Como os negócios podem se beneficiar da Internet das Coisas - WHOW

Tecnologia

Como os negócios podem se beneficiar da Internet das Coisas

Conheça o panorama da IoT no Brasil, e como os negócios devem se preparar para essa implementação, que permitirá o cumprimento da revolução dos dados

POR Carolina Cozer | 13/02/2020 09h00 Foto (Shutterstock) Foto (Shutterstock)

A Internet das Coisas (IoT) poderá transformar completamente as relações entre as telecomunicações e os negócios, nos aproximando da Quarta Revolução Industrial.

Seis mil executivos de negócios de TI pelo mundo foram analisados para o levantamento Technology Vision 2020, da Accenture, concluindo que 74% das empresas passarão por atualizações significativas em suas tecnologias nos próximos três anos ― o que inclui a implementação da IoT.

Segundo a Brasscom, o segmento de M2M (Machine to Machine, ou comunicação de máquina para máquina) movimentou R$ 241,2 bilhões em 2018. E em 2019, 24,7 milhões de dispositivos M2M estiveram em utilização.

negócios (Foto: Shutterstock)

Áreas de aplicação no Brasil

Para Eduardo Polidoro, diretor de Negócios de IoT da Claro, a Internet das Coisas fará cada vez mais parte das indústrias, escritórios, cidades inteligentes e no campo. 

“A Internet das Coisas já está sendo aplicada em diversos setores no Brasil e se tornou uma importante ferramenta para a produtividade e monitoramento de medicamentos, frotas, Indústria 4.0 e agronegócio”

 Eduardo Polidoro, diretor de Negócios de IoT da Claro

O agronegócio, aliás, é um dos principais mercados-alvo das aplicações de IoT. “As soluções da Embratel usam inteligência artificial, sensores, armazenamento em nuvem, machine learning, conectividade e painéis de controle para levar inovações para o agronegócio, aumentando a produtividade de agricultores brasileiros e possibilitando a redução de custos operacionais”, ressalta ao Whow!.

Além disso, a fim de se prepararem para a chegada dessa inovação, as empresas devem abrir a cabeça para seus benefícios nos negócios. “Uma análise profunda deve ser feita sobre os processos e estratégias, além das expectativas que a empresa possui em relação ao uso de IoT”, explica Eduardo.

Para Diego Aguiar, Head de Inovação, IoT e Big Data B2B da Vivo, a IoT é um pilar estratégico no processo de digitalização das companhias, garantindo maior produtividade e otimização de custos. “Entendemos que o mercado de IoT crescerá bastante nos próximos anos, suportado por novas tecnologias de conectividade e maior demanda dos clientes para digitalizar seus negócios.”

negócios (Foto: Shutterstock)

Mercado privilegiado mas imaturo

Paulo Spacca, Presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC) aponta ao Whow! que é preciso que todos tomem consciência da presença e do poder da IoT, de indivíduos a líderes do setor privado e autoridades do setor público.

O Brasil, segundo Paulo, é privilegiado dentro da América Latina no desenvolvimento e implementação de novas tecnologias, mas ainda falta maturidade e estrutura.

“Temos uma legislação considerada avançada, um mercado grande e ávido por inovação. Ao mesmo tempo ainda temos certa imaturidade no que se relaciona às próprias empresas e às pessoas. A ruptura tecnológica dos últimos anos foi intensa, de uma forma que nunca tinha acontecido antes, mas as pessoas não se preparam na mesma velocidade”

Paulo Spacca, Presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC)

Diego Aguiar explica que a demora da implementação da 5G no Brasil não é um impeditivo para a circulação da IoT nos negócios: “Muitas das soluções que estão dentro do universo IoT podem ser realizadas, hoje, com as tecnologias atuais. O que ocorre é que algumas soluções que dependem de latências bastante baixas necessitam do 5G para sua habilitação. Como, por exemplo, carros autônomos”, diz.

Comércio Inteligente

“Com a ioT é possível criar lojas e estabelecimentos inteligentes, nos quais sensores serão responsáveis por coletar desde o funcionamento de câmeras de vigilância até o consumo de energia elétrica, entrada de clientes, dentre outros aspectos. Com sensores de movimento conectados ao sistema da empresa, é possível medir o número de pessoas que entram na loja, criando dados para insights importantes sobre efeito de campanhas, promoções e popularidade de produtos. Isso gera uma integração entre setores estratégicos como o de vendas e o marketing, resultando em ações de sucesso.”

Meios de pagamento

“O NFC já é uma tecnologia de pagamento comum em vários países – e, no Brasil, cada vez mais máquinas de cartão já trabalham com essa possibilidade. A adoção da tecnologia pode permitir que as pessoas paguem usando seus smartphones ou relógios inteligentes de forma segura e prática.”

Serviços de entrega

“Outro uso da IoT já sendo testado é o de drones, principalmente no varejo. Um grande player do mercado, por exemplo, já testa a tecnologia para fazer entregas nos Estados Unidos.”

Ações governamentais

A Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico de São Paulo, juntamente com o Ministério da Economia e o Fórum Econômico Mundial de Davos lançaram um programa de incentivo à implementação de IoT em pequenas e médias empresas.

O relatório Accelerating the Impact of Industrial IoT in Small and Medium-Sized Enterprises: a Protocol for Action explica que, para que o país possa entrar na Quarta Revolução Industrial, as PMEs também precisam estar inseridas nas novas tecnologias.

Plano Nacional de Internet das Coisas

Da mesma forma, o Plano Nacional de Internet das Coisas, publicado em junho de 2019, tem como finalidade a implementação da IoT no Brasil.

O decreto destaca que a instalação trará capacitação aos profissionais, melhoria na produtividade nas empresas, fomento da competitividade e melhores relações internacionais. Explicamos todos os detalhes deste plano nacional aqui. 

“O Plano Nacional de IoT levou o Brasil ao patamar de país da América Latina mais preparado para participar do mercado da IoT, e de se beneficiar das suas oportunidades, ao lado do Chile e Costa Rica”, diz Paulo.

Ele ainda ressalta que o plano resultou de um esforço colaborativo entre governo, academia, sociedade civil e indústria. Nele, foram estabelecidas prioridades com base em quatro aplicações de maior potencial: cidades, saúde, rural e IIoT (Internet das Coisas Industrial).

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