O papel da venture builder para ajudar empreendedores a ter sucesso - WHOW

Eficiência

O papel da venture builder para ajudar empreendedores a ter sucesso

Quando a startup é criada dentro do ambiente de uma venture builder, a taxa de retorno médio sobre investimentos sobe para 53%

POR Marcelo Almeida | 18/11/2021 00h08

A disseminação das startups é um bom indicador do crescimento da inovação e empreendedorismo no país. Segundo a Associação Brasileira de Startups, houve um aumento de 207% no número de startups brasileiras entre 2015 e 2019. Em 2020, foram mais de 13 mil startups mapeadas.

No entanto, ainda existem muitas dificuldades por questões gerenciais e de viabilidade financeira, levando com que muitas delas fracassem antes mesmo de apresentar suas propostas a investidores. Segundo dados da Startup Farm, 75% das startups brasileiras fecham antes de completar 5 anos, enquanto 18% fecham antes mesmo de seu segundo aniversário.

Para ajudar a mudar esse cenário, as chamadas ventures builders, ou startup studios, fornecem suporte administrativo, financeiro, técnico e metodológico para empreendedores que atuam com startups.

Venture builders são organizações dedicadas à construção sistêmica de novas companhias, identificando ideias de negócios, criando times para trabalhar essas propostas, facilitando o acesso a capital, fornecendo suporte administrativo, além de garantir serviços essenciais como suporte legal, contabilidade, design e conteúdo.

É diferente do que faz uma aceleradora, que oferece expertise em gestão para equipe pré-estabelecida pela própria startup.

Dados da Global Startup Studio Network apontam que uma startup tradicional atinge 21,3% de retorno médio de investimentos, chegando a 30% em casos excepcionais. Quando a startup é criada dentro do ambiente de uma venture builder, essa taxa sobe para 53%.

O sucesso é atribuído à troca de ideias e banco de talentos que este modelo oferece, que facilitam a apresentação de propostas inovadoras a investidores tradicionais.

Venture builder na prática

Um exemplo prático é a Sisconfirme, uma fintech de recuperação de crédito criada pela eMotion Studios para o maior grupo de
educação do Brasil, a Kroton Educacional (hoje conhecida como Cogna Educação): em 2013, visando a solucionar um problema específico de recuperação de crédito, a Kroton buscou ajuda da eMotion para a criação de um app.

Diante do potencial da oportunidade identificada e graças a abordagem metodológica de um startup studio utilizada pelo eMotion, foi possível construir um empreendimento nos moldes de uma startup, cuja principal filosofia é a entrega de valor baseada na melhor experiência para o usuário final, validação de hipóteses por meio experimentação e aprendizado contínuos e otimização dos custos enquanto a eficiência e os resultados do negócio são potencializados.

“Através de um sistema simples, adaptado à realidade e necessidade do usuário final, conseguimos testar a viabilidade do produto e receber os primeiros feedbacks do cliente, com baixo custo e agilidade. Quando um negócio se concentra em entender a dor que está sendo resolvida e descobrir a melhor solução na qual os clientes estão dispostos a utilizá-las, não é preciso passar meses ou gastar muito dinheiro esperando por um lançamento”, diz Fred Valente, CEO da eMotion Studios. “Em vez disso, os empreendedores podem adaptar seus planos gradativamente antes de escalar seu negócio.”

Hoje, a Sisconfirme é uma plataforma de recuperação de crédito para instituições de ensino, com processos de atendimento multicanal automatizados e uso de inteligência para construção de estratégias assertivas de comunicação com a base de alunos, sendo um dos grandes cases de sucesso da eMotion.

Com mais de uma década de experiência no mercado, a eMotion Studios contabiliza mais de 15 startups criadas. Algumas dessas startups, inclusive, partiram de uma necessidade de especialização dos serviços da própria empresa. “Quanto mais específico é um serviço prestado, mais capital pode ser alocado para investimento na qualificação da equipe”, diz Valente.