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Marketing de influência: panorama no brasil em 2021

Vivemos numa era digital. Quem tinha dúvidas a respeito disso, pôde comprovar esse panorama com a chegada da pandemia. Estamos cada vez mais conectados e a forma de fazer negócio está mudando. Para diversos segmentos, não basta apostar apenas nas comunicações tradicionais, é preciso estar alinhado com as novidades que as redes sociais nos trazem. Como […]

POR Redação Whow! | 28/04/2021 19h02

Vivemos numa era digital. Quem tinha dúvidas a respeito disso, pôde comprovar esse panorama com a chegada da pandemia. Estamos cada vez mais conectados e a forma de fazer negócio está mudando. Para diversos segmentos, não basta apostar apenas nas comunicações tradicionais, é preciso estar alinhado com as novidades que as redes sociais nos trazem. Como por exemplo, o marketing de influência.

Nesse sentido, pessoas que têm uma grande relevância nas redes, seja na quantidade ou qualidade dos seus conteúdos, passam a influenciar seus seguidores. A opinião desses profissionais passa a ser relevante em diversas esferas, desde temas sensíveis até em decisões mais usuais, como compra de um produto, por exemplo.

Desta forma, o mercado de marketing começa a atuar em conjunto com esses influenciadores, a fim de conquistar o melhor resultado para as campanhas.

Como funciona o marketing de influência?

O marketing de influência consiste numa estratégia de marketing digital, que utiliza produtores de conteúdos independentes para construir uma ponte entre a marca e o consumidor.

Assim, a marca será impactada positivamente, uma vez que os influencers já contam com a confiança de um determinado público. Como resultado, há uma maior facilidade em conquistar novos clientes, gerar valor para a marca e influenciar na decisão de compra.

Em primeiro lugar, é preciso entender que há duas formas de praticar marketing de influência. Uma é de forma paga e outra acontece de maneira orgânica (gratuita).

  • mídia paga, é a forma de marketing de conteúdo que os influenciadores recebem pelo serviço prestado. No entanto, esta forma se diferencia de um “garoto propaganda” por exemplo, pelo fato deste novo profissional “viver” a marca. É preciso haver coesão entre a mensagem proposta pela marca e o estilo de vida do influencer. Até porque, o público seguidor já o conhece e sabe suas preferências, gostos e visão de mundo.
  • Já a mídia conquistada, a orgânica, ocorre quando há a conquista de um grande destaque positivo. Nesse sentido, a grande repercussão da ação da marca atinge muitas pessoas, inclusive os influencers, que se veem obrigados a se posicionar a respeito. Ou seja, garante uma visibilidade enorme para a sua marca.

Apesar de serem conceitos simples, na prática essas ações são um pouco mais complexas. Ao mesmo tempo que a marca deve dar liberdade ao influenciador, para criar o seu conteúdo de forma original, também deve ficar atenta se há união de discursos entre o que se deseja comunicar e o que está sendo disseminado nas redes.

Marketing de influência 2021

Este método de anúncio traz muitos resultados atualmente, dando a entender que o futuro desse setor só tem a prosperar. Uma nova pesquisa realizada em março deste ano, pelo Youpix – empresa voltada para a indústria de criadores – revela que 86,5% das marcas, já enxergam que trabalhar com esses profissionais é extremamente importante para os negócios.

O mesmo estudo revela que 71% das empresas irão aumentar o investimento no setor. Dessa forma, o marketing de influência deverá alcançar o investimento de R$10 bilhões apenas no ano de 2021. Mas afinal, qual é o motivo de tanto crescimento?

A resposta é “confiança”. Numa realidade na qual os consumidores estão cada vez mais cautelosos e desconfiados, os influenciadores “se sacrificam” pelos seus fãs. Por exemplo, segundo um estudo realizado pela Kantar Ibope, 52% dos usuários de redes sociais brasileiros seguem algum influenciador digital, pelas seguintes razões:

  • 74% publicam conteúdo relevante;
  • 53% apresentam ideias ou pensamentos semelhantes ao dos seguidores;
  • 29% interagem com seguidores.

Ainda é válido destacar que, durante a pandemia, diversas marcas encontraram nos influenciadores uma saída para continuarem anunciando mesmo numa época em que as filmagens comerciais em grande escala foram suspensas.

Esses profissionais tornaram-se mais criativos e produtivos para as empresas. O estudo da FleishmanHillard prevê que, em 2021, os influenciadores continuarão sendo muito relevantes para marcas que desejam se destacar.

As tendências para 2021 e futuro

Sob o mesmo ponto de vista, o estudo da FleishmanHillard ainda apresenta algumas tendências no mundo de marketing de influência para o futuro.Confira:

Notícias

Uma das questões apresentadas pela pesquisa, diz respeito às notícias, que estão cada vez mais integradas. Tanto nas plataformas, quanto nos emissores. Este fato se dá, porque a notícia hoje em dia, se constrói com um mix de jornalismo, informação, opinião e conteúdo. Ou seja, a notícia passa a vir também de influenciadores e não só de jornalistas.

Microinfluenciadores

Apesar de ter menos números de seguidores, entre 10 e 50 mil, esses influenciadores possuem uma taxa de engajamento de mais de 40%. Isto se dá devido ao maior senso de adequação à comunidade no discurso destes profissionais.

Seus públicos são super nichados, ideal para marcas que desejam se comunicar com uma fatia mais específica da sociedade.

Diversidade

As redes sociais estão passando por um processo de transformação. Saem do individualismo para uma mentalidade mais coletiva. Dessa forma, a atitude dos usuários também se alteram perante estas mudanças.

Para se ter uma noção, mais de um terço dos consumidores entrevistados para um estudo da FH Global, afirmam terem seguido novos influenciadores após os protestos do #BlackLivesMatter. Ou seja, para conquistar um espaço consolidado no mercado, é preciso apostar em influenciadores cada vez mais diversificados. Mantendo um compromisso interno e externo frente à inclusão e diversidade.

5 empresas que usaram o marketing de influência e o que aprender com elas

Conforme já mencionado, a pandemia possibilitou o aumento do investimento no mercado de influenciadores. Diversas marcas passaram a apostar nessa estratégia e consequentemente conquistaram ótimos resultados, mesmo em meio à crise. Segundo uma pesquisa da Socialbakers, as empresas que mais investem neste segmento no terceiro trimestre de 2020 foram:

  • OMO: em primeiro lugar, uma das marcas de produtos de limpeza mais famosa do Brasil, aparece trabalhando com 148 perfis de influenciadores que fizeram menções à marca;
  • iFood: na vice-liderança, o serviço de delivery de comida mais utilizado no Brasil. Somente no período da campanha, a plataforma de entrega contou com 79 produtores de conteúdo;
  • Nívea: fechando o pódio, a marca de produtos estéticos contou com 60 influencers apenas no terceiro semestre de 2020;
  • Natura: em quarto lugar encontramos a empresa de produtos estéticos que geralmente aposta em inovações. Foram 54 influenciadores da marca no período pesquisado;
  • Brahma: uma das marcas de cerveja mais consumidas no Brasil, também apostou no marketing de influência. Foram 42 profissionais, criando conteúdo para a marca.

Portanto, podemos analisar que mesmo empresas já consolidadas no mercado, com anos de experiência e sucesso, também enxergam no marketing de influência uma chave para o futuro. Aliás, o momento é de reinventar e procurar saídas para a crise econômica que vivemos.

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