Mobilidade elétrica: como os países estão abordando a tendência? - WHOW
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Mobilidade elétrica: como os países estão abordando a tendência?

Tecnologia que desenvolve veículos ecológicos, silenciosos e eficientes evolui e ganha cada vez mais espaço no mercado mundial

POR Luiza Bravo | 29/11/2019 20h00 Mobilidade elétrica: como os países estão abordando a tendência? Foto (Pixabay)

Mudança climática, escassez de petróleo e poluição do ar. O mundo vem passando por grandes desafios ambientais, e a redução das emissões de CO2 é, sem dúvidas, um dos caminhos para um futuro mais sustentável. Nesse cenário de busca por práticas menos agressivas à natureza, a mobilidade elétrica ganha cada vez mais força.

Os veículos elétricos e híbridos emitem menos gases do que os equipados com motores a combustão. Eles são total ou parcialmente acionados por eletricidade, têm capacidade de armazenar energia e, além de tudo, são silenciosos.

Prós e contras

Os veículos elétricos armazenam energia em uma bateria recarregável. Exigem menos manutenção e menos reparos, porque as baterias têm vida útil longa, mas recarregá-las em casa pode levar até oito horas. A maioria desses carros pode viajar entre 150 e 350 km com uma única carga, o que os torna ideais para os centros urbanos.

O Whow! conversou com a especialista em eletromobilidade Camila Padovan da Silva. Para ela, a baixa autonomia é um problema importante:

“Como faltam postos de recarga, as pessoas ainda não conseguem viajar longas distâncias sem se preocupar”

Camila Padovan da Silva, especialista em eletromobilidade

mobilidade Foto (Pixabay)

Tecnologia não é nova

Apesar de serem considerados o futuro da mobilidade, os veículos elétricos não são exatamente novidade. Os primeiros carros movidos a eletricidade surgiram no fim do século XIX, quando trens e bondes abastecidos com energia por linhas aéreas ou trilhos de força dominavam as grandes cidades.

No entanto, com a disseminação dos combustíveis fósseis, mais baratos, os veículos elétricos perderam força e praticamente desapareceram. O problema é que, além de serem extremamente poluentes, esses combustíveis são finitos. A comunidade científica estima que, mantidos os níveis de consumo atuais, as reservas de petróleo conhecidas no mundo durarão cerca de 50 anos.

Assim, nos últimos anos, a eletromobilidade voltou a ganhar espaço e, ao que tudo indica, veio para ficar. Para se ter uma ideia, o Boston Consulting Group prevê que os veículos elétricos terão uma participação de mercado de até 50% até 2030, gerando 100 mil empregos.

mobilidade Foto (Pixabay)

Eletromobilidade no Brasil e no mundo

A China é líder mundial de vendas de carros elétricos. Em 2017, 579 mil veículos desse tipo foram vendidos no país. Na sequência, vêm os Estados Unidos, com 198,3 mil, e a França, com 118,7 mil. A Noruega, por sua vez, é o país com a maior proporção de carros elétricos. Em março, pela primeira vez, a venda desses veículos no país ultrapassou a de carros tradicionais.

O número é reflexo dos incentivos que o governo norueguês dá a quem opta por comprar carros elétricos, como redução de impostos de importação e de taxas de registro.

Além disso, quem dirige carros elétricos no país escandinavo pode utilizar os corredores de ônibus e tem isenção em alguns pedágios. O parlamento norueguês também aprovou uma lei que prevê que, até 2025, todos os novos carros deverão ser elétricos.

Para Camila Padovan, a falta de incentivos na mobilidade elétrica é justamente um dos maiores entraves ao desenvolvimento da eletromobilidade no Brasil. “A falta de políticas públicas é um fator limitante para a inserção desses veículos no mercado brasileiro, tanto para carros, como para o transporte público. Este ano, teve licitação de ônibus em Brasília, mas o contrato não possuía nenhuma cláusula de mobilidade sustentável”, conclui.

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