Criador vs. criatura: Microsoft volta ao destaque com os perigos das novas tecnologias - WHOW
Tecnologia

Criador vs. criatura: Microsoft volta ao destaque com os perigos das novas tecnologias

Brad Smith, presidente da Microsoft Corporation, discursou para plateia cheia no Web Summit sobre os perigos da era digital

POR Janaína Ferraz, de Lisboa | 07/11/2019 13h50 Criador vs. criatura: Microsoft volta ao destaque com os perigos das novas tecnologias 6 November 2019; Brad Smith, President, Microsoft, on Centre Stage during day two of Web Summit 2019 at the Altice Arena in Lisbon, Portugal. Photo by Cody Glenn/Web Summit via Sportsfile

“Tools & Weapons: The Promise and the Peril of the Digital Age”  é o título do livro que Brad Smith, presidente da Microsoft Corporation, acaba de lançar na maior conferência de tecnologia e inovação da Europa, o Web Summit Lisboa.

O executivo aborda as promessas e os perigos da era digital, mostrando como qualquer nova tecnologia tem efeitos que afetam todas as partes da sociedade, incluindo religião, filosofia, política e economia, sobretudo, em tempos em que o compartilhamento generalizado coloca em xeque a privacidade dos dados, a segurança e a democracia.

Microsoft Brad Smith (Foto Cody Glenn)

É até assustador e não menos paradoxal como uma das maiores líderes de tecnologia do mundo hoje fala de sua própria criação com certo receio.

“Se você viu o filme de 2004 estrelado por Will Smith chamado Eu Robô, vai se lembrar do problema da Inteligência Artificial ​​e como as decisões tomadas pelas máquinas não terminaram tão bem”

Podemos listar centenas de filmes que abordam a mesma temática do “homem X robô”, na qual, em sua grande maioria, as máquinas tomam decisões por si mesmas e param de ouvir os seres humanos, nos escravizam e até nos matam. Isso é o que o público cresceu pensando sobre Inteligência Artificial. Mas Smith vai além e levanta uma questão importante.

microsoft4Alguém que deveria falar conosco é, de certa forma, a questão fundamental dos nossos tempos. Não devemos apenas perguntar sobre computadores, precisamos perguntar o que eles devem fazer.

“Nós capacitaremos as máquinas a tomar decisões. Se errarmos, toda geração que nos segue pagará um preço”

O pragmatismo de Smith só mostra a importância de procurarmos empresas de software focadas na ética, definindo e implementando princípios no desenvolvimento de IAs.

Precisamos de uma abordagem fundamentalmente nova para tratar os problemas que a tecnologia vem criando na sociedade. Mais do que nunca, não podemos apenas pensar nas coisas que o computador pode fazer. Precisamos acelerar. Colocar grades de proteção para que a tecnologia que estamos criando nos proteja contra seus abusos ou suas consequências não intencionais. Segundo ele, os governos serão agentes fundamentais nessa jornada.

“Se pudermos fazer um ótimo trabalho pensando primeiro no interesse público, servindo ao público, haverá muitas oportunidades de lucro”, afirma o presidente da Microsoft.

Acompanhe a cobertura completa do evento também nas nossas redes sociais. Já segue a gente?

Fique por dentro de todos os insights do Web Summit com a hashtag #whownowebsummit

websummit