A jornada da inovação em quatro atos - WHOW
Tecnologia

A jornada da inovação em quatro atos

Alberto Levy, evangelizador de inovacao, abriu o Whow com uma palestra sobre tecnologia e lições de vida

POR Ivan Ventura | 23/07/2019 09h50 A jornada da inovação em quatro atos

*Fotos Douglas Luccena

A abertura do Whow! Festival de Inovação 2019 não poderia ser em melhor estilo: uma mistura de arte e tecnologia de vanguarda por meio do gênio criativo de Alberto Levy, programador, designer mas, acima de tudo, um provocador e criativo serial.

Levy é engenheiro de computação e foi apontado como “evangelizador de inovação” pelo revista Harvard Business review e também pelo programa The GlobalShaper, do World Economic Fórum.

Palestrante internacional, ele já trabalha como consultor de tecnologia e marketing, além de estrategista executivo, em mais de 1600 projetos de 300 empresas, algumas delas presentes na lista da Forbes 500. Mas nada disso resume o que é Levy.

No palco do Whow!, ele exibiu um dos seus famosos experimentos que une arte e tecnologia. Conectou um sensor à têmpora e os impulsos cerebrais eram coletados por um aparelho de encefalograma. Esses impulsos são enviados para um programa, que os converte em informações abstratas e os envia para o telão do palco. O que se viu foi o cérebro fazendo arte por meio do Big data cerebral.

“A ideia foi medir a  minha atividade cerebral por meio do eletroencefalograma. Eu meço o que acontece no meu cérebro e produzo uma nova forma de arte, o chamado Brain arte”

E qual o objetivo de algo tão maluco? A ideia foi mostrar a sinergia entre a razão (materializado pela tecnologia do encefalograma) e emoção (a arte feita a partir dos impulsos cerebrais).Essa demonstração foi o ponto de partida de uma palestra autobiográfica de Levy até se tornar um renomado evangelizador de inovação. Ele  recorda, por exemplo, a dificuldade financeira de acesso a um computador no início dos anos 1980 – e que resultou em uma promessa à família de nunca mais gastar tanto dinheiro para ter acesso a um computador. Esse é o que ele definiu como o primeiro capítulo de sua vida como evangelizador: a tecnologia.

Esse fato foi o ponto de partida para se tornar um engenheiro de computação. Isso ajudou a compreender o esqueleto dentro de um computador. Essa compreensão da tecnologia, no entanto, não foi o suficiente para a mente inquieta de Levy. Faltava cor e vida dentro do seu mundo frio de programador. Surgia nesse momento o amor pelo designer e o início do segundo capítulo de sua vida: a arte.

“A frieza da programação ganhou vida com a entrada da arte na minha vida. A tecnologia fez sentido naquele momento”, disse.

Ele estudou arte em Nova York e participou de projetos de intervenção artística que envolviam arte e tecnologia. “Fui a primeira pessoa a hacker o painel de publicidade da Times Square.”

A partir daí passou a produzir projetos de inovação e marketing para diversas empresas ao redor do mundo. Fez projetos para a companhia aérea Emirates, Sony e tantas outras marcas.A inovação foi o motivo que conduziu as companhias na direção de Levy. Mas ainda faltava o elemento mais humano: o impacto.

O impacto ocorreu em uma palestra no Irã e justamente em uma região ao norte sob forte conflito. Ele atravessou a região em um carro não blindado, sob o risco de ser alvejado a tiros por grupos dissidentes do atual governo iraniano.

No fim, deu certo e ele levou a voz da inovação para jovens sedentes por novidades do Ocidente. “Jovens iranianos receberam o recado. O quarto capítulo da minha vida havia sido contemplado”, disse.

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