Multinacional busca startups com soluções de diagnóstico para doenças raras - WHOW
Eficiência

Multinacional busca startups com soluções de diagnóstico para doenças raras

Desafio na saúde foi lançado pela farmacêutica Roche junto com a Eretz.Bio, do Hospital Israelita Albert Einstein

POR Adriana Fonseca | 06/10/2020 12h17 Multinacional busca startups com soluções de diagnóstico para doenças raras Arte Grupo Padrão (@flaviopavan_76)

Diagnósticos precoces e assertivos são dois dos grandes problemas relacionados a doenças raras no Brasil, prejudicando o cuidado com o paciente e tendo forte impacto no sistema de saúde.

Na tentativa de encontrar soluções para essas duas questões, a farmacêutica Roche e a Eretz.bio, iniciativa do Hospital Israelita Albert Einstein para inovação, lançaram o Desafios Plurais, que busca pessoas físicas ou empresas, incluindo startups, que possam apresentar soluções para facilitar diagnósticos precoces de doenças raras voltadas para atenção primária e que possam ser replicáveis em grande escala. 

Os candidatos do desafio devem atuar nos seguintes pilares: 

Recurso para suspeita da doença rara; 

Impulsionar o diagnóstico precoce; 

Maior centralização das informações ligadas aos diagnósticos; 

Suporte ao corpo clínico na tomada da decisão médica; 

Destinação/Encaminhamento correto para especialistas. 

Não serão válidas soluções prontas que não estejam disponíveis para adaptação ou customização e novos testes de diagnósticos. Algumas doenças são prioritárias na iniciativa:

Esclerose Múltipla

Hemofilia

Neuromielite Óptica

Atrofia Muscular Espinhal

Fibrose Pulmonar Idiopática

Doenças Inflamatórias Intestinais (RCU e Chron) 

Doenças da Retina (DMRI ou EMD)

Um quarto das pessoas com uma doença rara pode não saber

De acordo com o Ministério da Saúde, considera-se doença rara aquela que afeta até 65 pessoas em cada 100 mil pessoas. No Brasil, estima-se que 13 milhões de pessoas convivam com algum tipo de doença rara. 

“Em geral há uma demora de até sete anos para um diagnóstico, depois de duas ou três análises imprecisas. Diagnóstico errado significa agravamento da doença. Além disso, estima-se que 25% das pessoas nem saibam de sua condição. “, comentou João Paulo Magalhães, diretor da unidade specialty care na Roche.

O projeto vencedor do desafio terá a possibilidade de ter a solução validada quanto à sua usabilidade e aplicação no setor de saúde por especialistas e pela equipe de inovação do Hospital Albert Einstein. A iniciativa poderá ser escalada em parceiros da Roche, podendo ainda ser codesenvolvida através da rede de networking com executivos da farmacêutica e parceiros internos.


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