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Investimento em blockchain cai em 2019; entenda o porquê

Investimento em blockchain cai em 2019 entenda o porque

Arte Flávio Pavan

O investimento total em startups ligadas à tecnologia blockchain caiu 28% em 2019 na comparação com 2018, segundo levantamento feito pela consultoria CB Insights. O pico de investimento havia sido naquele ano, 2018, quando os negócios atingiram US$ 4,3 bilhões. Uma das razões para a queda é que muitos produtos dessas startups ainda estão tentando encontrar seu “fit” com o mercado. 

Os empreendedores lançaram aplicativos para o blockchain, desde o rastreamento da cadeia de suprimentos até a liquidação de ativos financeiros, mas o único que encontrou adoção em escala significativa até agora foi a criação e o comércio de criptomoedas. O Bitcoin ainda domina essa área, representando mais de 65% do valor total do mercado de criptomoedas. 

Nesse cenário, a análise da CB Insights mostra que a atividade dos investidores demonstra que há algum potencial no setor de blockchain.

blockchain

Foto Darwin Laganzon (Pixabay)

Mercado de criptomoedas

Em 2018, as startups que se destacaram no levantamento de aportes foram a Bitmain, de hardware de mineração de criptomoeda, e a Coinbase, de troca de criptomoedas – o que demonstra o foco dos investidores no segmento das moedas digitais. As empresas levantaram US$ 400 milhões e US$ 321 milhões respectivamente, contribuindo com o pico de investimento naquele ano. 

No último trimestre de 2019, as startups de blockchain conquistaram aportes de US$ 785 milhões em 164 negociações, uma queda de 36% em relação ao quarto trimestre de 2018, quando os aportes chegaram a US$ 1,2 bilhão. Embora abaixo dos números de 2018, o último trimestre de 2019 superou o primeiro (US$ 636 milhões) e o segundo trimestres (US$ 640 milhões) do ano passado, com o interesse dos investidores apontando especificamente para aplicativos corporativos.

Foto Lorenzo Cafaro (Pixabay)

Blockchain no mundo corporativo

Ainda na comparação trimestre a trimestre, o terceiro de 2019 (US$ 1 bilhão) ficou abaixo do mesmo período de 2018 (US$ ,145 bilhão). 

A Ripple, rede de pagamentos corporativos, conquistou o maior aporte do último trimestre de 2019 – US$ 200 milhões em uma rodada Série C liderada pelo SBI Group, Tetragon Financial Group e Route 66 Ventures. A rodada avaliou a startup em US$ 10 bilhões. A Ripple anunciou que usará o dinheiro para contratar mais funcionários e aumentar escritórios no exterior. 

Abaixo, outros quatro aportes de destaque no último trimestre de 2019.

A Figure Technologies levantou US$ 103 milhões para seguir expandindo sua plataforma baseada em blockchain Provenance, através da qual a startup fornece empréstimos em menos de cinco minutos. Já a Layer One levantou US$ 50 milhões. A startup oferece uma plataforma de investimento baseada em criptomoeda.

Outra startup do setor que se destacou no ano passado foi a Digital Asset que levantou US$ 35 milhões para desenvolver iniciativas da comunidade que apoiem sua linguagem Digital Asset Modeling Language (DAML), usada para agilizar acordos financeiros, e ampliar a tecnologia de sua aplicação.

Enquanto isso, a PeerNova conquistou um aporte de US$ 31 milhões para expansão de mercado e desenvolvimento de produto. A tecnologia da startup ajuda instituições financeiras a gerenciarem seus fluxos de dados de forma mais eficiente.  


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