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MVP: Qual a origem do conceito e o que significa

Conceito de MVP aponta um produto que ainda não está pronto, mas que é a primeira versão capaz de funcionar e ser testado pelos consumidores.

POR Marcelo Almeida | 08/11/2021 21h07

O termo MVP (Minimum Viable Product, ou produto mínimo viável) não é tão recente, mas o seu uso já é bastante disseminado no mundo dos negócios. Ele foi criado em 2001 por Frank Robinson e ganhou popularidade com Steve Blank e Eric Ries, sobretudo com a obra A Startup Enxuta, de Ries.

O termo se refere a um produto que ainda não está em seu estágio final, mas que é a primeira versão capaz de ir a mercado e ser testado pelos consumidores.

Ao contrário de um protótipo, por exemplo, o MVP tem o objetivo de poder ser usado e testado pelas pessoas,  de forma que elas opinem sobre o produto e apontem pontos de deficiência antes que ele chegue ao mercado em sua versão final.

O protótipo, por outro lado, é algo mais primitivo e está mais associado a um conceito, uma ideia desenhada de forma gráfica ou mesmo algo físico, mas em estágio bem inicial. Sua finalidade não é mostrar que já pode ser usado, apenas demonstrar o seu conceito e qual função ele seria capaz de desempenhar.

MVP é um conceito que se tornou importante para as startups, sobretudo no livro A Startup Enxuta, de Eric Ries. Nele, o autor afirma que um dos principais fatores para que uma startup dê certo é ter um MVP apresentável, ou seja, construir uma versão inicial do produto que funcione e possa ser manuseada ou vista pelos consumidores e investidores.

A importância do MVP é que, em vez de investir fortemente em tecnologia, em desenvolvimento e em pesquisa para já apresentar um produto praticamente definitivo, faz bem mais sentido mostrar uma versão mais inicial do produto.

Isso evita, em primeiro lugar, que enormes somas de dinheiro sejam basicamente desperdiçadas caso o produto final não caia no gosto do público ou não atenda a uma demanda expressiva.

Com o MVP, a proposta é distribuir diversos deles para consumidores, com o fim de serem testados pelos consumidores, que depois irão dar seus feedbacks à empresa.

Dessa forma, fica mais fácil mudar de trajetória, caso o produto não seja visto como muito manuseável, por exemplo, ou caso o design seja visto como pouco atraente.

Testando o MVP

Um aspecto importante relacionado ao MVP é a forma como ele é testado pelo público.

Na modalidade alpha, ele é lançado para um número controlado de usuários, enquanto na beta ele é lançado ao público geral.

O teste alpha, de forma geral, é indicado para produtos ou serviços que podem mostrar problemas inesperados e que operem com inúmeras variáveis, como um software de computador.

Não por acaso, muitas vezes, empresas de jogos para PC trabalham com diversas versões, sendo alpha geralmente a primeira (e nesse contexto o MVP) e beta a anterior ao produto final, já estando quase pronta.

Com os feedbacks recebidos por meios desses testes, fica mais fácil investir em quais pontos apontam maiores deficiência e saber quais já estão sendo bem recebidos pelo público, não precisando de muitas modificações.

Se for preciso, a empresa pode fazer mais testes, até notar que está no caminho certo e avançar rumo ao produto final.

E aí que se alinha tudo o que foi desenvolvido, as mudanças que foram realizadas para adaptar o produto ao gosto do público e os investimentos para melhorar o produto para, enfim, chegar ao produto final.