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O promissor mercado de beleza para empreender

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Um dos setores mais promissores para o empreendedorismo é o mercado da beleza e estética. Segundo dados da Euromonitor, o Brasil é o quarto maior mercado em beleza e estética do planeta, ficando atrás de grandes consumidores como Estados Unidos, China e Japão.

O número de profissionais no setor cresceu mais de cinco vezes no Brasil entre 2014 e 2019, de 72 mil para 480 mil, de acordo com Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC). Nos últimos 10 anos, o crescimento médio do setor foi de 4% ao ano. Mesmo em plena pandemia, o segmento se manteve ativo e crescente, devido ao maior uso da tecnologia para a contratação de serviços e para as compras de produtos para cuidados com a pele via apps.

“Vimos os hábitos de compra e de beleza se modificarem no mundo todo, provocando também um movimento de mudança das empresas. No Brasil, por exemplo, as mulheres já vêm colocando em prática vários desses novos comportamentos, como a preferência por serviços digitais de compras, o interesse maior em rituais de beleza e transformações na relação com a imposição de padrões estéticos e com a própria autoestima”, comenta Juliana Barros, diretora-executiva de Marketing na categoria de maquiagem da Avon Brasil, em entrevista ao portal Mercado & Consumo.

Modelos de negócio inovadores ganharam tração durante o isolamento social. É o caso, por exemplo, dos clubes de assinatura. No Brasil, 12% dos clubes de assinatura são voltados para cuidados pessoais, de acordo com os dados levantados em pesquisa da Betalabs. Estamos falando de empresas que entregam kits personalizados de cosméticos para o consumidor, de forma recorrente em um período pré-determinado, com receita previsível.

No entanto, não são apenas os produtos de beleza que ganharam destaque na pandemia. A demanda pela categoria de serviços de beleza aumentou 54% em 2020, representando mais de 200 mil solicitações no ano, de acordo com levantamento da GetNinjas. Isto está relacionado ao fato de as pessoas não poderem ir aos salões e estúdios de beleza, trazendo os prestadores de serviço para a própria casa.

Com a retomada das atividades presenciais, já está voltando a demanda nos estabelecimentos físicos do setor de beleza. No entanto, a expectativa do mercado é que o digital continue aumentando sua relevância no segmento, que caminha, portanto, para um futuro cada vez mais phygital – híbrido entre digital e físico.

As lições que ficam deste período é que há muitas oportunidades para empreender no setor de beleza, desde fazendo a distribuição de produtos em lojas digitais, abrindo estabelecimentos físicos como salões de beleza ou mesmo se tornando prestador de serviço, como manicures, cabelereiros e esteticistas que atendem os clientes nas suas casas, empresas ou condomínios. Tem espaço, também, para modelos mais inovadores, como clubes de assinatura ou mesmo desenvolvimento de cosméticos com recursos naturais e veganos. Isso sem falar no crescimento dos criadores de conteúdo sobre temas como maquiagem e cuidados pessoais, por exemplo. Basta usar a criatividade, planejar o negócio e colocar a mão na massa.

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