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OCDE: é vital proteger as startups na crise da Covid-19

Estas empresas são responsáveis por quase metade das novas vagas de emprego nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico

POR Adriana Fonseca | 10/08/2020 19h20 OCDE: é vital proteger as startups na crise da Covid-19 Arte Grupo Padrão (Flavio Pavan)

As startups surgiram no mercado como impulsionadoras do crescimento econômico e da geração de novos postos de trabalho, além de servirem como catalisadoras da inovação radical. Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), essas empresas respondem por cerca de 20% dos empregos, mas criaram quase metade das novas vagas nos países associados à organização – da qual o Brasil é parceiro. 

Durante a pandemia, as startups continuaram tendo papel crítico nas economias. Algumas dessas empresas reagiram muito rapidamente, oferecendo ajuda aos países nas mudanças que se fizeram necessárias em diferentes áreas – trabalho totalmente remoto, educação e serviços de saúde. 

O hub Covid-19 da OCDE analisou os desafios que as startups estão enfrentando e as oportunidades que podem surgir para elas durante e após o surto da atual pandemia. É fato que a crise está reduzindo a criação de startups, desafiando a sobrevivência desse tipo de empresa e limitando seu crescimento. Isso tudo, segundo a organização internacional, tem implicações significativas para os resultados econômicos, principalmente no emprego, dada a contribuição desproporcional das startups na criação de novos trabalhos.

Ainda de acordo com a instituição, esse problema pode ser mitigado com apoio às startups. “Os formuladores de políticas devem enfrentar os desafios de curto prazo, mas também, e mais importante, promover a capacidade das startups de aproveitarem novas oportunidades de negócios, reduzindo as barreiras ao empreendedorismo, fornecendo os incentivos certos e estimulando o potencial empreendedor”, escreveram em um artigo Flavio Calvino, economista, bem como Chiara Criscuolo, chefe da divisão de produtividade e dinâmica de negócios, e o economista júnior Rudy Verlhac, todas da diretoria de ciência, tecnologia e inovação da OCDE. 

Segundo eles, os formuladores de políticas deveriam considerar os seguintes aspectos

Políticas de incentivo para as startups

  • Apoiar as necessidades financeiras de curto prazo das startups, com garantias de empréstimos, crédito direto, subvenções ou subsídios, tendo em mente as especificidades das startups na elaboração dessas políticas, com o mínimo de burocracia para ajudar a garantir emprego e renda;
  • Aumentar a conscientização sobre as medidas existentes e apoiar as iniciativas que fornecem orientação para ajudar as startups a se adaptarem à crise da Covid-19. Por exemplo, por meio de plataformas oficiais que centralizam informações sobre programas de apoio, fornecem conselhos sobre gestão de fluxo de caixa, melhores práticas para conectar com investidores remotamente, etc;
  • Apoiar pesquisa e desenvolvimento e prêmios para inovações radicais para ajudar a enfrentar a crise de saúde e apoiar startups a adaptarem seus produtos;
  • Promover investimentos em habilidades e treinamento on-line, especialmente durante a crise.
  • Reduzir a carga administrativa das startups, implementando procedimentos simplificados e acelerando as transições para o governo eletrônico;
  • Minimizar a incerteza regulatória durante a crise, mas também depois;
  • Assegurar que o financiamento permaneça disponível para as startups inovadoras em todos os estágios de seu desenvolvimento, em coordenação com atores privados, com o fornecimento de fundos públicos adicionais para investidores de fundos guarda-chuva de capital de risco público, que podem ser usados ​​em coinvestimento com investidores privados para rodadas de financiamento em startups.
  • Promover a formação em empreendedorismo, também em combinação com benefícios para trabalhadores, facilitando as transições de desemprego para o empreendedorismo, com particular atenção aos grupos desfavorecidos;
  • Promover colaborações universidade-empresa para facilitar as aplicações da indústria de inovação;
  • Promover o desenvolvimento da rede, incluindo aqueles que ligam candidatos a emprego e empresas iniciantes e aqueles que facilitam o acesso a mercados internacionais;
  • Manter os investimentos no ecossistema de empresas iniciantes, principalmente para garantir que incubadoras e aceleradoras continuem desempenhando um papel importante de médio prazo no fornecimento de orientação, coaching e mentoria para potenciais empreendedores e startups existentes.

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