Meu presente de Mãe: Manifesto e Futuro
Consumo

Meu presente de mãe: Manifesto e Futuro

Presente de mãe: veja aqui como o dia das mães impacta no mercado, os estereótipos que rodeiam as mulheres e uma iniciativa muito interessante sobre o assunto

POR Redação Whow! | 06/05/2021 17h49 Meu presente de mãe: Manifesto e Futuro

O ano de 2021 tem sido desafiador para todos, porém em maior intensidade para alguns, como no caso das mulheres que também são mães. Por isso, um dia das mães em plena pandemia trouxe muitas dúvidas além do clássico “Que presente devo comprar para minha mãe?”.

O estereótipo da mulher mãe e dona-de-casa ainda existe e tornou-se cada vez mais aparente neste último ano. Nesse sentido, cuidar de si acabou se tornando uma missão quase que impossível, resultando em algumas consequências à saúde mental dessas mulheres. Como evidenciado por uma pesquisa realizada pela Catho: 8 em cada 10 mães brasileiras tiveram algum sintoma de ansiedade.

Em outra pesquisa, da UFC- Universidade Federal do Ceará em parceria com a FMCSV- Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, mães solo tem 37% mais probabilidade de manifestarem transtornos mentais. Além disso:

  • 50% delas revelaram estresse;
  • 48% tiveram algum tipo de cansaço mental;
  • 44,5% relataram perda de sono;
  • 43 % passaram por algum tipo de tristeza.

As responsabilidades sob uma mulher mãe não são poucas e são lembradas até mesmo na data reservada a sua comemoração: não é à toa que o volume de buscas de itens para casa aumenta nesse período do ano.

Porém, algumas iniciativas já começam a surgir, na intenção de rebater este conceito tão estereotipado de presentes para esta data. É o caso do “ Meu Presente de Mãe”, manifesto on-line criado por um grupo de mães, com apoio de uma marca de cosméticos, onde elas assinam e sinalizam, para filhos e cônjuges, o que desejam ganhar.

Neste conteúdo, veja alguns dados do varejo para esta data, tendências do mercado para o dia das mães e saiba um pouco mais sobre o manifesto. Continue a leitura!

Presente de mãe e o mercado

Em questão de faturamento, o dia das mães representa hoje a terceira data comemorativa mais importante para o varejo no Brasil, ficando atrás apenas da Black Friday e do Natal.

Segundo a Associação Comercial de São Paulo(ACSP), as expectativas para esse ano são animadoras: mais de 50 % dos brasileiros prometem presentear as suas mães.

Apesar do desafio vivenciado pela pandemia do novo coronavírus, os números de 2020 também foram otimistas. As lojas on-line representaram um crescimento de mais de 100%, impulsionada pela quarentena e pela praticidade da entrega direta, segundo dados da Compre&Confie.

Ainda segundo a esta empresa, o faturamento alcançado pelos e-commerces mais que dobrou em comparação ao ano anterior, passando de R$ 2,78 bilhões para R$ 6,02 bilhões.

Os segmentos mais pesquisados foram Beleza, Moda e Acessórios e Eletrônicos e Informática. Já as categorias que mais refletiram em faturamento foram Telefonia, Eletrônicos, Eletrodomésticos, Informática e Moda & Acessórios, conforme dados do e-book elaborado pela GhFly sobre a data.

Além do aumento das vendas on-line, outras mudanças no comportamento de consumo também foram notadas: as compras acabaram sendo adiadas, devido às incertezas e a necessidade de repensar os investimentos,  como aponta pesquisa da Social Miner. 

A outra mudança importante é que as compras foram efetivadas em maior quantidade via desktop, uma vez que boa parte das pessoas estavam em casa, representando mais de 65% das transações.

Presente de mãe e o estereótipo de gênero

O dia das mães é uma data muito esperada pelo comércio. Ela  foi popularizada por duas ativistas feministas, naturais dos Estados Unidos. Ann Maria Reevs Jarvis e sua filha Anna Jarvis. Anos após a morte da mãe, Anna criou um memorial como forma de homenageá-la.

Junto com isso, ela iniciou uma campanha para que o dia das mães se tornasse feriado oficial do país. Em 8 de maio de 1924, a data tornou-se popular no mundo inteiro. Inicialmente, o objetivo era fazer com que os filhos visitassem suas mães. 

Entretanto, a comercialização da data mudou essa proposta, de modo que os gastos começaram a ser priorizados, no lugar da gratidão e dos agradecimentos às mães.

Assim, quando o segundo domingo de maio se aproxima, filhos pelo mundo inteiro começam a se perguntarem o que dar de presente para a mãe. 

Uma geladeira nova ou um microondas? Talvez uma máquina de lavar seja melhor ou então, uma fritadeira elétrica!

Bom, se você já presenteou ou, se você é mãe e já recebeu algo parecido, saiba que os números expressam bem a busca por esse tipo de presente, que reforça ainda a existência desse estereótipo de gênero. 

Entre maio de 2016 e 2017, a busca com as palavras-chave “geladeiras em promoção”, “fritadeira elétrica”, “máquina de lavar” e “micro-ondas” registraram um aumento de até 124%.

“Nós, mães do mundo inteiro, apelamos para nossos filhos e cônjuges que parem de nos dar utensílios de cozinha, casa e presentes estereotipados no dia das mães. Queremos ficar mais belas, queremos maquiagens, queremos cosméticos, viagens, bolsas, vestidos, sapatos e vales-presente. Queremos nossa beleza radiante”, é o que buscam as mães do manifesto Meu Presente de Mãe, que falamos no início deste artigo.

Tendências dia das mães 2021: engajamento, diversidade e multi-channel

Como já falado, a maior parte das vendas no ano passado ocorreu on-line, via desktop. Porém, isso não significa investir menos nas experiências mobile first: mais de 35% compraram pelos celulares. 

É preciso ter atenção a todos os pontos de contato do consumidor com a marca, bem como a linguagem utilizada.

“As pesquisas nos mostram que a maior parte das mães não se sentem representadas nas propagandas tradicionais. Então inove, tente criar vínculos retratando os desafios da maternidade em contextos mais reais e empáticos, sem deixar de representar famílias além do formato tradicional de mãe, pai e filhos. Com certeza será um caminho mais efetivo para gerar relacionamento com o público”, garante o head de Marketing da GhFly,  Douglas Dantas. 

De acordo com os dados do relatório Dados, Diversidade e Representação, que traz os principais estereótipos identificados na publicidade, é preciso atentar-se para a forma como os consumidores são representados, sem cair em estereótipos baseados no gênero. 

Assim, a atenção deve ser redobrada nesta data quanto aos estereótipos da  super mulher que cuida de tudo. Mais do que isso, deve ressaltar a diversidade na categoria materna, dando espaço para as mães magras, gordas, brancas, negras, indígenas, idosas, deficientes, não heterossexuais e por aí vai.

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