Novo fundo de investimento em startups tem como foco a região Nordeste do país - WHOW

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Novo fundo de investimento em startups tem como foco a região Nordeste do país

Lançado pelo Banco do Nordeste, BNDES e Domo Invest, o FIP Anjo terá R$ 145 milhões e mira startups com faturamento anual até R$ 1 milhão

POR Adriana Fonseca | 09/12/2020 10h15 Arte Grupo Padrão (@flaviopavan_76) Arte Grupo Padrão (@flaviopavan_76)

O Banco do Nordeste  anunciou a criação de um fundo de investimento para startups. É o Fundo Anjo, estruturado pelo BNDES e gerido pela Domo Invest, voltado a startups, micro e pequenas empresas de perfil inovador e alto potencial de crescimento. 

O FIP Anjo, que terá R$ 145 milhões para investimento, tem a meta de apoiar até 150 empresas inovadoras de base tecnológica que atuam nos setores de economia criativa, agritech, healthtech, biotech, tecnologia de informação, fintechs, cidades inteligentes e mobilidade urbana.

O faturamento dessas empresas pode ser de, no máximo, R$ 1 milhão por ano. Os aportes, por sua vez, podem variar de R$ 100 mil a R$ 500 mil, com possibilidade de uma segunda rodada de investimento. 

Colaboração no investimento em startups

É condição para receber o investimento que a empresa investida conte também com um aporte de mesmo valor de um investidor-anjo na mesma rodada. “Além do aporte financeiro, o anjo funciona como um mentor da empresa investida e pode auxiliá-la na abertura de novos canais de venda”, afirma Danilo Araújo, gerente de mercado de capitais do Banco do Nordeste, ao Whow!. 

Ele comenta também que o novo fundo tem como foco empresas com projetos inovadores para outras empresas (B2B) e para pessoas (B2C) e, como condição para entrar no novo fundo, o Banco do Nordeste exigiu que parte do valor alocado aconteça em empresas da região Nordeste. “Conseguimos, assim, que o capital de risco vá para a região Nordeste e desenvolva o ecossistema.”

Segundo ele, desde o início dos anos 2000 o Banco do Nordeste atua em fundos de participação. O Nordeste Empreendedor foi o primeiro, e atendia empresas com planos de negócios bem definidos e que buscavam coinvestidores para escalar o negócio. “Foi um aprendizado e, a partir dele, o banco fez outros investimentos em fundos de participação”, afirma.

Em 2008, o Banco do Nordeste ingressou no Criatec 1, estruturado pelo BNDES com perfil de ter em seu portfólio empresas com características inovadoras. Posteriormente, o banco ingressou também no Criatec, 2 e 3, e agora entrará no Criatec 4, que será lançado no início de 2021. “Porque são fundos que buscam alocar recursos em empresas inovadoras”, diz o gerente de mercado de capitais do banco.

O Banco do Nordeste também já investiu em outros fundos de participação, como o Nordeste 3 e o Brasil Agro, que não tinham, necessariamente, foco em empresas inovadoras. “O objetivo era empresas com planos de negócios bem definidos e que buscavam alcançar outros mercados”, comenta.

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