta às novas necessidades de saúde e segurança que já são exigidos?

Encontrar o equilíbrio para aprender com cada nova situação deve ser, mais do que nunca, o nosso novo normal, de forma que entregar uma experiência fluída, digital, transparente e segura seja percebida em todos os momentos, em qualquer lugar.

*Felix Cardamone é CEO da ConectCar.


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