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Conheça os 42 melhores países para se fazer negócios digitais

Pesquisadores da Universidade de Harvard utilizaram dados do Banco Mundial para gerar relatório com base em negócios digitais. Brasil figura na 32ª posição da lista

POR Carolina Cozer | 10/09/2019 21h23 Helena Lopes (Pexels) Helena Lopes (Pexels)

Recentemente o Banco Mundial lançou o seu relatório anual Doing Business, que proporciona dados atualizados sobre os melhores países do mundo para se fazer negócios, com base na análise de 190 economias. O projeto tende a ser levado muito a sério por grande parte das nações participantes, já tendo inspirado mais de 3.500 reformas diferentes, tudo para tornar seus países mais atrativos e menos burocráticos na obtenção de novos negócios. 

Segundo o documento oficial do Ministério da Economia do Brasil (país participante do estudo), são analisados pelo Banco Mundial os indicadores de 11 áreas:

  1. Abertura de empresas
  2. Registro de propriedades
  3. Obtenção de crédito
  4. Pagamento de impostos
  5. Comércio entre fronteiras
  6. Execução de contratos
  7. Resolução de insolvência 
  8. Obtenção de eletricidade
  9. Proteção dos investidores minoritários
  10. Obtenção de alvarás de construção
  11. Regulação do mercado de trabalho

Melhores países para se fazer negócios digitais

A Harvard Business Review publicou uma outra vertical deste ranking, indicando, entre alguns dos 190 países da lista, quais são os melhores mercados para se fazer negócios digitais.

De acordo com os economistas Bhaskar Chakravorti e Ravi Shankar Chaturvedi, os 11 indicadores da Doing Business não são suficientes para medir os parâmetros digitais dos países. Sendo assim, eles proporam um novo estudo para complementar aos dados do Banco Mundial.

Essa nova pesquisa foi chamada de EDDB (Ease of Doing Digital Business, ou Facilidade para Fazer Negócios Digitais, em uma tradução livre) e rankeou um total de 42 países. Suas pontuações nasceram através da combinação de múltiplas pesquisas, como a própria do Banco Mundial, e a do Fórum Econômico Mundial. Uma série de fatores também foram analisados, como: acesso digital e largura de banda adequada; facilitadores institucionais para a criação de conteúdo digital; censura na Internet; e disponibilidade de talentos locais.

Cinquenta por cento da pontuação foi baseada nas plataformas digitais oferecidas por esses países, que envolvem comércio eletrônico, mídias digitais, economia do compartilhamento e plataformas freelancer. Amazon, Uber, Airbnb e Netflix são alguns exemplos dessas economias.

Já a outra metade foi baseada em fatores fundamentais, como: acessibilidade e fluxo de dados gratuitos; demanda, oferta, instituições e inovações digitais tecnológicas; e a própria pontuação final no Banco Mundial.

negócios digitais Sumanley (Pixabay)

Confira abaixo a lista final e a pontuação obtida por cada um dos 42 países:

  1. Estados Unidos (3.60)
  2. Reino Unido (3.59)
  3. Holanda (3.41)
  4. Noruega (3.32)
  5. Japão (3.27)
  6. Austrália (3.26)
  7. Dinamarca (3.22)
  8. Suíça (3.21)
  9. Canadá (3.21)
  10. Finlândia (3.21)
  11. Suécia (3.20)
  12. Nova Zelândia (3.18)
  13. Singapura (3.16)
  14. Alemanha (3.11)
  15. Áustria (3.10)
  16. Estônia (3.09)
  17. Irlanda (3.04)
  18. França (3.01)
  19. Bélgica (2.99)
  20. Espanha (2.99)
  21. Portugal (2.94)
  22. Itália (2.88)
  23. Israel (2.86)
  24. Coréia do Sul (2.86)
  25. República Tcheca (2.83)
  26. Polônia (2.73)
  27. Chile (2.66)
  28. Grécia (2.56)
  29. Hungria (2.49)
  30. África do Sul (2.44)
  31. México (2.41)
  32. Brasil (2.36)
  33. Tailândia (2.34)
  34. Filipinas (2.33)
  35. Colômbia (2.33)
  36. Malásia (2.32)
  37. Argentina (2.27)
  38. Índia (2.17)
  39. China (2.14)
  40. Turquia (2.02)
  41. Indonésia (1.99)
  42. Rússia (1.96)

Onde está o Brasil no outros rankings?

No ranking de 2019 do Banco Mundial, o Brasil aparece em 109º lugar de 190 posições; já no ranking da Harvard, figura o 32º lugar de 42. Não são boas posições, mas a situação já foi pior: em 2018, o país foi o 125º na lista da Doing Business. 

Estados Unidos e Reino Unido lideram a lista lado a lado, com 0.01 de diferença entre eles. Já a Holanda, terceira colocada, tem um distanciamento maior, mostrando a dominância dos dois primeiros colocados em termos de tecnologia e resultados digitais.

Contudo, é esperado que o Reino Unido perca algumas posições dentro dos próximos anos, devido às mudanças na economia após o Brexit.