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Conheça os maiores IPOs de todos os tempos

2019 registrou uma nova oferta pública inicial recorde. Porém, nem sempre IPOs bilionários estão ligados a empresas lucrativas

POR Luiza Bravo | 23/12/2019 15h00 Conheça os maiores IPOs de todos os tempos Foto (Pixabay)

US$ 25,6 bilhões, o equivalente a R$ 105 bilhões. Esse foi o valor atingido pela oferta pública inicial da petroleira Saudi Aramco, no início de dezembro de 2019. O IPO desbancou o recorde que até então pertencia à varejista online chinesa Alibaba. Uma semana depois, as ações da empresa já registravam alta de 10%, sendo vendidas por US$ 9,38 – o teto estabelecido pelo mercado acionário local.

A seguir, listamos os dez maiores IPOs de todos os tempos, de acordo com a Investopedia.

1. Saudi Aramco

No dia 5 de dezembro, a petroleira saudita ofertou 1,5% de suas ações na bolsa de valores, levantando, como dissemos, inacreditáveis US$ 25,6 bilhões. Dois dias depois da abertura de capital, a empresa alcançou o valor de mercado de US$ 2 trilhões. A cifra é quase duas vezes maior que o valor de mercado de big techs como Apple, Microsoft e Amazon.

IPOs Foto (Pixabay)

2. Alibaba

A empresa chinesa especializada em comércio eletrônico tornou-se pública em setembro de 2014, levantando US$ 21,8 bilhões. Quatro dias depois, no entanto, mais ações foram colocadas à venda, e o Alibaba conseguiu US$ 25 bilhões, quantia nunca alcançada, até então.

3. Banco Agrícola da China

O AgBank tornou-se público em 7 de julho de 2010, levantando US$ 19,2 bilhões. Da mesma forma como ocorreu com o Alibaba, poucos dias depois do IPO, o banco aumentou o tamanho de sua oferta para US$ 22,1 bilhões.

4. Banco Industrial e Comercial da China

O IPO do ICBC Bank foi aberto em outubro de 2006, totalizando quase US$ 19,1 bilhões. Em 19 de janeiro de 2007, a companhia exerceu uma opção geral de cotação que permitiu à empresa elevar seu IPO para US$ 21,9 bilhões.

5. General Motors

A GM estreou o seu IPO no dia 16 de novembro de 2010, um ano depois de se recuperar de um pedido de falência. A montadora americana levantou US$ 20,1 bilhões em sua oferta pública inicial – o maior IPO de todas as empresas sediadas nos Estados Unidos.

6. NTT DOCOMO, Inc.

A empresa de telecomunicações japonesa abriu capital em outubro de 1998 e arrecadou cerca de US$ 18,4 bilhões. Na época, a companhia foi considerada a terceira mais capitalizada do mercado acionário japonês.

7. Visa Inc.

A companhia levantou US$ 17,9 bilhões na Bolsa de Nova York em 2008, apesar da volatilidade do mercado em meio à crise financeira que assolava o mundo.

IPOs Foto (Pixabay)

8.    AIA Group Limited

A AIA é uma empresa de investimentos e seguros com sede em Hong Kong, e foi oferecida ao público em outubro de 2010. Depois de levantar mais de US$ 17,8 bilhões, se tornou o maior grupo independente de seguros de vida com cotação pública da Ásia.

9. Enel

A empresa italiana de geração e distribuição de energia elétrica estreou na Bolsa de Milão em novembro de 1999. A oferta pública inicial levantou quase US$ 17,4 bilhões, e fez parte da estratégia de privatização parcial da companhia, que até então era estatal.

10. Facebook

A abertura de capital do Facebook ocorreu em 2012, na Nasdaq, em meio a acusações de que a empresa estaria compartilhando informações de seus usuários indevidamente. Ainda assim, o Facebook levantou pouco mais de US$ 16 bilhões.

Lucro nem sempre é a chave 

Muita gente pode pensar que o sucesso do IPO da Saudi Aramco se deve ao fato de a empresa atuar em um dos setores mais rentáveis do mundo. De fato, a Aramco controla a segunda maior reserva de petróleo do planeta, e teve lucro líquido de US$ 111 bilhões em 2018, mas rentabilidade não é necessariamente a chave para atrair investidores em IPOs.

De acordo com a Bloomberg, empresas não lucrativas estão tendo os maiores IPOs desde a bolha pontocom, em 2000. Na lista de ofertas públicas iniciais em 2019 ao redor do mundo, estão diversos unicórnios (startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão). Muitas delas, no entanto, giram, desde que foram criadas, com as contas no vermelho.

É o caso, por exemplo, da Uber. A empresa abriu capital em maio e levantou US$ 8,1 bilhões de dólares. O valor é menor do que os US$ 10 bilhões esperados, mas ainda assim, uma quantia considerável, especialmente para uma empresa que, no primeiro trimestre de 2019, teve prejuízo de US$ 1 trilhão.

O fenômeno que acontece hoje com a abertura de capital das startups unicórnio é, de acordo com especialistas, bastante parecido com o da bolha pontocom, quando investidores apostaram alto em empresas com a esperança de que elas revolucionassem o mercado e, assim, dessem retorno financeiro.

Hoje em dia, a cultura disruptiva das startups estimula investidores a fazer aportes generosos com base em perspectivas de lucro. O problema é que, para manter o ritmo exponencial de crescimento, estas novas empesas reinvestem o que recebem e continuam com o saldo negativo.

A grande questão é saber por quanto tempo esse modelo vai conseguir se manter.

O fracasso do IPO da WeWork e o surgimento das startups Zebra, que defendem crescimento sustentável, em ritmo moderado, podem levar a uma mudança na cultura de investidores nesta nova década que está começando e, quem sabe, evitar mais uma grande bolha financeira.

IPOs Arte (Grupo Padrão)


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