O que é cultura de startup e por que ela dá resultado na prática - WHOW

Eficiência

O que é cultura de startup e por que ela dá resultado na prática

Foco no cliente e experimentação de hipóteses no meio digital permitem às startups ter escala e se reinventarem ao longo do tempo

POR Daniel Patrick Martins | 28/09/2021 11h19

Os tempos mudam. É clichê, mas uma verdade constante. Ainda mais no mundo dos negócios, em que quem não se transforma acaba perdendo espaço no mercado. Nesse sentido, a tecnologia é a grande propulsora das mudanças, automatizando processos e permitindo dar escala a produtos e serviços. Assim, os empreendedores podem focar naquilo que importa: o cliente.

Este foco total no cliente faz parte da cultura de startup, um conjunto de formas de se fazer negócios e de mentalidades que regem as jovens empresas do ecossistema de inovação. Por definição, uma startup é uma empresa com modelo de negócio escalável e repetível – características que, em geral, são alcançadas por meio de tecnologia no ambiente digital. Já a cultura de startup é algo que está em constante evolução nesse ecossistema, e tem como base a realização de testes com agilidade e baixo custo, tanto com produtos e serviços direto no mercado, quanto em processos internos.

De acordo com estudo publicado na Califórnia Management Review, que avaliou em sua pesquisa 200 startups do Vale do Silício durante oito anos, três em cada quatro startups cresceram mais por conta de questões culturais.

Por conta dessa cultura, especialistas afirmam que o ecossistema de startups está se tornando a principal estrutura de pesquisa e desenvolvimento do mundo dos negócios. Por meio da experimentação contínua, análoga ao método científico, empreendedores descobrem o que dá resultado e o que não funciona no mercado, e assim desenvolvem soluções inovadoras que fazem a diferença na vida das pessoas (novamente, o foco no cliente). Este movimento é acelerado com a crescente adoção de smartphones, pelos quais as startups podem testar suas hipóteses com até milhões de usuários em poucos segundos.

“Tem essa história de velha economia e nova economia. Esses dois termos existem, mas o que mais existe é uma forma nova de fazer negócios, dado a quantidade de aparelhos celulares, smartphones que estão na mão das pessoas. A banda larga está aí e aplicativos são milhões. Então, é muito fácil hoje a gente lançar as coisas. É muito mais fácil você ver se as coisas deram mais certo ou não”, diz Fernando Seabra, especialista em inovação, empreendedorismo e startups a Whow!.

O mais interessante na fala de Seabra é a noção de que esta nova forma de fazer negócios não precisa, necessariamente, estar restrita ao ecossistema de startups. Todo e qualquer negócio que entender o smartphone como um laboratório para experimentos digitais em larga escala, e focar no problema do cliente ao invés de se agarrar em uma determinada solução que idealizou, pode ter os mesmos resultados de crescimento exponencial que algumas startups vêm apresentando nos últimos anos.

Para mais dicas e lições sobre a cultura de startup, e como, a partir delas, dar escala a seus negócios, confira a entrevista com o empreendedor Fernando Seabra, no episódio #21 do Whow! Vida Loka Podcast.