NFT: Inovação no mercado da arte e criadores de conteúdo
Tecnologia

NFT: Inovação no mercado da arte

Quer entender o que são NFTs e como elas podem democratizar o consumo de arte no Brasil? Confira o texto até o final. Boa leitura!

POR Redação Whow! | 13/05/2021 16h53 NFT: Inovação no mercado da arte

Desde a chegada da internet aos nossos lares, o mundo já não é o mesmo. As mudanças foram tantas nessas últimas duas décadas, que atualmente vivemos numa realidade inimaginável para a sociedade de 30 anos atrás. Cada vez mais, surgem novidades no mundo digital e uma das que está mais em pauta hoje em dia, é a NFT.

O mercado dessa tecnologia já conta mais de 3,2 bilhões de reais e ganhou fama entre criadores de conteúdo, artistas digitais, colecionadores de arte e adeptos às criptomoedas.

Uma das inovações que está em pauta, se chama blockchain. É uma tecnologia que já existia desde 1990, mas que se popularizou principalmente a partir do desenvolvimento de algumas criptomoedas. Como por exemplo, a mais famosa e valiosa que temos atualmente: a Bitcoin.

Quer entender o que são NFTs e como elas podem democratizar o consumo de arte no Brasil? Confira o texto até o final. Boa leitura!

O que é NFT?

O blockchain é uma tecnologia desenvolvida no sistema de criptomoedas Ethereum. E possui diversas aplicabilidades em nossa sociedade. Como por exemplo, o projeto apelidado de reciChain. Que liga empresas a organizações de catadores de produtos recicláveis.

Além dessa aplicação para aumentar a porcentagem de reciclagem no mundo, a blockchain também atua em outros âmbitos. Sendo a base para os NFTs (non-fungible tokens), que pode ser traduzido como tokens não fungíveis.

Itens fungíveis, são aqueles que podem ser substituídos por outro item sem nenhuma consequência. Por exemplo cédulas de dinheiro que podem comprar itens, como, um BigMac.

Já os itens não fungíveis não podem ser substituídos, senso  assim que esses códigos funcionam. Eles permitem a validação e a propriedade digital de determinada obra. Em outras palavras, permite que entidades, marcas ou pessoas vendam músicas, obras de arte, ou textos originais.

Isso acontece da seguinte maneira: depois do NFT ser minerado, eles passam a ser vinculados a uma peça de propriedade digital, que pode ser vendido para quem desejar ter o arquivo original da obra.

Para facilitar o entendimento, vamos tentar exemplificar. Você já deve ter visto alguma notícia sobre a venda de memes, né? Então, isso acontece quando o criador da obra utiliza o NFT para vender a versão original daquela criação.

Ainda que a imagem continue sendo compartilhada livremente pela internet, apenas uma pessoa detém a imagem original. Assim como uma obra de arte famosa.

Um quadro de Van Gogh, por exemplo. Só existe um original, mesmo que compartilhem a obra milhões de vezes. E assim como algumas vendas de memes atuais, vale milhões.

Ou seja, o item a venda não é necessariamente a obra em si, mas sim o token da obra, algo como a assinatura do autor.

Como funciona o sistema de NFT?

De maneira resumida, as criptomoedas como a Tezos ou a Ethereum possibilitam que sejam criados tokens não fungíveis. Dessa forma o criador da obra ‘relaciona’ o arquivo digital à uma moeda. Ou seja, a rede de criptomoedas vende o token que valida a propriedade digital, dando originalidade a obra.

As criptomoedas mais utilizadas para NFT são a Terra1, Tezos e a Flow. Elas são as que utilizam o sistema Proof of Work para garantir a segurança da peça.

E é o sistema blockchain que garante a autenticidade da obra. Essa tecnologia possui um método de validação de segurança e cria uma corrente para avaliar a veracidade da obra. Portanto, é praticamente impossível de ludibriar.

Mas assim como qualquer novidade tecnológica, a NFT levanta questões controversas. Uma delas é o impacto ambiental que essa funcionalidade gera. Visto que para fazer todo o processo da criação da NFT, é gasta uma grande quantidade de energia.

Chris Precht, arquiteto e ambientalista austríaco, planejava vender 300 obras utilizando o recurso de NFT. Mas, voltou atrás quando percebeu que a negociação de suas peças iria demandar uma grande energia. 

Como a NFT pode democratizar o consumo de arte no Brasil?

A principal diferença que o fenômeno da NFT traz, é a possibilidade de democratização da compra de obras de arte. Em suma, agora qualquer artista pode vender o seu projeto online e de forma autenticada.

Esse recurso somente é possível, pois os tokens podem ser comprados de maneira fracionada. Dessa forma, um grupo de investidores pode deter apenas uma obra ou patente. E é por isso, que a acessibilidade é considerada uma das principais vantagens da tokenização.

No entanto, a aderência vai muito além disso. Ela está principalmente na possibilidade de comercializar obras de maneira mais fácil. Mas por que essa prática é uma tendência? Se podemos ter as obras gratuitamente na internet? A resposta está na tendência do público em não optar mais por produtos piratas.

Basta observar o que ocorreu com o mercado audiovisual a partir dos serviços de streaming. A partir do momento que o acesso a filmes e séries passou a ser disponibilizado por um preço acessível, a população passou a abandonar gradativamente a pirataria.

E é nesse sentido que ocorre a democratização do consumo de arte no Brasil. Agora, qualquer pessoa pode vender e comprar a obra que quiser.

É válido ressaltar que, assim como a internet democratizou a produção de conteúdo, o NFT está democratizando a arte no Brasil e no mundo.

Apesar de ser surpreendente, a revolução não está na venda de obras por milhões, mas sim em milhões de artistas vendendo suas obras.

Panorama atual e possibilidade para o futuro

Compreender isso, nos permite enxergar uma parte da revolução que as NFTs trazem para a sociedade. Afinal, o seu uso vai muito além de vendas de memes e imagens famosas.

Diversos artistas já estão apostando nessa nova prática, como forma de inserção no panorama do mercado digital.

Definitivamente o NFT é uma ferramenta que veio para ficar,representando o futuro do mercado cultural.

Ficar atento às novidades, é muito bem vindo para aqueles que buscam se inserir não só no mercado cultural, mas de inovação como um todo.

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