No natal do Brasil o que os comércios pode esperar das compras - WHOW
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No natal do Brasil o que os comércios pode esperar das compras

56% dos consumidores vão às compras no Natal, e o e-commerce é apontado como o canal preferido, segundo pesquisa

POR Marcelo Almeida | 07/12/2021 22h19 No natal do Brasil o que os comércios pode esperar das compras

Com os dados no comércio não tão animadores de momento, já que o setor registrou queda de 0,4% no terceiro trimestre do ano, os lojistas estão apostando nas vendas de final de ano pra compensar perdas.

Pesquisa aponta que 56% dos consumidores brasileiros pretender comprar algum presente de Natal. O número, no entanto, pode ser maior, dependendo do que os indecisos (19%) resolverem fazer. Já 25% estão convictos de que não farão compras.

Os dados são da pesquisa mensal Pulso, realizada pela Score, empresa de data retail e shopper experience da B&Partners.co e Grupo Hibou.

Dentre os motivos citados pelos participantes da pesquisa para não gastar com presente, sobressaem-se:

  • 33% dizem não ter dinheiro
  • 22% não estão no clima de natal
  • 20% querem economizar
  • 12% estão endividados
  • 8% não acham adequado gastar enquanto tem gente passando necessidade
  • 28% não costumam comprar presentes no Natal
  • 7% apontaram outros motivos

Perfil dos compradores

Analisando o perfil dos compradores, temos que 56% são mulheres e 44% são homens.

Dentre as regiões, a Sudeste se sobressai, com 58% pretendendo fazer compras, bem mais do que nas regiões Sul (16%), Nordeste (12%), Norte (8%) e Centro-Oeste (6%).

Quanto ao estado civil, a maioria é casado (52%), mas os solteiros também pretendem comprar em um bom nível (35%). A situação fica menos animadora quando se tratam de divorciados (12%) e viúvos (apenas 2%).

Considerando por idade, os que mais pretendem comprar são os que estão entre 36 e 45 anos (33%), seguidos por quem tem entre 46 e 55 anos (28%), 56 anos ou mais (17%) e de 26 a 37% (17%). Com o pior índice, bem abaixo dos demais, estão os que têm menos de 25 anos (4%).

Já a renda familiar provoca variações importantes. Um dado curioso é que aqueles com a maior renda familiar (mais de R$ 26.770) são os que menos pretendem comprar presentes: apenas 2%. Já as famílias que mais pretendem comprar têm rendas entre R$4.246 e R$7.939 (23%) e entre R$ 2.424 e R$ 4.246 (21%), compondo mais a chamada classe C.

Presentes mais cobiçados no Natal

Considerando os presentes mais procurados, sobressaem-se os livros, alimentos e itens de decoração pela sua boa colocação no ranking.

  • Roupas e Acessórios – 69%
  • Brinquedos – 44%
  • Perfumes e Cosméticos – 38%
  • Calçados – 34%
  • Livros – 18%
  • Alimentos – 16%
  • Decoração – 13%
  • Utilidades domésticas – 13%
  • Bebidas alcóolicas – 10%
  • Artigos esportivos – 8%
  • Eletrodomésticos – 6%
  • Eletrônicos – 5%
  • Games – 5%
  • Smartphones – 3%
  • Viagens – 2%
  • Material de construção – 2%
  • Hospedagem – 1%
  • Móveis – 1%
  • Passagens aéreas – 1%
  • Não decidiram ainda – 9%
  • Outros – 2%

Já em relação à faixa de preço, melhor não esperar por itens muito caros, com a maior parte na faixa entre R$ 50 a R$500.

  • Até 50 reais – 6%
  • De 50 a 150 – 17%
  • De 150 a 250 – 17%
  • De 250 a 500 – 19%
  • De 500 a 1000 – 13%
  • Mais de 1000 – 7%

Formas de pagamento e locais de compra

Em relação às formas de pagamento, nota-se a relevância do Pix:

  • Cartão de crédito parcelado – 41%
  • Cartão de débito – 27%
  • Cartão de crédito – 22%
  • Dinheiro – 20%
  • Pix – 13%
  • Boleto – 3%
  • Transferência Bancária – 1%

Em relação ao canal em que será feita a compra, o domínio do e-commerce é soberano.

  • Pela internet (com entrega) – 47%
  • No shopping (lojas físicas) – 40%
  • Lojas de rua – 37%
  • Pick-up (encomenda e retira na loja) – 3%