Metade das PMEs sofreram com alta na inadimplência durante pandemia - WHOW

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Metade das PMEs sofreram com alta na inadimplência durante pandemia

Setores de comércio e serviços foram os mais afetados em função da proximidade com o cliente, prejudicada com o distanciamento social

POR Redação Whow! | 06/10/2021 14h13

A pandemia trouxe uma série de desafios para as PMEs (pequenas e médias empresas). Um fator que tem se destacado é o aumento da inadimplência entre os seus clientes, algo que acaba gerando um impacto negativo direto no caixa da empresa e pode, inclusive, contribuir para que ela mesma fique inadimplente em relação a seus fornecedores. 

Segundo pesquisa da Serasa Experian, 49,4% das PMEs relataram que houve um aumento da inadimplência entre seus clientes durante a pandemia. Além disso, dentre os entrevistados que relataram alta na inadimplência, 45% afirmam que o crescimento da inadimplência ficou acima de 50%, valor bastante significativo para o caixa dos pequenos negócios.

Por outro lado, 40,5% dos entrevistados disseram que não houve mudança no índice de inadimplentes durante a pandemia e 10,1% afirmaram que a inadimplência chegou a diminuir.

Dentre os setores mais impactados, destaca-se o comércio, com uma alta de 52,7% na inadimplência. Já considerando os dados por região geográfica, o Nordeste teve o pior desempenho, com um aumento na inadimplência de 51,8%.

Como citado, isso também causou um aumento no endividamento das PMEs em si, com 21% delas relatando a própria inadimplência durante o período.

O Economista-Chefe do Serasa Experian, Luiz Rabi, resume bem a situação:“Se o comércio e os serviços devem para os seus fornecedores, estes incorporam o aumento de custo em seus produtos. Os empreendedores pagam mais caro e repassam essa alta para seus clientes finais. Se os clientes se tornam inadimplentes, as PMEs priorizam pagamentos para possibilitar a continuidade de sua operação e adiam outros que julgam menos relevantes. A chance de esse processo virar uma bola de neve é alta”, explica.

Setores mais afetados

As empresas do comércio e de serviços foram as mais afetadas, sobretudo porque dependem de um contato mais próximo com o consumidor. Com o distanciamento social e os lockdowns, a queda na receita das empresas desses setores pressionou o endividamento.

Como cobrar dívidas de clientes

Mesmo com a facilidade proporcionada por sistemas digitais, o telefone e as cartas ainda são os principais meios de cobrança que as PMEs utilizam.

Segundo o levantamento, 66,8% das empresas de menor porte costumavam cobrar as dívidas pessoalmente antes da pandemia. Com as mudanças provocadas por ela, as cobranças por carta ou telefone ainda representam a maior parte do total, correspondendo a 52,1% delas, enquanto as plataformas digitais têm aumentado sua participação, chegando a 13,2% do total.

Driblando a inadimplência

As PMEs precisam estar atentas a eventuais situações em que os clientes começam a ter dificuldades para pagar suas dívidas, investindo em soluções que possam garantir a recuperação de uma boa parte dos valores devidos em curto prazo.

Uma boa alternativa nesses casos é terceirizar esse tipo de serviço, seja por que sua empresa não conta com um setor de cobrança ou mesmo com um profissional com experiência nessa área. 

Atualmente, existem empresas como a Debitto que disponibilizam uma plataforma digital de fácil navegação e com soluções pensadas para atender às necessidades das PMEs.

Segundo a Debitto, vale a pena terceirizar as cobranças quando:

  1. Sua equipe está com dificuldades em realizar uma cobrança interna efetiva
  2. Faltam pessoas para realizar a cobrança e demais tarefas
  3. Não se dispões de recursos tecnológicos para facilitar o processo

Caso o processo de cobrança não dê resultados, não há outra alternativa a não ser cobrar judicialmente o valor devido. Por ser um processo, via de regra, um tanto caro e demorado, deve-se recorrer a ele apenas como última opção e se todas as outras tentativas tiverem falhado.