Mães e o mercado de trabalho: Austrália gera pacote de apoio - WHOW

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Mães e o mercado de trabalho: Austrália gera pacote de apoio

Mães e o mercado de trabalho: veja como elas foram impactadas pela pandemia e algumas iniciativas interessantes para reduzir a desigualdade de gênero

POR Redação Whow! | 12/05/2021 14h59

Mães e o mercado de trabalho: a participação delas retrocedeu e muito, com a pandemia.

Os dados do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada mostram que houve queda na participação das mulheres, com índice negativo em mais de 7%. As mães mais afetadas foram: negras e com baixa escolaridade

As situações mais comuns para que exemplificam essa estatística são: 

  • Não ter com quem deixar os filhos;
  • Sobrecarga de serviços domésticos;
  • Falta de recursos para contratação de auxiliares nas tarefas domésticas;
  • Falta de apoio das empresas. 

Conforme ainda o mesmo Instituto, as categorias de alojamento e alimentação, serviços domésticos, educação, saúde e serviços sociais, foram as que mais registraram queda das colaboradoras.

Os impactos da redução das mães no mercado de trabalho, são observados no mundo todo

  • números da queda da participação feminina no mercado local e mundial
  • como a Austrália está se destacando no oferecimento de incentivos? 
  • Como sua empresa pode lidar com as desigualdades de gênero e, assim, contribuir para a redução desses números?

Mães e o mercado de trabalho

Segundo relatório da CEPAL – Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, órgão vinculado à ONU- Organização das Nações Unidas, a força de trabalho delas caiu de 52%  em 2019 para 46% em 2020.  O órgão estima também um aumento 23 milhões das mulheres latino-americanas na situação da pobreza.

Os números não são iguais, mas algo semelhante acontece em relação a elas, no mundo inteiro. Nos Estados Unidos, uma pesquisa realizada entre 16 e 24 de julho de 2020, pelo Escritório de Estatísticas,  mostrou que 30,9% das mulheres com idades entre 24 e 44 anos não estavam trabalhando.

Na Europa, uma pesquisa do Instituto Europeu de Igualdade de Gênero (EIGE), revelou que Espanha, Bélgica, Irlanda, Itália, Portugal, Hungria, Grécia. Portugal, por exemplo, registram impactos de 5,6% no emprego das mulheres e 5,3% no emprego dos homens.

Todos esses dados refletem algo cotidiano para todos. Quantas são as mães, como também as tias, avós, irmãs, primas e amigas que  perderam seus empregos?

Nesse contexto, alguns países também se destacam no oferecimento de incentivos que, tanto colaboram para o retorno das mães ao mercado quanto incrementam a economia. A Austrália é um exemplo disso.

Austrália e o incentivos para o retorno das mães ao mercado

Para auxiliar o retorno das mulheres ao mercado de trabalho, a Austrália, até julho de 2022, programou um aumento de US $ 1,7 bilhão em creches. Assim, cerca de 250.000 famílias australianas, com mais de um filho, serão beneficiadas com o subsídio de creche da Coalizão, já incluído no orçamento nacional de 2021.

O subsídio de acolhimento para as famílias com dois ou mais filhos, até os cinco anos, aumentará de 85% para 95%. Josy Frydenberg, secretário do Tesouro, afirmou que o pacote oferecerá mais opções para os pais que desejam trabalhar um ou dois dias extras por semana

Então, tal medida tornará o cuidado infantil mais acessível e aumentará a força de trabalho, impulsionando a economia australiana em até US$ 1,5 bilhão por ano. A proposta é que, a partir do próximo ano, uma família que ganhe $ 110.00 anualmente, teria seu subsídio aumentado de 72% para 95%. Isso significa $ 95 a mais por semana, que pode ser traduzido em quatro dias de cuidado na creche.

Nesse sentido, uma família com três filhos, com US$ 80.00 anualmente, receberia uma aumento de 82% para 95% para o segundo e terceiro filhos. Enquanto nesse caso, tendo agora U $ 108 por semana, para quatro dias de cuidado.

O Grattan Institute afirma que os US$ 5 bilhões extras gastos por ano com creches recompensa o um aumento de US$ 11 bilhões no PIB anualmente, com o aumento da força de trabalho.

Como os países da Ásia-Pacífico estão lidando com a busca de equidade de gêneros? 

Portanto, lidar com a desigualdade de gênero ainda é um desafio para o mundo. Alguns países, por exemplo, a Austrália, já buscam medidas que promovam a equidade dos gêneros e, por consequência, incrementem as economias.

Nos países da Ásia-Pacífico, o avanço da igualdade das mulheres poderia agregar US $ 4,5 trilhões do PIB coletivo anualmente até 2025. Esse número equivale a uma economia do tamanho combinado da Alemanha a da Áustria.

Porém, para alcançar esse nível de crescimento e desenvolvimento, países pelo mundo inteiro, sobretudo, terão que destinar esforços no: aumento da força de trabalho, número de horas pagas pelo trabalho feminino e produtividade. 

De acordo com McKinsey Global Institute em uma pesquisa, há uma uma forte ligação entre a igualdade de gênero no trabalho e sociedade. O instituto  estima que, com a geração de oportunidades, nesses países da Ásia-Pacífico, o PIB teria um incremento $ 4,5 trilhões, sendo 58% vindos da força de trabalho feminina 

O estudo, que  teve como foco sete países da região, Austrália, China, Índia , Indonésia, Japão, Filipinas e Cingapura também concluiu que:

  • em relação a igualdade de gênero no trabalho, se destacam Filipinas, Nova Zelândia e Cingapura;
  • os mais países mais distantes ainda da promoção dessa igualdade no trabalho são Bangladesh, Índia, Japão, Nepal, Paquistão e Coréia do Sul;
  • ainda assim, já na questão igualdade de gênero na sociedade, Austrália, Nova Zelândia, Filipinas e Cingapura são destaques, uma vez que oferecem a maior oferta de serviços essenciais, como  educação, saúde materna e reprodutiva, inclusão financeira e digital e proteção legal e voz política;
  • além disso, em todo mundo, em relação aos negócios e política, menos de quatro mulheres ocupam cargos de liderança para cada dez homens. Na Ásia-Pacífico, há apenas uma mulher em posição de liderança para cada quatro homens.

Sua empresa está preparada para promover igualdade de gênero?

Portanto, alguns desses dados apresentados, em nível macro, refletem o que também ocorre dentro da sua empresa? Sim você suspeita disso, chegou a hora de começar a mudar essa realidade. E, se a sua dúvida é por onde começar, aí vai uma dica.

Como resultado, no mesmo estudo da igualdade, o MGI explorou as prioridades específicas para cada um dos países. Com o objetivo de destacar cinco áreas principais como prioridade. Dessa forma elas também poderão ser observadas nas empresas:

1- Desde já, foco no participação feminina na força de trabalho, com ações que permitam que a conciliação da  sua vida pessoal com a profissional;

2- Promover condições, bem como, que favoreçam as mulheres na liderança;

3- Melhorar o acesso à tecnologia, ao passo que promova as melhores condições de home office e teletrabalho.

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