O papel da tecnologia no mercado de construção - WHOW

Tecnologia

O papel da tecnologia no mercado de construção

Segundo o empreendedor e engenheiro Josias Rodrigues, tecnologias para o setor de construção permitem aumentar a produtividade em mais de 60%

POR Daniel Patrick Martins | 14/09/2021 14h46

A tecnologia está cada vez mais presente nos negócios inclusive em mercados tradicionais. É o caso da construção civil, setor que vem passando por uma transformação dentro e fora do canteiro de obras após décadas sem grandes inovações, apenas com melhorias incrementais. O principal motor desta mudança de paradigma é a redução de custos por meio do aumento da eficiência, já que há um descompasso entre o que o consumidor pode pagar e o preço dos imóveis no cenário atual. A previsão da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) é de que este segmento movimente R$ 221 bilhões no Brasil somente em 2021.

O mercado da construção civil é formado por variados intermediários, tais como fornecedores de suprimentos e materiais, lojas de peças e ferramentas específicas para a construção, além dos profissionais e empresas pertencentes a este segmento, como pedreiros, engenheiros, arquitetos, projetistas, empreiteiras e incorporadoras. Porém, esta tradicional fragmentação do setor está dando espaço a soluções integradas, cortando parte dos intermediários e oferecendo modelos de negócio inovadores. Estamos falando, por exemplos, de empresas da Nova Economia que englobam a construção, incorporação, reformas e venda ou aluguel no mercado imobiliário, inclusive com formatos mais flexíveis de financiamento ou locação.

Ou seja, dentro do canteiro de obras, tecnologias como drones, internet das coisas (IoT), maquinário inteligente e monitoramento das obras remotamente melhoram a eficiência e a segurança do setor. Fora do canteiro, plataformas digitais ajudam a equilibrar oferta e demanda e diminuem a burocracia para as duas pontas da cadeia. Neste contexto, o profissional da área de construção precisa mudar a precificação dos seus serviços. Esta é a análise de Josias Rodrigues, engenheiro, empreendedor e influenciador digital na empresa JR Construção.

“A precificação deve ser feita pelo conhecimento que você tem em dar a solução. Não importa se você deu a solução com 10 minutos, com 20 minutos ou com 1 hora ou um dia de serviço. A precificação deve ser pela capacidade que você teve de solucionar aquele problema muito mais rápido”, explica Josias em entrevista exclusiva à Whow!. Segundo o empreendedor, novas técnicas e ferramentas de construção permitem aumentar a produtividade entre 60% e 70%. Isto possibilita, ao mesmo tempo, diminuir o valor cobrado ao cliente final e crescer a margem para o empreendedor. No contexto da pandemia, com os preços de materiais em alta, a produtividade é ainda mais importante para evitar que os valores de compra e aluguel subam ainda mais.

No entanto, esta visão ainda está restrita a uma pequena fatia do mercado. De acordo com a Deloitte, apenas 39% das empresas que atuam no setor de construção possuem uma estratégia de inovação definida. Uma em cada três não aloca recursos para processos ou iniciativas de inovação, e somente 22% afirmaram realizar atividades de pesquisa e desenvolvimento. Há, portanto, oportunidades de empreender com inovação e tecnologia, seja de forma direta ao consumidor, seja como fornecedor de produtos ou serviços para estas empresas mais tradicionais.

Para saber mais sobre como inovar neste setor, assim como rentabilizar seus negócios por meio de canais digitais, veja o bate papo do especialista no episódio #18 do Whow! Vida Loka Podcast.