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Mercado infantil: franquias e empreendedorismo

Empreender com o público infantil é um desafio, porque quem consome o produto (crianças) é diferente de quem compra (pais)

POR Daniel Patrick Martins | 01/10/2021 11h57

O Dia das Crianças está próximo, e, com isso, os empreendimentos voltados aos pequenos começam a aquecer. Empreender para o público infantil é um desafio. Isto porque quem paga a conta não é a mesma pessoa que consome. Ou seja, é preciso pensar em produtos ou serviços que sejam do gosto das crianças, mas ao mesmo tempo entender que a escolha de comprar ou não é feita pelos pais.

Por outro lado, trata-se de um público-alvo com amplas oportunidades, muito pelo fato de ser transversal a diversos setores. O mercado infantil abrange muitos segmentos, como o de moda, com vestuários e calçados, de beleza, com produtos de higiene, alimentação, educação, com ensino tradicional, de idiomas, nos esportes e de entretenimento e lazer, com parques temáticos e recreativos, salão de festas, brinquedos, jogos, filmes, entre muitas outras possibilidades.

Além disso, produtos e serviços para o público infantil estão em alta. No mercado têxtil, a média de crescimento para a moda infantil é de 6% ao ano, segundo dados da Associação Brasileira de Indústria Têxtil e de Confecção, sendo o segmento infantil correspondente por 16% no total de vendas. Já no setor de beleza e cuidados pessoais no ramo infantil, o faturamento ultrapassou os R$ 5,5 bilhões, de acordo com a Euromonitor International. Ainda neste segmento, projeções realizadas pela consultoria diz que este mercado deve crescer em média 7% até 2025. No mundo do entretenimento, o setor de jogos e brinquedos é o mais popular e está no radar de compras para 58% dos consumidores, segundo pesquisa realizada pela Social Miner. Estima-se que este setor tenha um crescimento de 3% em 2021, um pouco menor do registrado em 2020, que foi de 6%, de acordo com a Abrinq.

No mundo das franquias, o mercado infantil também apresenta forte crescimento: 14% de acréscimo por ano na abertura deste tipo de negócio, aponta pesquisa do Sebrae. Ainda de acordo com a instituição, negócios próprios ou mesmo de franquias que atuam no e-commerce movimentam mais de R$ 16 bilhões por ano. “Esses canais representam uma janela de oportunidade para pequenas fabricantes e lojistas acessarem mais consumidores de forma eficiente”, diz Angelica Salado, gerente de pesquisa do Euromonitor a Folha de S.Paulo.

Seja na crise ou fora dela, este mercado é promissor e pede inovação para atender a uma demanda crescente de público, além de oferecer um leque nas opções de abertura de novos negócios, seja no físico ou no digital, apresentando solidez e rentabilidade do empreendimento.