Investimentos: O foco do venture capital no pós-pandemia - WHOW
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Investimentos: O foco do venture capital no pós-pandemia

Qual será o objetivo dos principais fundos de investimento no futuro próximo? Acompanhe a discussão com a Redpoint eventures, Domo Invest, Astella e Maya Capital

POR Eric Visintainer | 28/07/2020 19h00

As empresas, sejam elas tradicionais ou startups, já estão de olho na retomada dos seus negócios em um momento pós-pandemia. Desta forma, os investimentos no setor de inovação também já caminham neste sentido. Como o Whow! mostrou no início de julho, a quantidade de aportes em startups, no último mês – sendo 20 rodadas de investimento acima de R$1 milhão e três aquisições – foi um dos mais altos desde do início da nossa cobertura mensal em agosto de 2019.

E para saber o que alguns dos fundos de investimento, investidores-anjo e empresas mais importantes do Brasil estão pensando para os próximos meses e anos, o Whow! novamente atua como parceiro estratégico na Open Innovation Week (Oiweek) desenvolvida e organizada pela 100 Open Startups. A sua 12ª edição também contou com a parceira da Domo Invest.

Foco dos fundos de investimentos

investimentos Foto ilustrativa (Pexels)

Qual será o objetivo dos principais fundos de venture capital no Brasil no pós-pandemia? Romero Rodrigues, sócio na Redpoint eventures, Rodrigo Borges cofundador e sócio da Domo Invest, Laura Constantini sócia e cofundadora na Astella e Monica Leal cofundadora da Maya Capital abordaram este tema em uma das palestras do primeiro dia da Oiweek de julho.

Veja, abaixo, os principais destaques do primeiro dia e o vídeo na íntegra no topo desta matéria.

Romero (Redpoint eventures, foco em investimento série A): “Hoje temos R$ 1.2 bilhão sendo gerenciados e 50 empresas investidas. O maior risco em uma crise, como esta, é faltar dinheiro. A sua rodada talvez fique um pouco mais longa e a barra para você receber um novo investimento talvez fique mais alta. Historicamente, em outras crises os valuations das empresas não necessariamente diminuíram, mas o número de empresas que recebeu investimentos  diminuiu. A crise é o maior catalizador de mudanças que existe. Quando há poucas pessoas investindo é o melhor momento para se investir, a gente gosta de ser do contra, no geral.”

Rodrigo (Domo Invest, foco no investimento inicial (seed)): “Tanto a gente quanto o mercado estão todos mais cuidadosos. A gente passa a ter mais cuidado ao olhar para as oportunidades de investimento. E olhando para traz, para se tornar um empreendedor no Brasil, não existia uma escola ou os frameworks. A gente brincava que, no Buscapé usávamos a metodologia Nike: “Just do It”. E, hoje, os empreendedores são bem estruturados, vem com MBA de Stanford. A qualificação do empreendedor e do mercado de venture capital tem melhorado muito.”

Laura (Astella, foco no investimento inicial): “O primeiro foco no início da pandemia foi defender o caixa, com um movimento defensivo. Duas semana depois, passamos a traçar estratégias ofensivas onde as empresas poderiam ganhar espaço. Hoje, as empresas já entenderam qual foi o impacto da pandemia e agora eu vejo a preocupação de todo mundo para um crescimento mais racional. De impacto no nosso portfólio, 10% sofreu bastante,; 70% perderam faturamento mas continuaram crescendo; e os outros 20% cresceram além do que imaginávamos.”

Monica (Maya Capital, foco no investimento inicial (seed)): “Fizemos uma conta básica da quantidade de startups para cada fundo de venture capital. Existem 12 startups por VC nos Estados Unidos, contra 80 aqui na América Latina. Cada vez mais nós vemos que os negócios vão saindo do Brasil para expandir em outros países e vice-versa. Com esta internacionalização, os negócios dependem cada vez menos da performance econômica e do contexto socioeconômico de cada país. E os investidores olham cada vez mais para isso.”


Acompanhe a Oiweek aqui no Whow!

Assista à transmissão, ao vivo, até o dia 30/07 direto na home page do Whow! e saiba mais sobre os próximos passos dos fundos de investimento, aquisições de grandes empresas, corporate venture capital, investimento-anjo e cases de sucesso na quarentena.


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