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Novo modelo de startups questiona as empresas unicórnios

Entenda as principais diferenças entre empresas zebras e unicórnios, e veja como o novo modelo pretende impactar a economia e o mercado das startups

POR Luiza Bravo | 06/12/2019 14h00

A mensagem para as empresas de hoje em todo o mundo é clara: inove e engula a concorrência, ou torne-se obsoleta diante de startups ágeis com acesso a mais capital do que nunca. Os novos modelos de empresas escaláveis e baseadas em tecnologia estão em uma corrida frenética pelas próximas rodadas de capital.

Para os fundos de Venture Capital que levantam centenas de milhões de dólares, a necessidade de ter um unicórnio é óbvia: pelo menos uma empresa do portfólio deve gerar dinheiro suficiente para compensar as baixas sofridas.

O problema é que, para manter o ritmo de crescimento acelerado, essas empresas, com valores de mercado bilionários precisam gastar quantias significativas de dinheiro enquanto acumulam perdas substanciais nos primeiros anos de operação.

No entanto, existe outra maneira de fazer as empresas crescerem, com diferentes esquemas de financiamento e sem o desespero contínuo de multiplicar patrimônio. Este modelo de negócio também é baseado em alta tecnologia e vem na forma de um novo animal: a zebra.

Empresas zebras vs unicórnios

Mas por que “zebra”? Em primeiro lugar, ao contrário dos unicórnios, as zebras são reais. Os objetivos são “preto no branco”: dar lucro e melhorar a sociedade, sem precisar sacrificar um pelo outro. Zebras também vivem em grupos, se protegem e preservam umas às outras.

A contribuição de cada uma resulta em uma produção coletiva mais forte. Resumindo: em condições que lhe permitam sobreviver, as empresas zebra têm resistência inigualável e eficiência de capital.

Defensores do modelo zebra dizem que a atual estrutura de tecnologia e capital de risco está quebrada, porque prioriza quantidade sobre qualidade, consumo sobre criação, saídas rápidas sobre crescimento sustentável e lucro dos acionistas sobre prosperidade compartilhada.

Além disso, os críticos do modelo de unicórnios dizem que a busca de retorno financeiro pelos acionistas em larga escala coloca a sociedade civil em risco e ameaça a democracia.

unicornioComo exemplo, é citado o caso do Facebook, que acabou sendo um dos principais meios de disseminação de notícias falsas.

As startups unicórnio inspiram empreendedores, mas seus negócios grandiosos ​​também podem sufocar a inovação.

Isso acontece porque essas empresas têm o objetivo de criar soluções em larga escala, que possam ser utilizadas por um grande número de pessoas. Mas ao fazer isso, elas tendem a negligenciar as necessidades e problemas básicos que afetam determinados públicos, e é aqui que as empresas zebras entram.

Elas crescem observando as tendências do mercado e se adaptando às demandas dos consumidores, enquanto as empresas unicórnio tentam movimentar o mercado, em geral, introduzindo algo novo e inovador como a Uber. Os unicórnios podem ser revolucionários para a sociedade em geral, mas as zebras podem superá-los e ter um impacto maior nas comunidades locais.

empresas Foto (Pxhere)

Zebras de sucesso

As zebras vêm ganhando tanta importância que, em 2017, surgiu o Zebras Unite, um movimento criado e liderado por fundadores de startups zebra, que reivindica uma postura mais ética e inclusiva para combater a cultura existente de startups e de capital de risco.

Nos Estados Unidos, algumas startups zebras já estão se destacando, provando que é possível crescer e ter lucro de forma gradual.

A Zepeda Switchboard, por exemplo, é uma plataforma que ajuda ex-alunos e estudantes a se conectarem para compartilhar oportunidades de carreira.

Já a Hearken surgiu com a proposta de inovar em um mercado pouco tradicional no mundo das startups: o do jornalismo. A ferramenta ajuda redações e criadores de conteúdo de todos os tipos a mudar seus processos e práticas de trabalho, com treinamentos profissionais e ações de engajamento do público.

A empresa é liderada por Jennifer Brandel, que junto com outras empresárias, lançou a DazzleCon, uma conferência para fundadores de zebras.

Em março de 2020, eles vão se reunir por cinco dias para discutir as tendências desse mercado e aprender como podem colaborar ainda mais para uma economia sustentável e socialmente responsável.

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