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O futuro do setor de produtos de limpeza verdes

Empresas inovam para criar produtos que sejam mais sustentáveis. Unilever anunciou investimento de 1 bilhão de euros nessa frente

POR Adriana Fonseca | 20/10/2020 16h02

O mundo caminha para o “verde” – assim parece. Cada vez mais empresas estão se preocupando com a sustentabilidade, ao poluir menos o meio ambiente. Para isso se tornar realidade, muita inovação vem sendo feita.

Segundo o relatório Global Green Cleaning Products Market, divulgado pela Prophecy Market Insights em junho deste ano, o mercado global de produtos de limpeza verdes movimentou US$ 3,9 bilhões em 2019. A estimativa é que alcance US$ 11,6 bilhões em 2029. 

Esse movimento parte dos consumidores, que cada vez mais buscam produtos ambientalmente corretos. 

De acordo com o relatório, existem algumas tendências para os produtos de limpeza verdes. São elas:

  • Os produtos líquidos devem responder pela maior participação de mercado, enquanto os sprays têm potencial de expansão;
  • O canal de distribuição on-line é o segmento que mais cresce devido à conveniência e facilidade de compra. Além disso, redes sociais e anúncios do Google têm desempenhado papel importante para impulsionar as compras;
  • A Europa aparece como o maior mercado, com uma participação de mais de 30% em 2018, devido ao crescimento substancial da conscientização do consumidor em relação à higiene, saúde e impactos ambientais perigosos de produtos de limpeza.

1 bilhão de euros em “produtos verdes”

Atentas a isso, algumas empresas estão investindo recursos em inovação para criar produtos ecologicamente corretos. É o caso da multinacional Unilever, que anunciou recentemente investimento de 1 bilhão de euros em pesquisas e desenvolvimento para o programa “Futuro Limpo”, que visa transformar a pegada ambiental de suas marcas globais de limpeza e lavanderia.

A meta do programa é substituir globalmente 100% do carbono derivado de combustíveis fósseis de seus produtos de limpeza e lavanderia por carbono obtido de fontes renováveis ou recicladas.

Hoje, a maior parte dos produtos de limpeza e lavanderia disponíveis no mercado contém componentes químicos feitos a partir de combustíveis fósseis, fonte não-renovável de carbono. Esses componentes químicos usados nos produtos fabricados pela Unilever são responsáveis por 46% da pegada de carbono da companhia. Assim, com o fim do uso de substâncias químicas derivadas de combustíveis fósseis nas fórmulas dos produtos, a empresa espera reduzir a pegada de carbono de algumas das maiores marcas de limpeza e lavanderia do mundo em até 20%.

Diversificação das fontes de carbono

Para detalhar a estratégia de diversificação das fontes do carbono utilizado nas fórmulas, a Unilever criou o Carbon Rainbow. O carbono preto, obtido de fontes não-renováveis, como petróleo, por exemplo, será substituído por CO2 capturado da atmosfera (carbono roxo), de plantas e fontes biológicas (carbono verde), de fontes marinhas, como algas (carbono azul) e por meio de carbono recuperado de resíduos (carbono cinza).

Para conseguir esse feito, a empresa global atua junto com a Renewable Carbon Initiative (RCI), do Instituto Nova, que visa trazer o carbono renovável para o palco político e desenvolver e implementar um futuro sustentável para a indústria química e de plásticos.

Segundo um estudo recente divulgado pelo Instituto, até 2050 o carbono fóssil será completamente substituído por carbono renovável, que é aquele oriundo de fontes alternativas: biomassa, utilização direta de CO2 e reciclagem. 


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