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Novos aplicativos focam em soluções para o trânsito no mundo

Foto Burst transito capa

Foto (Burst)

Tempo é dinheiro. E as horas que os brasileiros perdem parados no trânsito acabam representando em um enorme prejuízo financeiro. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), as perdas causas pelo tempo produtivo desperdiçado em congestionamentos chegam a R$ 40 bilhões por ano.

Desde 2009, a população urbana do mundo ultrapassou a rural, e o desafio de tornar as cidades mais acessíveis e funcionais é cada vez maior. Felizmente, junto com as cidades, cresceram também as inciativas que propõem soluções para o problema da mobilidade.

Ideias para melhorar o trânsito pela terra… 

Um dos lançamentos mais recentes nesse sentido é o aplicativo Pigeon do Google, que funciona nas cidades de Boston, Chicago, Los Angeles, San Francisco e Washington, nos Estados Unidos. A ferramenta é uma espécie de Waze, mas para transporte público.

As pessoas informam umas às outras sobre a situação de trens, metrô e ônibus, incluindo detalhes como atrasos, lotação e problemas técnicos. A ferramenta ainda está em fase de testes, mas pode facilitar muito a vida de quem depende do transporte público.

“As políticas públicas ainda privilegiam o transporte individual de passageiros, em detrimento do transporte coletivo. Entre as consequências está o longo tempo de deslocamento dos usuários do sistema de transportes”

Pedro Henrique Silva, especialista em mobilidade urbana, ao Whow!

trânsito

Foto City Bus (divulgação)

Aqui no Brasil, algumas iniciativas também chamam atenção.

Em Goiânia, as empresas de ônibus perceberam que estavam perdendo espaço para alternativas como Uber, bicicletas e patinetes elétricos. Nesse cenário, surgiu o City Bus 2.0, um sistema de ônibus sob demanda. Os veículos são solicitados por meio de um aplicativo, que indica ao usuário o melhor caminho. As rotas mais flexíveis tornam as viagens mais rápidas do que em ônibus convencionais.

Já a empresa cearense VAMO se destacou no mercado ao desenvolver uma rede de compartilhamento de carros elétricos. São 20 veículos movidos 100% a eletricidade, que ficam distribuídos em cinco estações de Fortaleza.

O projeto é pioneiro no Brasil, e se sustenta através de patrocínios e dos valores pagos pelos usuários. Silva destaca a importância dos veículos elétricos também para o meio ambiente. “Os veículos elétricos, tais como patinetes, bicicletas e carros, têm grande potencial de redução das emissões de gases do efeito estufa em especial, e podem ser usados tanto no transporte de passageiros, como no transporte de cargas nas cidades.”

Foto VAMO (divulgação)

…E no ar

A startup mineira WingDesign tem um projeto mais ambicioso e futurista, e vem desenvolvendo uma tecnologia para voos pessoais e duplos. O Airmobe é uma mistura de dirigível com drone e avião, com o qual as pessoas poderão, de acordo com os criadores, voar sobre as cidades “de forma segura e libertadora”. “A WingDesign pretende colaborar com a mobilidade urbana usando um sistema parecido com o de bicicletas compartilhadas. Os dirigíveis vão ficar em pontos específicos da cidade e, inicialmente, serão pilotados por GPS ou controle remoto”, diz Lucas Mendes, um dos fundadores da startup.

Silva ainda aponta que, apesar das iniciativas, o Brasil ainda tem grandes desafios na área de mobilidade. “O panorama é de grande preocupação, principalmente, no que diz respeito às taxas de acidentes no trânsito, à poluição atmosférica e aos congestionamentos.”


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