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O big data compreende as vontades do usuário e antecipa tendências de consumo

Os dados das campanhas digitais já são utilizados no desenvolvimento de produtos personalizados antes que o consumidor saiba o que deseja

POR Maíra Pilão | 11/11/2020 13h00 O big data compreende as vontades do usuário e antecipa tendências de consumo Imagem: Unsplash

O big data está cada vez mais presente nas estratégias de comunicação do universo contemporâneo digital: seja na mídia programática, na personalização de respostas dos chatbots e até na produção de conteúdos assertivos que impactem a vida do usuário. 

O painel do Whow! Festival de Inovação 2020 “O big data e as suas vertentes na comunicação” ensinou o público a aplicar essa nova tecnologia de maneira eficaz e apresentou toda uma nova gama de possibilidades dentro do setor. Mediado por Alessandra Montoni, professora e diretora no LabData da FIA, o painel teve a participação de André França, vice-presidente de dados e mídia na WMcCann, Rodrigo Guerrero, diretor de negócios na CONEXT Digital e Elcio Santos, cofundador e CEO da Always On Digital.  

Marketing personalizado

A coleta de dados dos usuários oferece uma personalização única nas campanhas digitais, tornando toda a jornada de compra especial. Isso faz com que a marca se comunique ao público-alvo de maneira mais eficaz, elevando o seu branding. Para Rodrigo, essa personalização é a grande magia dessa nova tecnologia

“Precisamos nos questionar sobre como esses novos dados passam a fazer parte do planejamento do nosso negócio, do planejamento da comunicação e do planejamento dos produtos. Hoje temos um volume de dados enorme sendo gerado, e essa inteligência entra em conjunto a uma extensa pesquisa. Quando estamos no mundo digital, estimulamos as pessoas de forma uma extremamente real e autêntica”, comenta o diretor da CONEXT Digital. 

As campanhas digitais possuem uma característica única: a capacidade de se mensurar resultados a qualquer momento. Mas muito além disso, o big data surge como um aliado para auxiliar as empresas na interpretação de padrões do consumo do usuário e antever tendências

O vice-presidente de dados e mídia na WMcCann complementa: “O advento do big data veio junto da Internet. Antes disso, a publicidade sempre serviu como um papel social para trazer verba ao quarto poder e alimentar a imprensa livre. Porém, sempre houve uma preocupação de se anunciar algo de maneira mais personalizada e relevante ao consumidor. A Internet tornou possível que conversássemos somente com a nossa audiência focal de cada produto. Além disso, hoje podemos analisar a eficiência de cada campanha, personalizar websites ou aumentar o investimento em anúncios específicos a qualquer momento.” 

Foco na experiência do usuário

Uma campanha personalizada não é, sozinha, suficiente para conquistar o cliente. É importante utilizar o big data para analisar padrões de comportamento e compreender como se dá a relação de cada perfil de consumidor com as plataformas digitais. Para o cofundador da Always On Digital, a atenção ao UX (user experience) é crucial:

 “Um dos fatores mais importantes a ser analisado é a usabilidade do usuário. De acordo com a Accenture, os consumidores estão dispostos a pagar até 18% a mais em um produto ou serviço por uma boa experiência. E é aí que precisamos antecipar o momento de compra do usuário, para tomarmos decisões cruciais de maneira cada vez mais rápida.”

“Atualmente, as empresas que tiverem dados — e souberem utilizar isso de maneira adequada — serão as primeiras a sair da crise.”

 Elcio Santos, cofundador e CEO da Always On Digital.  

Muito além do mundo virtual  

A coleta de informações digitais também reflete no mundo offline. Atualmente, empresas utilizam-se desses dados para o desenvolvimento de produtos que causem um impacto real na rotina do cliente. Rodrigo conta que hoje se estrutura um conjunto de comunicações focado em compreender o comportamento do consumidor:

“Trabalhamos em torno de um brand concept, um conceito central, e o divulgamos na mídia de algumas formas diferentes. Depois, analisamos como cada uma dessas maneiras foi recebida pelo público à partir de KPIs fundamentais: o número de engajamentos, o custo por interação, para, então, nos derivarmos ao product concept. Olhamos para os dados, para o comportamento das pessoas, para o que é comentado em redes sociais… Tudo isso, junto, é conectado à uma pesquisa de mercado para um material final riquíssimo e serve para que uma companhia consiga lançar toda uma cadeira de produtos com ótima receptividade”.


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