O uso de blockchain na aplicação do ESG - WHOW

Consumo

O uso de blockchain na aplicação do ESG

Startup do Rio de Janeiro conecta empresas que geram resíduos com companhias que os utiliza e por meio da nova tecnologia garante as informações compartilhadas

POR Eric Visintainer | 07/04/2021 13h42 Foto ilustrativa (Freepik) destaque Foto ilustrativa (Freepik) destaque

As startups brasileiras também estão cada vez mais atuantes nas atitudes voltadas para ESG. Com focos específicos nas diferentes áreas de governança, seja ambiental, social ou corporativa, as empresas da nova economia têm sido parceiras de companhias tradicionais nesta evolução para a conscientização e trabalho voltado para a melhoria do meio ambiente e da sociedade.

A Polen, uma startup de sustentabilidade do Rio de Janeiro, que conecta empresas que geram resíduos com companhias que utilizam os mesmos como matéria-prima, também tem atuado na rastreabilidade dos produtos reciclados por meio do uso da tecnologia de blockchain.

Esta ação foca em créditos de logística reversa, que consiste na coleta e encaminhamento até a reciclagem de embalagens de produtos após a realização do descarte pelo consumidor final. E assim certifica a reciclagem de resíduos e transforma as informações em Notas Fiscais Eletrônicas de venda de resíduos pós-consumo às indústrias recicladoras.

E o cliente final pode ver de forma interativa, por meio de um QR Code nos produtos reciclados, um relatório da logística reversa customizado para acompanhar os detalhes das ações.

“Oferecemos a oportunidade ao consumidor de virar um auditor da própria marca que ele consome”, diz o CEO da Polen, Renato Paquet por meio da sua assessoria.

A tecnologia em prol serviço da sustentabilidade

Dentre as quatro mil empresas atendidas pela startup, a marca Do Bem, de bebidas integrais e naturais, transformará as caixas dos seus produtos em bicicletas e telhas para a construção de casas de moradias emergenciais nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Goiás e Paraná. O programa serve para a compensação ambiental e neutralização dos impactos das embalagens descartadas da marca feitas de papel e o polialumínio.

A produção de cada telha necessita de cerca de 1.100 caixas recicladas e o novo material é enviado para a ONG Teto. E para a montagem de uma bicicleta, com quadro feito de polialumínio reciclado, são necessárias 400 caixas de suco recicladas, pois a embalagem da Do Bem é formada por papel (75%), alumínio (5%) e plástico (20%).

“Acreditamos na inovação para sustentar essa nova maneira de como as empresas e a sociedade lidam com seus resíduos sólidos, por isso procuramos desenvolver soluções que entram nas estratégias de governança das organizações, para que sejam programas perenes, não somente um projeto temporário”, destaca Renato.

Cofundada em 2017 por Lucas Farias de Moraes Sarmento e Renato, a startup Polen cresceu300% no último ano e espera triplicar este número em 2021. Ela já atua em nove países, entre a América do Sul, Europa e Ásia.

Por meio da sua plataforma, a cleantech também comercializa resíduos de todos os tipos de materiais recicláveis, entre plásticos (PET) e metais (alumínio), com uma média mensal de quase 2.000 toneladas, de acordo com a própria empresa.