O destino importa mais do que a jornada? - WHOW

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O destino importa mais do que a jornada?

Confira o que responderam os participantes do Whow!, festival de inovação sediado no Arca, em São Paulo

POR Gabriella Sandoval | 25/07/2019 18h35

Qual a importância do caminho que percorremos para atingir um objetivo? Foi essa a pergunta que deu início ao painel “Por que o destino importa mais do que a jornada” no dia que encerra o Whow! Festival de Inovação, em São Paulo. Sócio fundador do Arca, espaço que sedia o evento, Mauricio Soares disse que nem sempre é possível trabalhar só com o que amamos porque a vida adulta traz responsabilidades. Mas ressaltou que ainda que seja necessário às vezes fazer o que não gostamos para atingir um propósito, é fundamental ser fiel aos nossos valores. “Não podemos entrar na pilha de que os fins justificam os meios”, disse.

Para Thais Mazucanti, professora de design thinking da Ebac, nunca podemos nos esquecer o quanto humano a gente é. “Escuta e criatividade são coisas que nos ajudam a lembrar que somos humanos. E ser humano, por si só, já é inovador”, destacou. Ticiana Calipe, creative designer da Calipe Empreendimentos Digitais, reforçou ainda a importância de curtir a jornada e estar 100% presente naquilo que nos propomos a fazer. “Na minha forma de olhar a vida, a presença e a entrega são muito importantes para termos noção de onde estamos pisando e para onde estamos indo”, afirmou.

1000 1Thais lembrou do período em que trabalhou nas Olimpíadas do Rio e o quanto controlar prazos – do site ao app – a fez enxergar o quanto era competente como facilitadora. “As pessoas me ajudaram a entender que eu tinha essas características. E isso só aconteceu porque me permiti curtir uma jornada bem curtida”. Soares concordou e falou da importância de adaptar a jornada. “Estratégia não é trilho. É trilha. E ela pode lhe levar para qualquer lugar”.

 “Estratégia não é trilho. É trilha. E ela pode lhe levar para qualquer lugar”

Mauricio Soares, sócio fundador do Arca

Relação com o tempo

Diego Paim, sócio-fundador do Facilab – Laboratório de Facilitação – desafiou os participantes a falar sobre a importância da experimentação, do erro sem pressão e da nossa relação com o tempo para atingir as jornadas. Soares comentou que fazer um bom uso do tempo é um desafio, mas disse que poucas pessoas têm senso de prioridade. “Aprenda a dizer não para muita coisa; caso contrário isso vai lhe atrapalhar a chegar onde quer”. Thais concorda. “Uma das coisas que eu aprendi nessa jornada de mudar constantemente foi pegar tudo e ver que eu não estava dando conta de nada”.

“Têm muito barulho em torno de gerar valor pela organização; mas como não se perder nessa neblina e enxergar onde consigo entregar uma jornada consistente?”, questionou Paim. Soares trouxe, então, uma passagem citada por Kondzilla horas antes, em outro painel. “Ele se viu num encontro de youtubers e viu que ele não é um youtuber. Ele é um executivo da música. Portanto, saiba onde é seu lugar no mundo ou dentro da organização, qual problema você está disposto a resolver e foque nisso. A ferramenta é só um meio”. Soares também destacou que os melhores profissionais que conhece são aqueles que sabem e reconhecem suas falhas. “Entender o que me falta para que eu possa trazer alguém que me supra”.


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