No país dos dentistas, empreender com odontologia é um bom negócio - WHOW

Consumo

No país dos dentistas, empreender com odontologia é um bom negócio

No Brasil, há 312 mil profissionais formados em odontologia, e o mercado movimenta R$ 38 bilhões por ano

POR Daniel Patrick Martins | 12/08/2021 16h36 Senior couple having dental treatment at dentist's office. Senior couple having dental treatment at dentist's office.

O Brasil é o país com o maior número de dentistas no mundo: são 312 mil profissionais da área, de acordo com dados de 2018 do Conselho Federal de Odontologia (CFO). De cada dez brasileiros, nove acreditam ser importante a visita ao dentista regularmente, e o mercado odontológico nacional movimenta mais de R$ 38 bilhões anualmente.

Abrir uma clínica ou consultório odontológico é, portanto, uma oportunidade de negócio interessante, visto a dimensão deste segmento. Além da alta possibilidade de ter uma operação lucrativa, estas empresas ajudam a dar emprego a tantos profissionais formados em odontologia.

O mercado odontológico une a relevância do setor de saúde com a atratividade do universo de beleza e bem-estar. “O setor de saúde, beleza e bem-estar está há tempos na lista de maiores procuras, crescimento e lucratividade. Isso acontece porque, além de ser um segmento necessário, alguns nichos se destacam por multifatores, misturando saúde e beleza”, relata Lucas Romi, Vice-presidente de Expansão e Novos Negócios da Odontoclinic, em entrevista ao portal Terra.

Ainda sobre estes dados compilados pelo CFO, vale ressaltar que se trata de um mercado bastante feminino, sendo 55% dos negócios liderados por mulheres. “Eu tive consultório particular desde que saí da faculdade, então sempre tive que lidar com gestão e tomar decisões. Nunca trabalhei com carteira assinada, nem sei o que é isso na minha vida. O que eu mais gosto é ter minha autonomia, poder ser criativa”, informa Michelle Ponce Pinto, cirurgiã-dentista e empreendedora ao portal Negócios em Movimento.

Mas, além dos consultórios particulares, há outros tipos de modelo e gestão de negócios para a área odontológica. Uma delas, e bem conhecida, são as famosas franquias. Este segmento, inclusive, segundo dados divulgados pela ABF (Associação Brasileira de Franchising), apresentou melhora de 3,1%, se comparado os anos de 2020 a 2019.

Este sucesso para o nicho odontológico não é apenas uma tendência, mas sim uma necessidade de saúde pública. Por isso, o investimento neste segmento, além de ser lucrativo, é um passo a mais para a inovação dos negócios.

“Com franquias, temos mais estabilidade e suporte, e isso faz a diferença, afinal, para o crescimento de qualquer negócio, seja franquia ou não, a gestão, identidade e qualidade precisam ser constantemente avaliadas e alinhadas”, comenta Lucas Romi.

Além do suporte das franquias para a abertura deste tipo de negócio, outras ideias inovadoras estão à disposição dos profissionais dentistas, como clínicas compartilhadas (coworking odontológico), gerando menos custos de manutenção do empreendimento; home care (atendimento  domiciliar especializado), levando até o paciente um atendimento mais humanizado, e também, o clube de assinaturas, em que consumidores adquirem produtos ou serviços de saúde e bem-estar por um valor recorrente. Neste artigo do Whow!, falamos sobre as inovações tecnológicas na odontologia.

“A beleza da odontologia é justamente a diversidade de possibilidades. Clínica particular ou franquias focadas em público da classe média, onde se ganha no volume e ocupam-se regiões onde se tem grande circulação de pessoas; negócios focados em público de perfis de classe A e B, onde se posiciona no mercado de maneira a oferecer valor, experiência e não preço; produtos inovadores da área odontológica, tanto para consumidor final como para os próprios dentistas”, diz Cristina Rodriguez, cirurgiã-dentista e criadora do canal Empreender na Odonto.

Mas, vale ressaltar, que toda atividade exercida pelos cirurgiões-dentistas, seja como, quando e onde for, é sempre regida pelo Código de Ética da categoria, abarcando toda e qualquer conduta no exercício da profissão, regulamentadas pelos Conselhos Regionais de Odontologia (CRO), com aval do Conselho Federal de Odontologia (CFO).

Inclusive, há uma cartilha disponibilizada aos cirurgiões-dentistas empreendedores, programa firmado entre o SEBRAE e o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), que aborda questões de empreendedorismo para este segmento, além de oferecer um site para tirarem dúvidas, se atualizarem e empreender.