Novas tecnologias aplicadas à melhoria de processos - WHOW
Tecnologia

Novas tecnologias aplicadas à melhoria de processos

Ao mesmo tempo em que facilitam os processos, as tecnologias que resolvem gaps abrem um leque de oportunidades de negócios para as startups

POR Adriana Fonseca | 10/11/2020 16h40 Novas tecnologias aplicadas à melhoria de processos Imagem ilustrativa: Freepik

Dez em cada dez gestores se interessam por este tema: a melhoria de processos por meio da tecnologia. Para discutir o assunto, o Whow! Festival de Inovação 2020 reuniu Felipe Schepers, COO da Opinion Box, Eduardo L’Hotellier, CEO e fundador da GetNinjas, Edson Machado Filho, líder do Hubs Ibmec SP e Luca Cafici, fundador e CEO da InstaCarro. Eles falaram sobre novas tecnologias que estão facilitando os processos em suas empresas atualmente.

Para iniciar a conversa com os executivos, Juliana Feitosa, fundadora do Laboratório de Criatividade e mediadora do painel, fala da importância da tecnologia e da clareza dos processos, mas lembra que as pessoas são parte importante da equação. “Os processos dependem das pessoas e da boa gestão dessas pessoas”, diz.

Edson, do Hubs Ibmec SP,  que conecta a academia, grandes empresas, investidores e startups, concorda com a visão e acrescenta: “O dinheiro ficou escasso, então, os grandes processos de gestão têm muito valor. Foco em processos claros e governança. Isso tem muito valor para manter uma empresa de longo prazo”.

Aplicação das novas tecnologias

Schepers, que atua com vendas e projetos dentro da Opinion Box, uma startup que oferece soluções para pesquisa de mercado e customer experience, comenta que observa, ao longo dos anos, o surgimento de plataformas diferentes com novas tecnologias que resolvem partes separadas dos processos e, com integração, é possível conectar todas elas. “Não precisa mais encontrar uma solução que resolva todas as etapas dos processos internos. Acho que esse é o grande ganho desse novo mundo”, afirma.

Isso foi percebido na pele por Cafici, da InstaCarro, que ajuda as pessoas a venderem seus carros de forma rápida e transparente. “Quando começamos, a empresa cometia um pouco esse erro de digitalizar tudo e querer ter a última tecnologia para resolver tudo”, diz. “Percebemos que o melhor para o processo é fazer pouco a pouco, ir aprendendo o que precisa ser automatizado e detectar a melhor ferramenta específica para cada caso. Hoje, temos um conjunto de ferramentas diferentes que ajudam os processos a serem mais eficientes e dar mais valor ao cliente.”

A GetNinjas, plataforma que conecta prestadores de serviços a clientes, diz que também foi automatizando os processos aos poucos. L’Hotellier, CEO e fundador da empresa, conta que, no começo, nem todos os processos eram 100% automatizados. Havia um time interno que ia às páginas amarelas buscar o que estava sendo demandado pelos clientes – marceneiro em Campinas, por exemplo – e entrava em contato com profissionais da área para cadastrá-los.

“Internamente, a gente chamava de ‘integração estagiário’, porque era o estagiário que integrava as duas pontas”, conta L’Hotellier. A partir daí eles entenderam o que precisava ser automatizado. “Com poucos usuários, ainda não se tem dados suficientes para que o big data funcione. Precisa de data”, diz. “Então, foi importante ter feito manual para depois automatizar. A gente sabia que só ganharia escala se estivesse automatizado, para funcionar com volume e 24×7. Mas foi importante esse caminho de aprender a fazer primeiro. Para automatizar, precisa saber o que está sendo automatizando.”

Ao mesmo tempo que é bom ter tecnologias diferentes para cada etapa do processo para quem usa as ferramentas, isso também é uma grande oportunidade para as startups, que podem focar em uma pequena parte do problema e oferecer uma ótima solução para isso. “Isso faz as startups serem tão poderosas que elas acabam até desbancando grandes empresas com essas soluções especializadas”, comenta Juliana.


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