Metodologias ágeis e tecnologia na Educação 4.0 - WHOW
Eficiência

Metodologias ágeis e tecnologia na Educação 4.0

Especialistas discutiram caminhos para tornar a experiência na sala de aula mais agradável e proveitosa para alunos e professores

POR Luiza Bravo | 13/07/2020 18h16 Metodologias ágeis e tecnologia na Educação 4.0 Foto ilustrativa (Freepik)

O mercado de trabalho tem exigido profissionais cada vez mais proativos, que tenham boas habilidades de trabalhar em grupo mas que, ao mesmo tempo, sejam capazes de resolver problemas sozinhos. Aos poucos, essas novas exigências estão fazendo com que os profissionais da Educação se adaptem e desenvolvam novos métodos para despertar a atenção dos alunos em sala de aula e formar jovens cada vez mais adequados a essa nova realidade. 

As inovações no ensino foram o tema de alguns painéis no segundo dia da edição de Brasília da Campus Party. 

Metodologias ágeis em sala de aula

O  pesquisador e professor da Faculdade Martha Falcão Orlewilson Maia detalhou o projeto que desenvolveu para transformar as formas tradicionais de ensino com base nas metodologias ágeis aplicadas em muitas empresas hoje em dia.

Segundo ele, os formatos convencionais de educação podem ser comparados à clássica metodologia cascata, em que a interação com o cliente (no caso, aluno) acontece apenas no começo e no fim do processo. A partir dessa constatação, o pesquisador começou a buscar formas de aumentar as trocas entre aluno e professor no aprendizado, traçando um paralelo entre as etapas das metodologias ágeis e o processo educativo.

Com a aplicação em sala de aula, é possível conhecer melhor a personalidade de cada aluno e adequar as aulas para que ele possa se interessar e, consequentemente, aprender mias. Entre as ferramentas aplicadas, estão as revisões periódicas de conteúdo, as nuvens de palavras e os feedbacks no modelo 3-2-1: três ideias ou assuntos que o aluno aprendeu na última semana, dois exemplos de aplicações e uma dúvida ou assunto que não ficou claro. 

Ao fim do painel, Orlewilson deixou um recado para alunos e professores: “Saia da zona de conforto, participe de eventos de diversas áreas. Não tenha medo de errar. Quanto mais cedo você aprender a errar, melhor.”

educação Foto ilustrativa (Freepik)

Tecnologia e Educação 4.0

Outro destaque foi Débora Garofalo, professora da rede pública há 15 anos e a primeira mulher sul-americana a ser finalista no Global Teacher Prize, considerado o Nobel da educação. Ela foi considerada umas das dez melhores professoras do mundo pelo projeto de robótica com sucata que desenvolveu em 2015 com alunos de uma escola municipal da Zona Sul de São Paulo.

Segundo Débora, a pandemia do novo coronavírus acentuou a necessidade dos professores de se reinventarem e destacou a importância da aplicação da tecnologia na educação. “Como professora, sei que nada substitui o calor humano, o contato físico com os estudantes, mas é fato que a tecnologia já vinha sendo cada vez mais vivenciada pelos alunos. Por isso, ela não deve ser encarada como um fim em si mesmo, mas como um leque de possibilidades”, disse.

Para a professora, a chamada Cultura Maker ― que incentiva o aprendizado com as próprias mãos ― tem um grande potencial para ser uma porta de entrada para a Educação 4.0. A tecnologia, segundo ela, pode instigar a experimentação e ser “uma oportunidade de tirar o aluno da passividade”.

Assim como Orlewilson, Débora defende a construção de soluções a partir de problemas, e diz que errar faz parte do processo.

“Na Educação 4.0, o papel do professor é de mediador, de colaborador. Ele não sabe tudo, mas tem que estar disposto a aprender e a ajudar os estudantes a assumirem esse protagonismo. Segurança e respeito são a base para a colaboração em sala de aula.”

Débora Garofalo, professora da rede pública e primeira mulher sul-americana a ser finalista no Global Teacher Prize


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