O próximo passo da inovação no Carrefour está na intensificação da sua transformação digital - WHOW
Consumo

O próximo passo da inovação no Carrefour está na intensificação da sua transformação digital

O diretor de Inovação do Grupo Carrefour Brasil destaca, ao portal Whow!, que os clientes já podem escanear e pagar pelos produtos no app

POR Eric Visintainer | 11/03/2021 15h12 O próximo passo da inovação no Carrefour está na intensificação da sua transformação digital

Em mais uma edição da minissérie especial do portal Whow! sobre os “Desafios para inovar nas grandes empresas”, a companhia da vez é a multinacional francesa Carrefour. Instalada no Brasil desde 1975, hoje, a companhia possui 721 lojas em todos os estados brasileiros e busca se diferenciar pela transparência e intensificação na transformação digitalpara que o consumidor tenha os produtos da companhia na palma mão.

Alguns exemplos das novas tecnologias quer suportam estes dois são o Scan&Go disponibilizado em todas as 40 lojas Express da marca, segundo o diretor de Inovação para a sede em solo nacional, Luiz Rufino, nas quais há a possibilidade de escanear os produtos pelo aplicativo Meu Carrefour, sem passar no caixa, e ir embora. Além disso a empresa também criou, em parceria com a IBM, o FoodTrust QR Codes nas embalagens. Desta forma, é possível acessar informações sobre o histórico de produção e transporte dos alimentos.

A plataforma de e-commerce da empresa recebeu 224 milhões de visitas em 2019 e o app já conta com 20 milhões de usuários, de acordo com dados do próprio Grupo Carrefour Brasil.

E para saber mais sobre a mentalidade para ser mais ágil, as prioridades para 2021, entre outros temas da inovação no Carrefour Brasil, confira a entrevista completa com o diretor de inovação do grupo na sequência.

Processos de inovação no Carrefour

Whow!: Hoje, qual é o processo de inovação no Carrefour?
Luiz Rufino: 
“No ano passado a área de inovação foi super importante para trazer soluções de curtíssimo passo. Ajudamos a criar a venda por meio do WhatsApp para as lojas oferecem o delivery. Criamos novas parcerias e estamos trabalhando para aumentar a capacidade do e-commerce. Também aumentamos a capacidade de parcerias, por exemplo com a Rappi, tendo mais pessoas nas lojas do Carrefour, colocamos funcionários do Carrefour para auxiliar e trouxemos a Cornershop, da Uber. Aqui na área fazemos os projetos do começo ao fim, com testes, provando o conceito e vamos para a área de implementação. O projeto só sai da área de Inovação quando o MVP já se mostrou funcional.


W!: Como a multinacional tem mudado a sua mentalidade para ser mais ágil?

LR: Um projeto de excelência, no passado, era visto na entrega do Time to Market. Hoje, depois de duas ou três semanas, ou se tem um produto mais aderente ou se desiste dele. Assim, gasta-se menos tempo na empresa. E há o desafio da multidisciplinaridade. A Inovação não é uma área que abraça todas as capacidades, por isso, trazemos pessoas de outras áreas, para fazer uma entrega de qualidade. Também damos autonomia para equipe. Para se ter criatividade com a velocidade correta, precisa de autonomia para tomar as suas próprias decisões.

A pandemia trouxe muito a clareza do foco no cliente, simplicidade na entrega, rapidez e focar no que traz valor para o consumidor. O conceito de MVP é difícil de implementar em uma grande empresa, mas na pandemia foi necessário. A área de Inovação foi reformulada em 2018, para ser mais forte, e hoje temos nela o planejamento de omnicanalidade e o aplicativo do Carrefour.”


W!: Quais metodologias e tecnologias que fazem parte do dia a dia da área?

LR: “Temos três processos: o Design Thinking para entender o problema, quem são as principais personas, como vivem o problema, para depois pensar na solução. E trazemos pessoas de fora do Carrefour (conselheiros digitais e parceiros) para fazer um brainstorm e saímos com hipóteses. Então, vamos para um POC (Prova de Conceito, em português), com base nos resultados comprovamos ou não as hipóteses e decidimos se seguimos para um MVP, com humildade. Se não colocamos os produtos nas mãos dos clientes, podemos ter surpresas. E aí começa o ciclo de evolução constante.

No Brasil, o Carrefour é pioneiro no uso do blockchain na cadeia alimentar, estratégia que está alinhada ao propósito da companhia de educar o consumidor para uma alimentação mais saudável e sustentável. Este é um compromisso muito importante , para que o consumidor possa comer de forma mais sustentável e saber que está comendo bem, de forma barata e com transparência de onde vem o seu produto, para ter certeza sobre o que consome para avançar na rastreabilidade de consumo. A gente considera dados, como uma nova tecnologia, que depende muito para implementar o impacto que você quer. As promoções personalizadas no aplicativo também são diferentes para outras pessoas, e isso vem do poder tecnológico, desde o armazenamento, processamento e forma de analytics. E este é um grande foco do Carrefour: dados e analytics.

E temos em todas as nossas 40 lojas Express a possibilidade do cliente escanear os produtos pelo app, sem passar no caixa, e ir embora. O que usamos é como a Amazon Go, o caixa é o local de menos valor agregado na experiência. E estamos olhando para a tecnologia com o uso de câmeras e forma de escalar.”

Prioridades para 2021

W!: Como o Carrefour se posiciona na questão da inovação aberta?
LR: “Esta conexão é pedra fundamental. Temos uma parceria com o inovaBra, somos investidores do hub La Fabrique, com empresas fracesas para atrair startups, e queremos cada vez mais encontrar novos parceiros. A Liga Ventures é um parceiro que atuou com o banco e queremos fazer o mesmo com o varejo. Estamos próximos dos empreendedores para novos modelos de negócio para o futuro do Carrefour. E a área de Inovação vai trazer desafios para o ecossistema este ano (três, com foco no tema da transparência).

Não temos um modelo único de parceria. Já investimos no CyberCook, com conteúdo de receitas digitais, acreditamos no modelo de pagamentos digitais e por isso adquirimos a Ewally, e ainda fizemos uma parceira com a loja autônoma Zaitt, com investimento estratégico para POC.”


W!: Qual será o próximo passo da inovação dentro da empresa e quais são as prioridades para este ano?

LR: “Não queremos monopolizar a inovação no grupo, pois seria ineficiente. Trazemos pessoas de outras áreas para que depois elas possam disseminar a mentalidade para outras áreas. Acreditamos na polinização da inovação. A transformação digital ainda é um pilar super importante e como se alimentar é um outro, com a compra online de alimento se difundindo para várias camadas sociais. E acreditamos muito no aplicativo para multiplicar o uso dos usuários, com personalização de ofertas e fidelização, e a conexão com o ecossistema. Gostaria de enriquecer o ecossistema a e aumentar os parceiros, além ampliar o ecossistema digital.

O app já era importante, com e-commerce e programa de fidelidade, mas com as metodologias criamos um novo em novembro, com crescimento de quatro vezes. Ele tem um plano de fidelidade omnichannel, para a compra de qualquer produto do Carrefour e assim o cliente pontua no programa, cada real conta igual. E colocamos o banco Carrefour neste incentivo.”


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