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Localismo: desejo de consumir no próprio bairro cresceu na pandemia

Com novos desafios no dia a dia, a tendência de consumir no próprio bairro se tornou mais forte. Veja as perspectivas para isso agora e no pós-pandemia

POR Redação Whow! | 05/05/2021 11h46

No último ano, a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus trouxe impactos muito profundos para as pessoas. E um dos principais pontos afetados foram os hábitos de consumo da população. Nesse aspecto, o localismo tornou-se mais intenso e trouxe uma cultura diferente para a rotina de vários bairros. Mas você sabe o que é isso?

Trata-se da tendência de consumo local, em que os clientes não mais se deslocam grandes distâncias. Mas encontram o que necessitam no próprio bairro e são incentivados a fazer essa mudança positiva.

É claro que isso tem mais de um fator. E neste post iremos explicar melhor essa transformação e as medidas que a impulsionam. Confira:

Localismo: desejo de consumir no próprio bairro cresceu na pandemia

O último ano impôs muitas adaptações para todos nós. O dia a dia passou a ser ainda mais repleto de desafios. E em meio às alterações nas rotinas, a praticidade se tornou um elemento-chave.Fora isso, a economia enfrenta um momento delicado.Tanto para os negócios, quanto para os consumidores, isso representa mudanças significativas de mentalidade.

Por um lado, as pessoas estão mais cuidadosas em seus planejamentos financeiros, devido as incertezas. Por outro, mesmo pequenas empresas estão tendo que se reinventar e encontrar maneiras criativas de ofertar produtos e serviços.

Nesse contexto, o localismo é uma tendência que vem ganhando força. Ela se refere ao costume de as pessoas comprarem sempre nos bairros em que residem ou no entorno. Seja por questões de ser mais cômodo, evitar aglomerações em outros locais de maior procura ou evitar deslocar-se em excesso em plena pandemia, a opção ganha espaço.

Localismo e outros hábitos de consumo que mudaram na pandemia

Entre os hábitos que mudaram, as pessoas passaram a economizar mais. Além disso, alguns serviços estão sendo solicitados mais à distância.

Agora em casa muitos mudaram hábitos alimentares, começaram a cozinhar a própria comida e essa realidade alterou as compras, os itens que consumiam e até algumas necessidades básicas passaram a ser revistas e atendidas por meio de comércios mais próximos de casa.

Com a quarentena, consumidores também começaram a conhecer as demandas do dia a dia mais de perto. Isso significa saber quanto se consome de cada coisa, quanto vai de ingrediente em cada receita e assim por diante. Ou seja, passou-se a ter mais conhecimento do consumo de itens, a refletir e a ter noção do que uma casa gasta mesmo.

Por mais simples que pareça, para muitos é uma grande quebra de paradigmas. Isso porque a população de certa forma, ao circular menos, passou também a explorar menos as opções que existem distantes do lar. Então o comércio local ganhou outra importância.

Um novo olhar para o que é comodidade

O próprio fato de não ir até o trabalho pode desencorajar tirar o carro da garagem para situações pontuais.

Agora a casa é o ambiente de tudo junto. É natural haver mudança e até itens novos passarem a ser incluídos nas compras, bem como se notar alterações nas quantidades necessárias ou desejo de testar novos produtos.

Novas marcas podem ser experimentadas, tanto para descobrir opções que facilitem o dia a dia multitarefas, quanto para a conta fechar no final do mês.

Quer seja com as pessoas preocupadas com reserva ou tendo mais tempo para observar o funcionamento da casa agora e até inventarem coisas novas e hobbies, como cozinhar, a tendência é que o consumo seja impactado com situações antes menos comuns. 

Consumo local e o senso de comunidade 

A nova realidade faz com que se tenha que encontrar soluções para o dia a dia, nesse momento tão atípico. Ao mesmo tempo que o distanciamento social se faz necessário, a colaboração também se apresenta como um braço importante para superar as dificuldades trazidas.

Sendo assim, o senso de comunidade é aflorado, pois a população tende a se fortalecer localmente, criar uma rede de apoio para que não falte nada, para que não haja desabastecimento e exista conforto próximo, algo que é de interesse de todos.

Para estimular a economia local, as pessoas podem passar a incentivar a busca por meios bons para viver, conviver e sobreviver a novos momentos. O consumo local se amplia com esse fenômeno observado no consumo por meio da divulgação e incentivo de comércios locais, a famosa indicação de um a outro.

A realização de compras no próprio bairro incentiva e sustenta o empreendedor local. Logo, há vantagens não só para ele, mas para a região como um todo. Porque, afinal, ter um comércio local é também uma segurança para os moradores do bairro.

Quais as previsões para o consumo local pós-pandemia?

Agora as pessoas estão ficando mais em casa, então pode ser cômodo ir buscar algo aqui e ali perto quando acaba. Isso representa ganho de tempo, conforto e até economia com combustível. Elas estão descobrindo seu bairro, vendo tudo que tem ali.

É por isso que no pós-pandemia essa tendência pode não desaparecer. Cientes das opções que o local oferece, pode-se permanecer consumindo dele mesmo quando tudo estiver normalizado.

Então depois da pandemia os consumidores conhecerão muito melhor as ofertas que há ao redor e a tendência pode ser seguir comprando nos mesmos estabelecimentos. Especialmente se a experiência for agradável e um relacionamento começar a ser desenvolvido com os comerciantes e empresas locais, a fidelização é esperada.

A distribuição de pessoas tende a ser maior como um todo depois. Além disso, alguns outros hábitos podem permanecer, como o home office, o que reforça a praticidade. Com o localismo, clientes não terão de enfrentar grandes trânsitos para ir buscar coisas mais longe sempre, fazendo as compras do dia a dia ali mesmo.

Localismo como motor para empreendedorismo local

Por fim, o localismo representa um motor para o empreendedorismo local não só pela possível maior busca das pessoas por essas soluções agora e pela necessidade que a pequena empresa tem de se mover economicamente no período, mas também pela oportunidade de enxergar o que falta no bairro.

Assim, o pequeno empreendedor pode preencher lacunas, criar comércios e empresas que supram essas demandas e identificar quais serviços são mais bem-vindos.

Sendo assim, o localismo pode ser um motor para a infraestrutura de alguns bairros, para que possam se desenvolver melhor.

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