Laboratório de Inovação Financeira brasileiro passa a integrar a ONU - WHOW
Eficiência

Laboratório de Inovação Financeira brasileiro passa a integrar a ONU

Brasil é o primeiro país da América Latina a integrar a FC4S, coletivo de centros financeiros internacionais sustentáveis da organização global

POR Carolina Cozer | 05/11/2020 14h21

No último mês de outubro a ONU deu carta branca ao Laboratório de Inovação Financeira (LAB) para integrar o grupo FC4S (Financial Centres for Sustainability), passando a ser a primeira instituição da América Latina a fazer parte do FC4S.

O FC4S é um coletivo de centros financeiros internacionais criado em 2017 pelo Programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente para discussões e desenvolvimento de inovações focadas em finanças sustentáveis, que estejam de acordo com o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e com o Acordo de Paris ― que combate os riscos das mudanças climáticas no mundo.

Já o LAB é um fórum desenvolvido pela junção de diversos órgãos brasileiros, como a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), dentre outros, para fomentar o desenvolvimento de soluções financeiras sustentáveis e de impacto social no país.

Compromisso com a inovação financeira sustentável

“É um marco para o LAB, para a CVM e para o Brasil”, comenta José Alexandre Vasco, Superintendente de Proteção e Orientação aos Investidores da CVM, em nota oficial. “A adesão do LAB ao FC4S, além de gerar mais visibilidade internacional ao bem-sucedido trabalho do Laboratório, que promove o debate das finanças sustentáveis no Brasil, vai permitir uma frutífera troca experiências sobre finanças sustentáveis e interação com outros representantes de centros financeiros preocupados com as temáticas de finanças verdes e mudança climática”.

Dentre os compromissos do LAB no FC4S estão “a promoção de ações estratégicas em finanças verdes e sustentáveis; o compartilhamento de conhecimento para capacitação humana, incluindo a medição no que diz respeito à contribuição do centro financeiro para ações climáticas e desenvolvimento sustentável; a cooperação para a expansão do pipeline de ativos e produtos verdes; e o trabalho com outros reguladores municipais, regionais, nacionais e internacionais para construir condições favoráveis para as finanças verdes e sustentáveis”, aponta Vasco.


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