PMEs e o futuro incerto em 2022 - WHOW
Eficiência

PMEs e o futuro incerto em 2022

Apesar de uma crise econômica que atinge o Brasil, especialista vê grandes possibilidades para este ano.

POR Marcelo Almeida | 16/02/2022 13h42 PMEs e o futuro incerto em 2022

O ano de 2021 não foi fácil para as pequenas e médias empresas: de acordo com uma pesquisa realizada pela Serasa Experian divulgada em dezembro, mais de 5 milhões de micro, pequenas e médias empresas(PME) fecharam no mês de outubro inadimplentes e suas dívidas ultrapassavam os R$ 88 bilhões. Um dos principais fatores que levaram as PMEs, a esta situação foi a inflação.

Este cenário preocupa os empresários e tem motivo: com a nova onda de contágios do novo coronavírus e da influenza, já se especula sobre novos fechamentos em um futuro não muito distante.

Paulo Castro, CEO e fundador do Contbank, fintech especializada em produtos para PMEs e com atendimento realizado por contadores, aponta que a apreensão dos empreendedores se acentua por se tratar de um ano eleitoral.

“Ainda que seja rotina termos eleições presidenciais a cada quatro anos, 2022 está diferente por se tratar de um ano que se inicia com recessão técnica no campo econômico e no meio de uma pandemia. Além disso, a instabilidade política que vem se construindo no país ao longo dos últimos anos certamente não contribui para que a economia deslanche”, aponta o executivo.

Castro ainda pontua que a falta de medidas públicas de incentivo, como o recente veto à medida que tinha como objetivo renegociar as dívidas das empresas do regime Simples Nacional, prejudica toda a nação, uma vez que cerca de 30% do PIB é composto por pequenas e médias empresas e que elas são responsáveis por 55% dos empregos do país. 

Apesar da conjuntura atual, o especialista diz que não é momento para desespero ou para deixar de investir no sonho do empreendedorismo, e ressalta o enorme mercado consumidor que o país tem e suas possibilidades. Há chances de uma melhora econômica a médio prazo e que, apesar das dificuldades que o microempresário tem enfrentado, é possível contornar a situação, pelo perfil de alto consumo do brasileiro.

“Apesar da crise, as pessoas ainda querem consumir, principalmente impulsionadas pelo crescimento do e-commerce. Desta forma, mesmo com algumas mudanças de prioridade, há a vontade de realizar determinados desejos. Aquele que encontrar um espaço entre as necessidades para posicionar o seu produto ou serviço, sairá deste momento fortalecido”, finaliza.